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Este é o Som do Domínio da Guerra, da Rádio Observador, sempre com o Major-General José Arno Moreira. Bom dia, General.

Olá, muito bom dia a todos.

Aqui no Domínio da Guerra seguimos sempre com atenção o percurso pouco convencional e até precocatório de Prigozhin na guerra da Ucrânia. Falamos da sua condução das operações em Bakhmut, do desrespeito constante por Sergei Shoigu e por Valery Gerasimov, da Marcha da Justiça sobre Moscovo a 24 de junho e sobre a mais recente presença na Bielo-Rússia. Hoje falamos da morte de Prigozhin. General Arno Moreira, isto não nos surpreende completamente, pois não? Era uma questão de tempo?

Era uma questão de tempo. Nós dedicámos, é verdade, a Prigozhin, muitos dos nossos programas e do nosso espaço de comentários. Havia três razões para isto. Primeiro, ele era muito vocal, não poupava nas palavras e também não as escolhia. Ele ia sempre direto ao assunto e escolhia sempre as palavras que entendia que traduziam melhor aquilo que era esta personalidade realmente muito polêmica. Depois, ele era uma personalidade antissistema e nós não estávamos habituados a ver no ambiente da Federação Russa alguém que ousasse utilizar a palavra, a sua presença, os seus discursos, os seus vídeos contra o sistema. E isso, portanto, fez com que Prigozhin se tornasse também, do ponto de vista dos media, das notícias, dos comentários, um alvo de especial atenção. E depois, talvez o mais importante de tudo isto, ele era dos poucos políticos que tinha um exército particular atrás de si. Mais, um exército disponível para morrer, como se mostrou em Bakhmut, onde deixou um rasto de sangue enorme. Portanto, Prigozhin era uma personalidade muito particular. Ele não deixa de ser um criminoso de guerra. Mas a verdade é que estas mortes trágicas, quando acontecem, também parece que limpam o nosso passado e vêm ao de cima um conjunto de outras particularidades. Ele foi um homem escolhido pelas suas qualidades, não necessariamente aquelas qualidades que fazem de nós um bom cidadão, mas também para missões sujas, missões em zonas muito cinzentas, são precisas personalidades muito particulares. E Prigozhin ganhou uma certa confiança por parte de Vladimir Putin, através do conjunto de ações que desenvolveu em territórios e em áreas muito cinzentas, quer no Médio Oriente, quer sobretudo em África. Depois, ele foi verdadeiramente o herói russo em Bakhmut. Numa altura em que as coisas pareciam muito difíceis, ele foi o único, foi o homem que, na verdade, conduziu milhares de soldados à morte, é verdade, mas que colocou a bandeira em Bakhmut. E depois, passado muito pouco tempo de ser tratado como o herói de Bakhmut, passou a ser o traidor, o homem que espetou a faca nas costas de Putin. Ele tem, portanto, um percurso de vida que é digno de um verdadeiro filme. Mais tarde ou mais cedo haveremos de ver, certamente, nos cinemas, filmes sobre Prigozhin. Ele agora desaparece. É claro que podemos continuar a pensar se morreu ou se não morreu. Ninguém quer arriscar.

É eventual morte, continuidade. É eventual morte.

Na verdade, ele já morreu mais do que uma vez e depois apareceu outra vez vivo. Não podemos esquecer disso.

Mas desta vez parece-lhe que é diferente.

Mas desta vez, quem sabe, já sabe se morreu ou não. Falta um dedo a Prigozhin. Portanto, isto é imediata a confirmação, olhando para o cadáver nos destroços do avião, se era Prigozhin ou não. Nós é que não sabemos, mas já se sabe se Prigozhin morreu, pois quem observou o cadáver já não tem dúvidas nenhumas se isso aconteceu ou não. Nós podemos alinhar várias teorias sobre isto. A primeira teoria é a teoria do acidente do avião. Os aviões caem.

