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Se for necessário fazemos naturalmente uma coligação. Uma vez mais, não será por nós que voltaremos a ter um PS com um Bloco de Esquerda e um PCP no governo. Não é porque a Iniciativa Liberal se demite de assumir as suas responsabilidades.
Bem-vindos ao Sofá do Parlamento. A Iniciativa Liberal já aprovou as listas de candidatos a deputados depois das saídas de Bernardo Blanco e Patrícia Gilvaz. Hoje recebemos um dos cabeças de lista que procura continuar no Parlamento. Bem-vindo, Mário Amorim Lopes. No ano passado, a sua escolha para encabeçar a lista de Aveiro foi alvo de algumas críticas dos núcleos locais. Desta vez está a ser mais bem recebido?
Novamente, boa tarde. Já estou aqui sentado, não é bem no sofá, mas estou sentado numa cadeira. Não, no ano passado não foi nada pessoal, foi simplesmente a primeira vez que a Iniciativa Liberal colocou como cabeça de lista num distrito alguém que efetivamente não vivia no distrito, que é o meu caso. E isso gerou, naturalmente, alguma turbulência, mas que depois foi ultrapassada mesmo na própria campanha, quando perceberam que eu estava ali de corpo e alma para o distrito de Aveiro. Aliás, na verdade, eu agora conheço bem melhor o distrito de Aveiro do que conheço o próprio distrito do Porto. Porque percorremos os conselhos todos e porque o distrito de Aveiro é, de facto, um dos distritos mais liberais do país. É gente de mangas arregaçadas, empreendedora, com pequenos negócios que os quer fazer crescer, que não fica à espera do Estado e, portanto, foi um enorme privilégio poder representar esse distrito politicamente, que de certa forma me adotou e, portanto, com esse mesmo sentido de lealdade, eu não poderia ir nas listas noutro sítio que não Aveiro. E portanto, faço com enorme honra de representar este distrito.
Sendo que Aveiro vai ter como cabeças de lista Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro pelo PS e pela AD.
E Mário Morim Lopes pela Iniciativa Liberal.
Mas esta proximidade dos líderes do PS e do PSD nesta região pode tornar mais difícil à Iniciativa Liberal perspectivar um crescimento neste distrito?
Não, eu acho que torna ainda mais desafiante. Eu espero que os cabeças de lista do Partido Socialista e Partido Social-Democrata não se furtem a um debate que eu teria muito gosto de ter com eles e pormos em xeque aquilo que o PS tem feito nos últimos anos, aquilo que o PSD fez no último ano e aquilo que são as nossas reformas e a visão que nós temos para o país. Eu vejo isso como um grande desafio, não vejo como um problema, pelo contrário, torna as eleições ainda mais desafiantes. Vamos a isso.
Depois das europeias, a Iniciativa Liberal vai voltar a apostar numa campanha com a imagem do líder do partido, neste caso, Rui Rocha, ou melhor, com a imagem do candidato. Nas europeias era Cotrim Figueiredo, agora Rui Rocha. A IL deixou de ser o partido das ideias, agora valoriza já a figura do candidato.
