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António Costa passa a pasta ao novo sucessor, Pedro Nuno Santos. Depois de uma troca de abraço e uma reunião à porta fechada, o primeiro-ministro demissionário deixa claro que está ao dispor do PS. A função ainda não se sabe, mas independentemente do cargo que vier a assumir, deixa uma garantia.

Cada um que chega, naturalmente, entra e que faça diferente, e eu não estarei cá a assombrar ninguém para que não faça diferente do que eu estava a fazer.

Confiante com a escolha do seu sucessor, António Costa destaca Pedro Nuno Santos como um político capaz.

Se nós compararmos a experiência política que tem com a experiência do líder da oposição, percebemos a gigantesca diferença que existe quanto ao grau de preparação que Pedro Nuno Santos tem relativamente ao doutor Luís Montenegro.

Os elogios rapidamente foram devolvidos. O antigo ministro das Infraestruturas e da Habitação não esquece o legado que António Costa lhe deixou.

É um líder do PS pelo qual nós temos grande orgulho, a quem estamos gratos e, por isso, ele dará sempre um contributo não só ao país, dependendo das funções que ocupar, mas enquanto cidadão, enquanto militante do PS, também a nós. E nós queremos beneficiar da experiência, da inteligência e da sagacidade política de António Costa, como é evidente.

Pedro Nuno Santos afirma querer dar uma continuidade ao projeto do PS, mas diz que vai dar uma nova energia ao partido. Quanto aos comentários da oposição, desvaloriza.

Eu não sou o candidato que a direita gostava que fosse. Não sou o líder do PS que a direita gostava de ter. Agora, com certeza que nós faremos um grande combate a esta direita e ao PSD.

Pedro Nuno Santos prepara-se para assumir a liderança do PS. O primeiro teste fica para o dia 10 de março.