Problemas técnicos.

Problemas técnicos. Até se fala que devido às vacinas contra a Covid, o piloto sentiu-se mal e que isso conduziu a um conjunto de frequências trágicas que levou à queda do avião. A tese do acidente do avião não é uma tese válida. Não é válida, por quê? Porque nós conhecemos as indicações que eram transmitidas pelo transponder do avião. Se houvesse um problema qualquer, alguém teria dito alguma coisa. Ninguém disse nada.

Ninguém comunicou nada.

O avião, de acordo com os dados do transponder, nem sequer perdeu altitude. Isto é, desapareceu pura e simplesmente rapidamente. E portanto, a teoria do acidente do avião não parece ter pernas para andar. Depois, há a teoria da conspiração. A teoria da conspiração é que tudo isto foi uma encenação e que desta encenação haveremos de ver um dia Prigozhin.

Mas ele parece-lhe o tipo de homem que encena desta forma uma saída deste cenário de guerra?

Não, não precisa. Mas esta teoria aponta para que ele aparecerá com 10 centímetros a mais, 40 quilos a menos.

Gosto sobretudo dos 10 centímetros a mais. Se isso acontecer, vou ter que saber como.

40 quilos de peso a menos e talvez menos 30 de idade. Mas esta tese não tem pernas para andar, por quê? Porque morreu muita gente. Isto é, se houvesse necessidade de fazer desaparecer Prigozhin Haveria outras possibilidades de o fazer, sem ter que envolver tantas mortes.

Incluindo o número dois do grupo.

Exatamente. Portanto, esta tese não parece ter muita sustentação. Mas as teorias da conspiração são sempre interessantes. Depois há a teoria da bomba. A teoria da bomba é a teoria favorita de Moscovo. Aliás, basta ler e ver aquilo que foram as televisões oficiais para ver que em todas elas aparece a bomba. Por quê? Porque a bomba é aquela coisa que a gente não sabe quem colocou. Portanto, é a teoria que pode afastar Putin da responsabilidade do atentado.

E coloca a Ucrânia também, eventualmente.

E coloca a Ucrânia. E as análises de forense ao avião vão mostrar que os explosivos eram ocidentais, essas coisas todas. E vão aparecer passaportes também ucranianos ou ocidentais nos destroços do avião, etc. Portanto, a teoria da bomba é, de todas as teorias e explicações possíveis, a preferida por Moscovo, porque, se for uma bomba, ninguém sabe quem é que a colocou lá e nem nunca se saberá quem foi que o realizou. Depois, há a teoria do míssil. Eu continuo a considerar que a teoria do míssil é uma teoria que deve ser investigada. Isto por quê? Porque as primeiras análises, as primeiras imagens que tivemos da asa do avião, mostram um conjunto de perfurações que não resultam de queda nenhuma. São buracos que aparecem, que são compatíveis com a explosão de um míssil, seja ele um míssil ar-ar, seja ele um míssil terra-ar, que faz um conjunto de perfurações por causa dos fragmentos que liberta ao aproximar-se do avião. E portanto, esta é uma teoria que deveria ser aprofundada. Os Estados Unidos não estão inclinados muito para esta teoria do míssil. Eles parecem suportar a teoria da bomba. Isto tem a ver com uma explicação política. O Kremlin já agradeceu o suporte dos Estados Unidos a retirarmos importância à teoria do míssil. Bom, estas são as teorias, não sei se alguma vez nós saberemos algum resultado sobre isto. Agora, por que agora? Ele primeiro andou desaparecido, porque andava com medo também, portanto, deixou de se expor.

Depois aparece em África. Diz que está em África.

