Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Pára tudo! Está na hora de "Operação Stop" com o Alfredo Lavrador. Bem-vindo, Alfredo.
Obrigado, Miguel.
Gostaste? Mandei parar tudo. Sábado de manhã, já está tudo parado, parece uma boa estratégia.
Está tudo pronto.
Alfredo, hoje vamos falar dos Prémios Auto. Já sei que nesta quinta-feira tivemos dia de festa para o jornal e para a Rádio Observador. Mais precisamente, foi o dia escolhido para a entrega dos Prémios Auto do Observador. Como é que tudo isto aconteceu?
Estava um ambiente ótimo. Aquilo foi uma espécie dos Oscars, mas para automóveis. Sem que existisse um Chris Rock, cumprindo as arengas era eu.
Muito bem.
Levasse um tabefe de um qualquer fulano que estivesse mais aborrecido com os premiados. Mas foi muito giro, foi a quinta edição. Tivemos 49 carros a concurso, foram exatamente tantos quanto aqueles que se estrearam durante 2021, entre modelos rigorosamente novos ou profundamente remodelados.
Sim.
A representação de 25 marcas, divididos por oito categorias. Tivemos a votação de 32.500 leitores e ouvintes.
Isso é muita gente.
Foi um sucesso. É muita gente.
Sim, parece-me ser mesmo um sucesso. Mas então quem é que venceu nas oito categorias deste concurso?
Tu vais logo direito àquilo que interessa. Começámos o concurso pela categoria dos carros mais pequenos e mais baratos, que verdade seja dita, estão cada vez melhores, estão cada vez maiores, porque entretanto muitos deles evoluíram de utilitários para SUVs, que são mais espaçosos no habitat e na mala. Tínhamos sete modelos a concurso e ganhou o Toyota Yaris Cross, que é um modelo que apareceu no final do ano e tal como te disse, é um SUV, ou seja, tem algumas vantagens face aos tradicionais utilitários. Depois, na categoria seguinte, 25 a 35 mil euros, e esta divisão por preço, como sabes, é para de alguma forma estar associada à dimensão do veículo. Os 25 mil euros que mencionei há pouco são os utilitários, os 25 a 35 mil euros são os carros do segmento C, que é o segmento mais vendido na Europa, é o segundo mais vendido em Portugal.
Sim.
Como somos um país de poucas posses, a maioria dos veículos são do segmento B e não C. Mas entre 25 e 35 mil euros, havia igualmente sete modelos a concurso, com a curiosidade de serem cinco SUVs e dois berlinas normais, os hatchbacks. E curiosamente, os dois finalistas foram os dois únicos que não eram SUVs, baralharam completamente a tradição, que toda a gente diz, e as marcas também são as primeiras a afirmar, que os portugueses e os europeus, na generalidade, preferem os SUVs e não os hatchbacks. E aqui foram os hatchbacks os finalistas e ganhou, obviamente, um deles, que foi o Peugeot 308. Depois entregámos o prémio da categoria 35 a 50 mil euros, já o segmento D, isto vai sempre num crescente.
Sim.
Tivemos oito modelos a concurso, em que já apareciam muitos veículos elétricos, outros com motor a combustão, e os dois finalistas foram dois modelos a combustão. O vencedor foi o Audi Q4 e-tron. Elétrico, SUV. Este sim a respeitar a tradição. Respeitou-se a tradição do segmento D, ao contrário do que aconteceu no segmento C. Categoria seguinte, 50 a 57 mil euros, outra vez sete veículos presentes, SUVs, elétricos, havia PHEVs, portanto híbridos plugin. Quem reuniu o maior número de votos foi o Mercedes EQA. O escalão seguinte, de 57 a 80 mil euros, já valores mais elevados e correspondentes a carros de maiores dimensões, motores mais potentes. Tínhamos nove modelos a concurso. Tínhamos pickups, carros elétricos alimentados por bateria, carros elétricos alimentados por fuel cell. Havia uma grande variedade. O vencedor foi o Volvo XC40 Recharge, que é um carro relativamente compacto para este segmento, mas que os nossos leitores escolheram como sendo o melhor. O escalão seguinte é um escalão feito para ti, é à tua medida, porque visa aqueles modelos entre 80 e 250 mil euros.
Claramente para a minha carteira.
É tudo para ti. Aliás, melhor que este só o próximo.
O próximo é para a tua.