Não, pelo contrário, nós somos, essa está na nossa origem, ou seja, valorizarmos as ideias que temos para o país e a convicção profunda de podermos fazer de Portugal um grande país se adotarmos as políticas públicas certas e para isso, de facto, temos de ter boas ideias. Mas a verdade, e até partilho aqui uma história pessoal, mas eu acho que retrata bem a minha visão sobre isso. Numa visita de Estado que eu tive a oportunidade de fazer com o senhor presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e outros deputados aos Países Baixos, estávamos lá num jantar com os reis e eu estava sentado à beira de uma ministra do VVD, que no fundo é o nosso partido irmão, é como se fosse a Iniciativa Liberal dos Países Baixos. Aliás, de onde Mark Rutte foi líder durante muitos anos e foi primeiro-ministro, agora está na NATO. E eu perguntei-lhe como é que o VVD, que nasceu creio em 1948, 1950, e que teve sempre votações pouco expressivas, à volta dos 4%, 5%, 6%, de repente, nos últimos 20 anos dá um salto. E o que é que tinha acontecido? Se eles tinham mudado o seu programa eleitoral, o seu posicionamento, as suas ideias. E ela disse Mark Rutte. E eu: "Mas como assim Mark Rutte? O Mark Rutte tinha ideias diferentes, mais disruptivas?" Ela disse: "Não, as ideias são as mesmas, mas people vote for people", ou traduzindo, as pessoas votam em pessoas. E portanto, quem transmite as ideias são pessoas, quem implementa as ideias são pessoas, quem comunica as ideias são pessoas. E esse é um aspecto muito importante que nós não podemos descurar. É preciso ter fantásticas ideias, e nós continuamos a investir muito nisso, mas é preciso também ter pessoas de confiança em que os cidadãos se revejam e olhem e percebam que ali está alguém que pode, de facto, implementar essas ideias, tem essa capacidade, tem essa ambição, tem essa vontade e que é alguém que pode transformar o país. No fundo, estamos a conciliar isso. Estamos a conciliar ter as ideias certas com as pessoas capazes de implementar essas ideias.
O PSD surge numa sondagem da Pitagórica mais distanciado do PS, sondagem revelada ontem à noite. Estes dados são o primeiro sinal de que Luís Montenegro fez bem em apresentar uma moção de confiança e provocar uma crise política, porque nas sondagens não se está a revelar propriamente uma perda eleitoral, antes pelo contrário.
Eu não sei se podemos concluir isso, porque também podemos ver que a maior parte das pessoas não queria essas eleições E que, em boa verdade, nós tivemos uma situação em que estavam dois atores políticos, no caso Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro, mais parecia uma luta de galos. E isso nunca é positivo, porque gerou uma situação que ambos poderiam ter evitado. Tanto Luís Montenegro podia ter evitado esta situação, se calhar eventualmente recuando na moção de confiança, como Pedro Nuno Santos podia perfeitamente ter-se abstido na moção de confiança e depois ter avançado com aquilo que ele queria, ou pelo menos dizia querer, que era a comissão parlamentar de inquérito, onde iria esclarecer cabalmente todas as dúvidas que tem em relação à empresa. Infelizmente, como nenhum dos dois acabou por ceder, estamos todos nós a pagar enquanto país e portanto temos de ir novamente a eleições, quando o país precisa neste momento é estabilidade, é ter em atenção o cenário geopolítico e enfim, tudo isso que está a acontecer nos Estados Unidos com a guerra da Ucrânia, e termos estabilidade para conseguirmos implementar as políticas que precisamos. Eu creio que sinceramente ninguém beneficia com isto, mesmo que depois no dia 18 de maio a AD possa terminar com uma votação maior. Ainda assim, o país não beneficia desta situação.
Mas tendo em conta que este ato eleitoral, à partida será ainda mais polarizado do que há um ano, os outros partidos e no caso a Iniciativa Liberal não podem sair aqui prejudicados?
As sondagens dizem exatamente o contrário. E aliás, as sondagens que percebiam a moção de confiança já nos colocavam numa tendência crescente. Isso até seria um motivo, se nós fôssemos puramente ou apenas eleitoralistas, seria um motivo para nós votarmos contra a moção de confiança e querermos forçar as eleições, porque isso nos poderia ajudar e reforçar o grupo parlamentar. Mas nós genuinamente colocamos não isso à frente, não o partido à frente do país e fizemos uma votação de princípio. Pensamos: "Nós não conseguimos antecipar o impacto eleitoral que isto vai ter. E portanto, não vale a pena estar aqui a pensarmos em voto tático. O que efetivamente seria a nossa posição de princípio, o que efetivamente é bom para o país e para Portugal, independentemente das implicações que tem para a Iniciativa Liberal? É não irmos a eleições, é darmos estabilidade ao país." E assim foi, votamos dessa maneira. Felizmente correu bem. De facto, parece que as sondagens confirmam que isso foi bem recebido pelo povo português, porque nós não deixamos de ser rigorosos e de pedir um escrutínio a Luís Montenegro e dizer que ele deveria ter feito isso de forma diferente. Ele deveria ter logo esclarecido todas as dúvidas que existiam no início e não deixar arrastar e protelar toda esta situação.