Exatamente. Ganhou confiança e começou a aparecer publicamente. Esteve até presente naquele fórum em São Petersburgo. Depois começou a mover-se com tanta naturalidade que andava sempre de avião e apareceu, como muito bem diz, em África. Ele mostrou-se em África como representante dos interesses da Rússia em África. Isto também não terá caído bem. Os planos de Putin para África não passam por Prigozhin. Ora, Putin pode ter visto também aqui um segundo perigo. O primeiro perigo é que ele se pudesse transformar, agora nas eleições presidenciais, no chamado candidato antissistema, que é um candidato muito perigoso, porque nós temos dificuldade em controlar e porque os votos de protesto normalmente acabam nos candidatos antissistema. E portanto, o desaparecimento de um potencial inimigo político presidencial não deixa de ser interessante para Putin. Mas, por outro lado, também esta questão de África é importante. Putin tem planos para África, passam pela Wagner, mas não passam por Prigozhin. E a ida de Prigozhin a África veio alterar a condição, porque o que é que foi Prigozhin fazer a África? Segurar os contratos da Wagner e, portanto, de alguma maneira, manter a Wagner no seu controle, em vez de estar a Wagner dependente daquilo que são os financiamentos do Estado russo. Isto foi uma manobra, portanto, muito perigosa. Quais são as consequências? Bom, as consequências são que a Wagner pode desaparecer. E pode desaparecer porque nós, nesta área muito cinzenta destes negócios, não há muitas personalidades que conheçam as pessoas certas. E portanto, o desaparecimento de Prigozhin é o desaparecimento de um homem que sabia fazer a ligação entre aquilo, entre o dinheiro, entre as malas de dinheiro. Se havia 50 mil homens da Wagner pra pagar, imaginemos a quantidade de dinheiro que era preciso circular mensalmente. E Prigozhin era o homem que através deste universo de empresas sabia fazer os contratos e circular o dinheiro. Zelenskyy está mais descansado, porque Prigozhin era um elemento muito perturbador, sobretudo imprevisível. Putin perde um concorrente presidencial, perde o homem que o ameaçou diretamente e que lhe retirou o prestígio e a confiança do sistema. A Polônia sente-se mais segura agora que ele desapareceu também da Bielorrússia. Os Estados Unidos também hão de ter ficado satisfeitos de Prigozhin ter desaparecido a África. Isto é, Prigozhin é como naqueles filmes do Hercule Poirot. Tinha muitos inimigos e a sua morte certamente que fará as delícias de muitos destes seus inimigos.

Entretanto, no período desta semana de Zelenskyy por vários países europeus, recebeu a confirmação da Dinamarca e dos Países Baixos da entrega dos F-16, enquanto de Washington chegava a autorização para que estas aeronaves pudessem ser entregues a Kiev. General, é desta que os F-16 vão mesmo chegar à Ucrânia?

Pois parece que levantaram voo os F-16 .

Demoraram uns meses.

Demoraram uns meses, mas levantaram voo. Há três razões que recomendam o F-16. A primeira é que é um avião fiável. Foi fabricado em grandes quantidades. Existem, portanto, muitas aeronaves disponíveis Por outro lado, um avião em final de vida. Os países estão a substituir o F-16 por outros aviões mais modernos, nomeadamente o F-35, e portanto os F-16 que ainda estão a voar, estão imediatamente disponíveis para poderem ser entregues. Depois é um avião fácil de pilotar e isto também é importante. É um avião muito intuitivo, com capacidade até de auto-correção para pequenos erros dos pilotos. Mas, para mim, talvez a parte mais importante é que tem já uma pegada, um sistema logístico a funcionar na Europa, porque há muitos países que têm F-16. E nesse sentido, é muito fácil alargar toda esta pegada de natureza logística para a Ucrânia. Isto é uma enorme vantagem para que um avião possa entrar em serviço. Por que a Federação Russa está indisposta com este apoio? Primeiro, por questões militares, porque isto vai contestar a superioridade aérea local que a Federação Russa tinha até aqui. Depois, porque o F-16 vai trazer uma capacidade de apoio à manobra terrestre que até este momento não havia. Depois, por questões de natureza política. É que um sistema F-16 não é um sistema que seja entregue para cumprir uma missão de seis meses. Quando eu entrego um sistema F-16 é por muitos anos. O que isto significa? Que o Ocidente continua disponível, no longo prazo, para continuar a apoiar a Ucrânia. E neste sentido, também do ponto de vista de leitura política, isto indispõe Moscovo. E depois, porque há uma dúvida que se instala: é que não houve até agora uma única linha vermelha que o Ocidente não tivesse ultrapassado do ponto de vista dos equipamentos.