Só se for para pagar só as prestações durante 300 anos. Tínhamos seis modelos a concurso. São já modelos desportivos, potentes, exclusivos no sentido de serem muito sofisticados e terem produções muito pequenas, face aos outros que mencionámos até aqui. O vencedor foi o Mercedes EQS, um outro elétrico de grandes dimensões. A penúltima categoria foi destinada Veículos que são transaccionados por mais de 250 mil €. Essa sim é para ti. Desculpa, baralhei-me.
Muito bem.
Esta é que tem a tua cara. Mais de 250 mil, com uma particularidade: tinha de ganhar um Ferrari. Não porque nós quiséssemos deturpar as regras do concurso, mas porque só havia Ferraris a concorrer nesta categoria.
Pronto. Muito bem.
São carros espetaculares, exclusivos, potentes, rápidos, etc. E o melhor, segundo os nossos leitores, foi o Ferrari SF90 Spider, que é um carro novo, é um híbrido extremamente potente, espetacular. Venceu. A última categoria, das oito, foi destinada aos elétricos e aqui tínhamos 18 veículos a concurso, nada menos que 18. Lembra-te que quando começámos, estamos na quinta edição, como te disse, nas primeiras edições havia um, dois modelos a concurso, de carro elétrico, e era uma festa. Agora, em 49 tivemos 18. Em 49 modelos a concurso, tivemos 18. Já estamos com uma percentagem de veículos elétricos bastante interessante. O vencedor foi o Audi e-tron GT.
Muito bem. Temos então muitos vencedores, mas há aqui um prémio que é o mais cobiçado, não é? Que é o Carro do Ano. Para quem é que foi essa distinção?
O Carro do Ano é essencialmente de decorro das votações anteriores. E por quê? Os nossos leitores e ouvintes votam nos seus modelos preferidos e atribuem a cada um deles um determinado número de votos. O modelo que recebe mais votos, independentemente da categoria, independentemente do preço, independentemente das dimensões, etc, é o modelo que é considerado o Carro do Ano. E aqui o Carro do Ano foi o Toyota Yaris Cross, que curiosamente venceu a categoria dos carros mais baratos, mas que foi aquele a que os nossos leitores atribuíram o maior número de votos.
Muito bem. Portanto, durante nove semanas os nossos leitores esforçaram-se para ser os melhores a ganhar um carro e eu suponho que aqui, que já tivemos os prémios altos, já podemos anunciar quem é que levou para casa esse Toyota Yaris, que é novo a estrear, não é?
Olha, foi um momento muito giro da cerimónia. Deixa-me só descrever o que teve que acontecer para este leitor ganhar. Estamos a falar de oito categorias. A votação abria à meia-noite de segunda-feira. Portanto, um segundo depois de acabar o domingo, os nossos leitores e ouvintes tinham de votar, o que significa preencher o carro que mais gostavam, o que eles achavam que ia ganhar em cada uma das oito categorias e submeter a sua votação. Ocupa tempo, dá trabalho, sempre mais que, como todos estavam a tentar vencer, e eram os tais 30 e tal mil, nem sempre a rede, a internet suporta esse tipo de coisas, vai abaixo, etc. Ok, tivemos um leitor que conseguiu à meia-noite, às zero minutos e 46 segundos, acertar nos oito e ficar com o direito de levar para casa um Toyota Yaris 1.0 Comfort.
Sim, senhor. Parece-me bem.
Ele não cabia na pele de contente e fazia muito bem. Eu também faria o mesmo no lugar dele. É o nosso leitor e ouvinte Miguel Dias. Só não foi para casa a guiar porque o carro não tinha matrícula. Vai ser entregue posteriormente. Ele estava felicíssimo e nós também estávamos felicíssimos por o ter ajudado a sorrir.
Sim. E levar para casa este Toyota Yaris. Bem, mas Alfredo, eu sei que houve ainda uma surpresa guardada para o final. De que é que estamos a falar?
Pois houve. Este ano, e pela primeira vez, o Observador decidiu atribuir três prémios a personalidades que se distinguiram de alguma forma em algo associado à indústria automóvel. A indústria automóvel é extremamente dinâmica. Aquilo que há seis meses era a melhor solução do mercado, hoje em dia é algo ultrapassado, ou seja, está em contínua evolução. De maneira que nós começámos por atribuir o Prémio Reconhecimento e distinguimos o engenheiro José Ramos, que é presidente da Toyota Caetano Portugal.
Ok.
