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E hoje a pergunta é: Bruno Vieira Amaral, o que prometem os partidos para o desporto?
Analisando os programas eleitorais, podemos dizer que os partidos são um bocadinho sedentários. Alguns nem sequer alcançariam os mínimos olímpicos, porque não perdem muito espaço com o desporto ou, para usar outra analogia desportiva, estão todos a cumprir calendário.
Vamos então conhecer as promessas dos diferentes partidos. Começamos pelo partido do governo, o PS.
No programa eleitoral, o PS refere a afirmação internacional do desporto português e o que isso tem significado em reconhecimento do país. Portanto, a aposta nos resultados dos atletas portugueses que participam em provas internacionais será para manter e reforçar. Outro vetor que, de alguma forma, até está ligado a este é o apoio público à captação de eventos internacionais, sempre com a promoção do país como objetivo.
E a AD, o que promete a coligação?
Pouco, como os restantes partidos. Apresenta algumas metas que se relacionam com o desporto num sentido mais lato. Tem como objetivos a diminuição do nível de obesidade infantil e o excesso de peso, a redução da percentagem da população sedentária, o aumento da prática de atividade física e a diminuição da diferença na prática de atividade física entre homens e mulheres.
E como a AD pretende alcançar esses objetivos?
Isto passa, em larga medida, pelo desporto escolar e pela promoção da atividade física nas escolas, o que é referido por vários partidos nos respectivos programas eleitorais. O Bloco de Esquerda é o partido que dedica mais atenção ao desporto. Salienta que o investimento público em desporto em Portugal anda pelos €50, enquanto a média europeia é de €108. Depois refere a necessidade de apostar no desporto escolar, na articulação entre escolas e clubes e na melhoria de infraestruturas escolares para atividade física. Também reserva espaço para avançar com o valor de 1% do PIB para o desporto, tal como pretende fazer na cultura, vimos ontem, e também não se esquece do combate à violência no desporto.
É com especial ênfase no desporto profissional?
Não necessariamente, mas sendo que o desporto profissional tem o maior mediatismo e impacto social, diríamos que sim. Ainda relativamente ao desporto profissional e ao futebol em particular, o Bloco quer implementar para as sociedades desportivas a regra dos 50 mais um, para garantir que a maioria das ações fique na mão dos sócios das coletividades.
E o PCP também apresenta propostas nesse âmbito?
Sim, com destaque para um caso que merece pouca atenção dos outros partidos e que é a integração econômica dos praticantes profissionais de desporto no pós-carreira. A Iniciativa Liberal também faz uma referência a esse aspecto, que normalmente é descurado, sugerindo que se facilite aos atletas o ingresso nas Forças Armadas ou nas forças de segurança.
Dos liberais vem aquela que será a proposta mais fora da caixa.
Um bocadinho. Podemos dizer que sim. Grande parte do pouco espaço dedicado ao desporto pela Iniciativa Liberal no seu programa vai para a promoção dos e-sports ou desportos eletrónicos, jogos de vídeo. Também avança com outra proposta, e esta claramente liberal, que é a da eliminação do monopólio da Federação Portuguesa de Futebol na formação de treinadores.
E que atenção merece o desporto no programa do Livre?
Uma vez mais, é reduzida. No programa do partido de Rui Tavares, as referências ao desporto surgem nos capítulos dedicados à saúde e à cultura. Na saúde, sublinhando a importância do desporto escolar e da disciplina de Educação Física, e também aumentando a dedução de gastos com atividade física em sede de IRS.
Finalmente, o PAN, que promessas é que faz?
Há duas referências a desporto no programa do PAN: a integração dos professores de Educação Física e Desporto em todos os ciclos de ensino e a valorização do desporto saudável em todas as dimensões da educação. As menções à atividade física surgem no capítulo da saúde. É caso para dizer que, a avaliar pelos programas eleitorais, nenhum partido levaria medalhas para casa.
Mais uma promessa dissecada na "Tarde Política".
Amanhã há mais, sempre depois das notícias das 17h00.