Discute-se muito, mas depois acaba por se fazer.

Discute-se muito, mas acaba por se dar. Como não apareceu essa linha vermelha, Moscovo desconfia que essa linha vermelha nunca aparecerá. O Ocidente estará sempre disponível para incrementar o seu apoio tecnológico à Ucrânia. Isto é muito importante e percebe-se bem o nervoso da Federação Russa. Entretanto, é preciso formar pilotos.

Sim, isto ainda vai demorar, não é?

Vai demorar o seu tempo, certamente.

Esta semana tivemos acesso a um vídeo filmado no interior de uma fábrica de automóveis russa que, de certa forma, nos esclarece sobre os novos métodos de recrutamento que estão a ser implementados pelas autoridades. General, que análise faz disto? O que ficamos a saber através deste vídeo?

Este vídeo é espetacular. Ele foi filmado na cidade de Togliatti, que é uma cidade da Rússia Ocidental, junto do rio Volga, e que se constituiu hoje em dia como um dos grandes centros da indústria automóvel da Federação Russa. Há muitos trabalhadores disponíveis. O que nós estávamos habituados até agora era ver os centros de recrutamento ou ações de rua em que as Forças Armadas Russas tinham centros de recrutamento móveis, as pessoas iam informar-se e inscreviam-se aquelas que queriam. Mas essa técnica não está a resultar, porque as pessoas não aparecem nos centros de recrutamento e não se inscrevem. Então é preciso ir à procura das pessoas no sítio onde elas estão e de onde elas não podem fugir: as fábricas. Portanto, neste momento, o recrutamento está a ser feito no ambiente de trabalho, quando as pessoas inesperadamente são reunidas, surpreendidas e têm que ouvir as mensagens e os discursos até o final, antes de dizerem se querem inscrever ou não. Ficamos a saber muita coisa por este vídeo. Este vídeo foi muito esclarecedor. A cidade tem 700 mil habitantes. Ficamos a saber, o recrutador afirma que a cidade tem que dar 2000 combatentes. Isto é um número relativamente grande. E depois diz assim: "Ainda só temos 250". Significa que-

Tem que ir a muitas fábricas.

Tem que ir a muitas fábricas, só tem 250 ainda. E mais: "Só temos um mês para chegar aos 2000". É preciso ainda recrutar montanhas de pessoas. Depois vêm as ameaças. Se não o fizermos, isto é, se não conseguirmos chegar aos 2000, o centro de recrutamento vai emitir as ordens e vai tornar-se obrigatório.

Obrigatório, claro.

E depois, os dois elementos importantes disto. É que isto é uma grande oportunidade se quiserem melhorar as vossas condições financeiras. Uma. Segunda: se tiverem problemas com a justiça, esta é uma forma de limparem os vossos problemas com a justiça. O que significa que a Federação Russa continua a apostar num modelo de recrutamento que poupa as elites, vai à procura de pessoas pobres, com dificuldades financeiras e pessoas que tenham problemas com a justiça. E portanto, toda esta filosofia da Rússia, da Mãe Rússia, do patriotismo, etc. Depois, no final, na prática, o que eles querem é gente pobre, com dificuldades financeiras, que tenha problemas com a justiça e portanto, aquilo que são os pobres e os excluídos da Rússia, são os que estão a combater na Ucrânia.