E ao dia de hoje ainda há coisas por esclarecer, Luís Montenegro?
Vamos lá ver. Ele vai esclarecendo e novas questões vão surgindo. Mas enfim, isso são as consequências de ser primeiro-ministro. O grau de escrutínio é elevado, sabemos bem disso. E esse escrutínio não é errado, desde que não chegue ao nível da devassa. Do que se sabe atualmente, a questão é que vão sempre surgindo novas questões. No início, se recordarem, logo na primeira moção de censura que o Chega apresentou, no fundo para abafar os seus casos, e funcionou, pelos vistos, o que estava em causa era a lei dos solos e o facto de Hernani Dias, que foi imprudente e abriu duas empresas, logo duas imobiliárias, no momento em que está a aprovar e que o próprio é autor da lei dos solos, depois originou a dúvida se uma empresa que Luís Montenegro teria, que tinha um CAE de imobiliária, se não poderia ser usada também para beneficiar da lei dos solos. Ficou claro que qualquer pessoa pode fazer transações e comprar e vender uma casa e comprar e vender um terreno rústico e, portanto, não é preciso ter uma empresa com um CAE de imobiliária para o poder fazer. E depois passou o segundo tema, já era a procuradoria ilícita. E Alexandre Leitão, enquanto líder parlamentar do Partido Socialista, disse até num tom bastante professoral, muito certo de si mesmo, de que tinha quase a certeza absoluta que estávamos perante um caso de procuradoria ilícita, ou seja, a empresa Luís Montenegro estaria a prestar serviços jurídicos e não sendo um gabinete de advogados, não o poderia fazer. Depois lá se percebeu que, de facto, a proteção de dados e o que está subjacente, a questão da cibersegurança, há uma componente tecnológica, portanto não é necessário ser jurista para o poder fazer. E aí já passou para as questões da exclusividade, se estaria ou não a receber avenças. E portanto, isto vai mudando, aquilo que é o objeto de dúvida vai mudando. Agora já se fala da questão da obra em Espinho, voltamos a falar da casa. Luís Montenegro obviamente tem de explicar estas situações todas, mas a verdade é que para alguma oposição cujo único objetivo é deitar abaixo o governo, e portanto, esse é o único objetivo e para isso vale qualquer meio, naturalmente que nunca estarão satisfeitos. Da nossa parte, enquanto não estivermos perante um ilícito, e essa é que é a questão importante, não é? Tudo naturalmente deve ser debatido. Se estivermos perante um ilícito que entretanto se saiba, e naturalmente deve ser até o poder judicial a intervir e a Procuradoria-Geral da República deve naturalmente instaurar os processos que sejam devidos, mas à data isso ainda não está em cima da mesa.
E por causa disso que disse, estas eleições correm o risco de ser um plebiscito a Luís Montenegro. O primeiro-ministro está à procura de limpar a polêmica com a Spin&viva nas urnas.
