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Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto. E como é habitual à quarta-feira, falamos de mobilidade com o jornalista Alfredo Lavrador, que se junta agora a nós. Alfredo, bem-vindo, boa tarde.
Olá, Ana.
Olá, viva Alfredo.
E olá, João.
Alfredo, hoje vais falar das visitas a oficinas. Estás a pensar sair de casa, não é? Estamos todos a pensar no mesmo.
Não estamos todos, Ana.
Estamos, estamos todos.
É que está toda a gente farta de estar limitada à casa ou ao concelho onde habita, pelo que assim que o estado de emergência seja levantado, faço questão de ir dar umas passeatas para recuperar o tempo perdido, mas com o devido cuidado, porque a pandemia está longe de ter desaparecido.
Claro que sim, mas onde é que entram as oficinas nisto tudo?
É fácil. Sabes que desde que a COVID passou a ditar o rumo das nossas vidas, as visitas às oficinas caíram cerca de 70%, limitando-se às intervenções em caso de absoluta necessidade ou então para reparar avarias. Isto quer dizer que assim que o estado de emergência for levantado, há revisões que têm que ser feitas, mudanças de óleos que foram atrasadas e as oficinas vão necessariamente encher. A questão que se coloca é saber até que ponto os mecânicos conseguem entregar aos clientes veículos devidamente desinfetados.
Claro, isso é uma preocupação importantíssima, não é, que está na cabeça de toda a gente quando vai. Quando fala disto, da revisão e ter que ir a oficinas.
Pois, toda a gente gosta de mudar o óleo, reparar isto ou aquilo, mas pagar para ter o carro limpo devidamente.
Um carro que não está desinfetado, exatamente. Isso não.
Pode não ser aquilo que mais fascina os clientes. Sabes que conhecer os padrões de qualidade das oficinas mais pequenas é complicado, para não dizer impossível. Sendo certo que nada impede alguns destes profissionais de realizar um trabalho excecional. Mas, em média, se eu tivesse que apostar, serão as oficinas oficiais que deverão fornecer o melhor serviço, tanto mais que a isso estão obrigadas por contrato com os fabricantes que representam.
Alfredo, mas que tipo de garantia é que fornecem estes espaços?
Sabes que a garantia, João, depende do tratamento que dão ao automóvel e dos produtos utilizados e, sobretudo, da atenção dos técnicos responsáveis pela limpeza. É claro que revestem o interior do automóvel a plástico, mas a ideia é não só os mecânicos não serem contaminados pelo coronavírus, que eventualmente os donos dos veículos lhes possam passar, como, sobretudo, segundo o ponto de vista do cliente, o que importa é não receber dos mecânicos, que têm que estar dentro dos nossos carros para os chegar para a frente e para trás, limpar, etc, deixem lá resíduos do vírus que nos possam infectar a nós. O truque é utilizar uma série de produtos específicos, que nós já falámos aqui no último programa, que é essencialmente um gel à base de álcool a 60% que mata qualquer tipo de vírus sem danificar, em princípio, o interior do automóvel, concentrando-se a limpeza em zonas em que o condutor e os passageiros mais tocam. Mas, contudo, há marcas que vão mais longe.
Como assim, há marcas que vão mais longe, Alfredo?
Há, porque o álcool, todos nós ouvimos falar no Observador, na rádio, nas televisões e por aí fora, que é uma excelente forma de anular o coronavírus. Contudo, há duas empresas em Portugal que já anunciaram que vão começar a utilizar um outro tipo de argumento. Refiro-me à Seat, que vai ser em breve, e às marcas da Siva, Audi, Volkswagen e Skoda, que preveem estar no mercado em meados de maio. Além da limpeza com o tal produto específico, vão recorrer a um gerador de ozono, que instalam no interior do carro, onde o deixam a trabalhar durante uns minutos. O equipamento é bom, mas exige algum cuidado, porque faz mal ao ser humano. Emite umas moléculas de ozono, ou seja, basicamente, O3, que é uma molécula muito pequena e que podemos chamar de endiabrada, pois ataca tudo o que apanha pela frente, de bolores a bactérias e, claro está, o coronavírus.
E, portanto, desde que usado em segurança, é bom tanto para o condutor quanto para quem tem que trabalhar dentro do carro, não é? É essa a conclusão.
É garantido que dentro daquele carro, uma vez que aquilo basicamente é um gás, espalha-se facilmente por todos os interstícios que existam no automóvel, mesmo os mais pequenos, e o vírus não tem grandes hipóteses.
Limpeza garantida, tudo desinfetado. Alfredo, estás por aí a trabalhar também na newsletter.
É, e vamos falar disso na newsletter, porque é um tema que interessa às pessoas e vamos tentar explicar como estes geradores de ozono estão à venda ao público, pode-se mandar vir pela Amazon. Vamos explicar que têm vantagens, mas exigem algum cuidado.
Exatamente.
Senão juntamente com o vírus, vai também o condutor.
Exatamente. Portanto, para quem nos está a ouvir e quiser subscrever essa newsletter, é fácil, basta ir até ao site do Observador e depois ouvir o jornalista Alfredo Lavrador aqui na "Operação Stop". Acontece sempre à quarta-feira depois das notícias das 19h00. Alfredo, obrigada, até para a semana.
Obrigado, Ana.
Adeus, Alfredo.
Tchau, João.