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Ao segundo dia de jornadas parlamentares, o Chega convidou juristas e constitucionalistas para debater a revisão constitucional, com a deputada Cristina Rodrigues a declarar:

A esquerda perdeu a maioria na Assembleia da República, mas continua a ter a maioria no Tribunal Constitucional.

Jorge Bacelar Gouveia deixa críticas ao Tribunal Constitucional por ter chumbado a pena acessória da perda de nacionalidade.

É inadmissível que se a Constituição diz que pode haver perda de nacionalidade, não haja uma maneira qualquer de pôr a funcionar a perda de nacionalidade, que é na verdade aquilo que tem vindo a acontecer com as decisões do Tribunal Constitucional.

E se assim é:

Esse assunto tem que ser resolvido. Como o Tribunal Constitucional não o deixa resolver, tem que ser a própria Constituição, alterando-se o seu texto, a resolver o assunto.

Bacelar Gouveia quer alargar a discussão da revisão constitucional a todos os cidadãos.

É preciso dar agora um passo decisivo, que é haver também referendos sobre a própria alteração da Constituição. Eu acho que uma Constituição deve ser referendada nas suas alterações, pelo menos nas suas alterações fundamentais.

Já João Pedro Marchante quer limitar os poderes dos juízes do Palácio Ratton.

O que se está a criticar é que o Tribunal Constitucional fiscalize as leis da Assembleia da República, decretos, leis e outros atos normativos, à luz de normas jurídicas criadas pelo Tribunal Constitucional.

Numa intervenção com vários elogios ao progresso do país no período do Estado Novo, o jurista gaba a coragem de André Ventura.

É para elogiar a obra que tem feito de serviço ao país ao desdiabolizar a direita, ao desdiabolizar o conservadorismo, ao desdiabolizar inclusive o Estado Novo. É preciso muita coragem, é preciso correr muitos riscos.

Também convidado, Carlos Blanco de Morais defende que os referendos devem passar a ser vinculativos se votados por 40% do eleitorado, que uma petição assinada por meio milhão de cidadãos entregue diretamente ao chefe de Estado passe a desencadear um processo de referendo sem passar pelo Parlamento, assume que seria uma pena que a direita não aproveitasse uma maioria histórica para mudar a lei fundamental.