Vamos à nossa cortina de fumo. As redes sociais da Federação Russa admitem que um helicóptero de combate se perdeu no interior da Rússia e que terá pousado em Poltava, na Ucrânia, também no interior. General Álvaro Moreira, é mesmo credível que um helicóptero militar se perca desta maneira e que acabe por pousar em solo ucraniano? Que cortina de fumo é esta?

Pois não é nada credível.

Já está com vontade de rir.

Já estou, porque não é nada credível. Que um helicóptero se possa perder momentaneamente, podemos admitir, por falta de experiência do piloto. Mas que ele se perca durante 300 km e que voe, em voo muito baixinho, 300 km até pousar no interior da Ucrânia, isto já não é credível. No cockpit do helicóptero, as fotografias tiradas mostram um equipamento que não devia estar lá. É um Garmin, destes que se compram na Amazon e que tem as coordenadas, tem as orientações. Este equipamento não devia estar dentro de um Mi-8. Ou o piloto ou alguém lhe deu um equipamento que lhe permitisse navegar dentro do território da Ucrânia para chegar a Poltava. Isto é, trata-se de uma manobra, provavelmente feita pelos próprios serviços de intelligence da Ucrânia, que convenceram um determinado piloto, que há de ter mostrado o seu descontentamento por uma outra razão qualquer, e lhe forneceram os meios para que ele, em segurança, pudesse fugir da Federação Russa trazendo um helicóptero. Isto é, não apenas ganharam um prisioneiro de guerra, como ganharam um helicóptero de combate, um Mi-8. E parece que o Mi-8 trazia também peças sobressalentes para os Su-27. Isto é absolutamente extraordinário, que se consiga hoje em dia, não apenas que as pessoas possam desertar, mas que tragam consigo um conjunto de equipamentos muito relevantes para a própria Ucrânia.

Esta semana colocamos o nosso ponto de mira sobre o bombardeiro Tupolev Tu-22. General, como é que um drone ucraniano fugenta bombardeiros estratégicos? Isto é a guerra assimétrica no seu esplendor.

Exatamente, essa expressão é muito feliz, porque, na verdade, não está previsto em manual nenhum que uma base estratégica preparada para a guerra nuclear, desenvolvida durante a Guerra Fria, armada com bombardeiros estratégicos, de repente tenham que fugir todos os bombardeiros estratégicos por causa da ameaça de um drone. Isto é o expoente máximo da guerra assimétrica. Ainda por cima, isto é conduzido na grande profundidade da Federação Russa, o que significa que a Ucrânia começa a desenvolver um conjunto de capacidades que são preocupantes até para os sistemas estratégicos da Federação Russa. Como é que a Ucrânia descobriu isto? Nós tivemos, entretanto, acesso a um conjunto de imagens de open source intelligence que mostram que empresas como por exemplo a Planet Labs, que são empresas civis, têm fotografias sobre as bases aéreas estratégicas da Federação Russa com muito poucos dias de antecedência. As fotografias disponíveis são de três ou quatro dias antes do ataque. Isto é, no dia 16 de agosto, já os ucranianos sabiam, através das fontes abertas de intelligence, qual era o posicionamento exato de cada um dos Tupolev Tu-22 dentro da base. Hoje em dia, as open source intelligence são tão importantes que com poucos dias de antecedência é possível confirmar a presença ou não presença em determinados locais de bombardeiros estratégicos. Este é um dos grandes exemplos daquilo que é o potencial de combate de um drone hoje em dia. Ele, na verdade, perturba seriamente os equilíbrios e todas aquelas noções que nós dávamos como adquiridas de que uma base aérea estratégica está superprotegida e imune a qualquer interferência exterior.

General Arno Moreira, chegamos ao fim de mais um "Domínio da Guerra". Para a semana há mais, é sempre um gosto. Até lá, bom fim de semana.

Para a semana há mais. Um bom fim de semana a todos.