Que é uma empresa familiar que ele herdou do seu sogro, o Caetano Sam, é um homem muito conhecido na indústria em Portugal, sobretudo no Porto. Que tem uma empresa já com muita história. É uma empresa que, por exemplo, fabrica peças para a Airbus, para a indústria aeronáutica. Ele foi distinguido também com um galardão raro pelo governo japonês, devido à sua ligação à Toyota. O motivo da nossa escolha foi, sobretudo, porque a Caetano Bus, uma empresa deste grupo, produz dos pouquíssimos autocarros elétricos alimentados por célula de combustível e hidrogénio que existem no mercado.
Sim.
Muito sofisticada, que poucos construtores controlam, sobretudo a Toyota e a Hyundai, portanto os japoneses da Toyota e os sul-coreanos da Hyundai. E esta empresa não só produz em Portugal, produz em Gaia, como exporta de Gaia para toda a Europa. Curiosamente, não vende em Portugal. E por quê? Perguntas-me tu.
Por quê?
Não vende em Portugal, porque em Portugal não há postos públicos de abastecimento de hidrogénio. Há produção de hidrogénio neste grade para fuel cell, que tem que estar com 99% de grau de pureza e, obviamente, ser um hidrogénio verde, ou seja, produzido a partir da eletrólise da água e não retirado do gás natural ou da gasolina. Portanto, este foi o prêmio Reconhecimento. De seguida, atribuímos o prêmio Liderança, na pessoa de Carlos Tavares, que é um gestor português que liderou durante algum tempo a PSA, que é a Peugeot, Citroën, DS, etc. A partir de janeiro de 2021, recordo que estes prêmios são relativos a 2021, ele passou a liderar, ele chefiou a fusão entre a PSA francesa e a FCA ítalo-americana, que tem todas aquelas marcas Fiat, Alfa, Lancia e mais umas americanas Dodge, Chrysler, por aí fora, e passou a liderar o grupo chamado Stellantis, que aglutina 14 marcas distribuídas por esse mundo afora. É bom recordar, e daí a nossa distinção, é que antes da fusão, as duas empresas atravessavam momentos difíceis. Aliás, toda a indústria estava numa fase bastante complicada, mas estas duas particularmente. E ele conseguiu não só realizar a fusão, obviamente, não sozinho, claro, com a sua equipa, mas ele é o CEO, logo ele é o homem ao volante.
Claro, ele tem essa responsabilidade.
E ele conseguiu não só levar a bom porto a fusão, como garantir que no final do ano a empresa dava lucro e que distribuía 1900 milhões, portanto, uma ninharia, obviamente estou a brincar, pelos seus empregados. E por isso tudo e por ser português, mas nota que por esta ordem, nós atribuímos o prêmio Liderança.
Claro.
O último prêmio da noite foi para Carlos Carreiras, o autarca de Cascais, que fez questão, e muito bem de chamar a atenção, que apesar de Cascais ser uma vila, é o quinto concelho do país. E por quê? Porque apesar de ser pequeno, sobretudo comparado com Lisboa e Porto, Cascais é a única autarquia do país que para reduzir custos e poupar no ambiente, tem uma frota de autocarros a funcionar a fuel cell a hidrogénio, exatamente aqueles que são fabricados no Porto, em Gaia, pela Salvador Caetano. Há outros fabricantes chineses que produzem aqueles autocarros, há fabricantes americanos, mas na Europa eu não conheço nenhum. Pode ser erro meu, mas se houver, é muito recente. E então, o Carlos Carreiras, a sua equipa, adquiriu uma estação de produção de hidrogénio e um posto de abastecimento de hidrogénio, e essa frota de autocarros circula há cerca de quase um ano em Cascais.
Em Cascais.
E começaram com dois, agora anunciou Carlos Carreiras que iam comprar mais oito. E é notável que um país que precisa de empresas que produzam e que exportem, não fez nada para ajudar a instalar em Gaia, no Porto, em Lisboa, estações de abastecimento de hidrogénio, e seja Cascais, com o seu espírito inovador, a produzir, a montar, a instalar o primeiro posto de abastecimento deste gás. E daí o prêmio Inovação.
Terminamos então com uma política de mobilidades amiga do ambiente e assim terminamos também esta passagem por estes Prémios Auto, que decorreram esta semana. Já foram entregues os Prémios Auto, que vão regressar no próximo ano e termina assim esta "Operação Stop" com Alfredo Lavrador. Estamos de regresso no próximo sábado. Até lá.