Não, nunca poderá ser. Da nossa parte, nós dissemos e seremos fiéis a isso, não iremos fazer de Luís Montenegro a campanha eleitoral, porque não é isso que resolve os problemas de Portugal. Não é estarmos a falar apenas dos casos de Luís Montenegro e estar a pessoalizar e a personalizar também esta campanha eleitoral. Portanto, nós falaremos de Portugal, daquilo que Portugal é e sobretudo daquilo que Portugal pode ser, se tomar as decisões certas e se implementar as políticas certas. Esse será o foco da nossa campanha e portanto é nisso que estamos focados, não queremos personalizar. Dito isto, obviamente que um processo democrático pode ser uma forma de elevar eventuais ilícitos, caso existam. Uma vez mais, à data, a informação que é pública, ainda não está em causa nenhum ilícito Portanto, isso nunca poderá ocorrer. E, na verdade, o próprio Partido Socialista disse que com ou sem eleições iria haver a comissão parlamentar de inquérito. Portanto, quaisquer dúvidas que permaneçam poderão ser esclarecidas no âmbito dessa comissão parlamentar de inquérito. Embora, claro, isso seja um precedente perigoso, porque a partir de agora, sempre que haja uma dúvida sobre uma empresa de um determinado político, faz-se uma comissão parlamentar de inquérito e usa-se, no fundo, o Parlamento como uma espécie de um tribunal não tribunal, o que levanta questões. É um precedente perigoso, mas enfim, esse é o entendimento do Partido Socialista, está no seu direito.
E nestas legislativas de 18 de maio, a Iniciativa Liberal tem alguma fasquia mínima para o aumento de deputados? E já agora, acrescento aqui outra pergunta. Não digo baixar, porque imagino que quase deixem de parte esse cenário, mas manter o número de deputados poderia ser considerado aqui também uma derrota, até tendo em conta aquilo que as sondagens sinalizam e que o Mário Morinho Lopes estava há pouco a sublinhar?
Nós não fixamos nenhum limite quantitativo, até porque aqui o importante para nós é perceber como é que nós conseguimos implementar estas ideias que transformaram outros países em países mais ricos. E tendo em conta que na esmagadora ou grande parte do Parlamento não tem essa visão do país, portanto, são situacionistas, estão bem com o estado do país como está. O que nós temos de responder é como é que nós conseguimos, de facto, implementar essas ideias. Obviamente, se tivermos mais deputados, isso ajuda-nos. Portanto, esse é o nosso foco. Queremos, naturalmente, crescer, não escondemos isso. É nossa ambição crescer, ter um grupo parlamentar maior e conseguir, de facto, fazer mais mudanças que o país precise e fazer essa transformação que o país precisa, mas não definimos aqui um limite ou não definimos aqui um objetivo específico. Vai depender, naturalmente, da vontade dos portugueses e vai depender também da nossa capacidade de comunicarmos aquilo que queremos fazer e da campanha que formos conduzir até ao dia 18 de maio. Uma coisa eu tenho a certeza. Se formos capazes de comunicar as nossas ideias e as pessoas escutarem as nossas ideias, estou certo que irão perceber que temos um projeto para um país que pode ser muito mais do que aquilo que é.
Bernardo Blanco não vai ser candidato a deputado. A Iniciativa Liberal pode dar-se ao luxo de perder uma das figuras mais proeminentes?
O Bernardo é um extraordinário ativo da Iniciativa Liberal e até digo a título pessoal, gosto muito mesmo do Bernardo enquanto pessoa, para além de enquanto político. E já agora a Patrícia também, porque não é apenas o Bernardo que está a sair, a Patrícia Gilvaz também está a sair. São ambos excelentes deputados e naturalmente que nunca é fácil lidar com isso. Seja como for, foi uma opção dos próprios, que tiriram voluntariamente, no fundo, voltar a ter uma carreira no setor privado, porque nós na Iniciativa Liberal, faz parte da nossa cultura. Não vemos a política como uma profissão. Está-se na política, não se é político, e portanto, é importante termos uma experiência e termos um caminho próprio. O Bernardo tinha antes de ir pra política, mas apesar de tudo curto, o Bernardo ainda é novo, e portanto é uma boa oportunidade tanto pro Bernardo como pra Patrícia, para voltarem para o setor privado, ganhar mais experiência e a porta estará sempre aberta. Mas só pra terminar a resposta. Felizmente que estamos num partido com excelentes quadros e portanto, foi possível ir buscar ótimos cabeças de lista e preencher as listas com pessoas muito competentes, com créditos firmados. E portanto, claro que nunca é fácil perder dois excelentes deputados, mas felizmente que temos aqui um naipe de cartas com muitos trunfos aqui para apresentar.
Mas por falar em pessoas que estão na política, no caso de Mariana Leitão, até está em duas frentes. É novamente candidata a deputada, mas já se tinha anunciado como candidata presidencial. Não revela aqui uma falta de compromisso com essa candidatura a Belém?
Não, de todo, porque ela já era deputada e se não existissem estas eleições, que uma vez mais nós não queríamos, achamos que não são positivas para o país, Mariana Leitão continuaria a ser deputada, a nossa líder parlamentar e também candidata à presidência da República.
Mas isto pode ser interpretado como essa candidatura não sendo para levar até ao fim, a candidatura presidencial?
Não, de todo. Vai ser pra levar até o fim. Aliás, até porque nós, olhando para os candidatos ou precandidatos que estão em cima da mesa, era fundamental ter alguém com a frescura e com a energia da Mariana Leitão. E, portanto, é fundamental, não está em cima da mesa não levar a candidatura de uma forma séria e nós na Iniciativa Liberal, obviamente, que sabemos qual é o nosso ponto de partida, mas quando fazemos as coisas é pra levar até o fim e com uma convicção de facto ser para ganhar. E portanto, faremos a mesma campanha que faríamos estando convictos ou com a certeza absoluta que seria pra ganhar. Será uma campanha para explicar aos portugueses aquilo que nós temos para dar. Portanto, o nosso grau de compromisso com estas presidenciais e da Mariana em particular, é absoluto, não está em causa isso.
Mário Morinho Lopes, temos aqui uma pergunta final a que chamamos defesa da honra. Vamos a ela.
Tem a palavra para que efeito? Para a defesa da honra, senhor presidente.
A Iniciativa Liberal escolheu não entrar no governo, não quis agora uma coligação com a AD nestas eleições. Estas decisões não podem levar a que o partido seja asfixiado pelo voto útil e se torne irrelevante no novo xadrez político?
Não, de todo. Nós primeiro fazemos aqui um caminho próprio. Os partidos têm que se afirmar. Nós temos ideias diferentes do PSD. Se assim não fosse, não faria sentido existirmos enquanto partido. Temos ideias que achamos que são muito mais ambiciosas e que poderão ajudar Portugal a ser um país muito mais próspero e dar muito melhores condições aos portugueses do que aquilo que é neste momento. E, portanto, é fundamental Os portugueses conhecem bem o nosso posicionamento. Dito isto, não será por nós que voltaremos a ter uma geringonça com o Bloco de Esquerda ou com o PCP. Ou seja, não seríamos nós que iríamos invalidar um governo de centro-direita com o PSD. Nós não fazemos disso a nossa prioridade. Nós não somos muleta de ninguém e, portanto, fazemos o nosso próprio caminho. Se for necessário, fazemos naturalmente uma coligação. Uma vez mais, não será por nós que voltaremos a ter um PS com um Bloco de Esquerda e um PCP no governo. Não é porque a Iniciativa Liberal se demite de assumir as suas responsabilidades, mas o que é verdadeiramente importante é que as ideias sejam implementadas. Não estamos aqui pelos cargos, de todo, não é isso que nos move. Aliás, se o PSD implementasse o nosso programa eleitoral, se implementasse exatamente aquilo que são as nossas ideias, nós, no limite, nem precisaríamos de cargos, desde que eles efetivamente fizessem. O problema é que não fazem. E daí a importância de ter a Iniciativa Liberal, como aliás se viu no último ano, em que o que a Aliança Democrática fez efetivamente de reformas que o país precisa? Não fez nada. Tentou corrigir aqui e ali.
E do ponto de vista fiscal ficou muito aquém do que a Iniciativa Liberal queria. Mário Mourinho Lopes, chegamos ao fim do nosso tempo. Obrigado pela disponibilidade para se juntar a esta edição do Sofá do Parlamento. Eu sou Miguel Viterbo Dias, comigo esteve também a Vanessa Cruz.