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A maior exposição cultural e temática alguma vez realizada em Portugal aconteceu há 25 anos. A Expo 98 contou com 143 países e bateu recordes de visitas entre 22 de maio e 30 de setembro de 1998. Lisboa cresceu para o Oriente e foram escolhidos 50 hectares de uma área degradada e poluída entre Cabo Ruivo e o Rio Trancão. E quem acompanhou de perto descreve o projeto como inovador.
Fomos várias vezes, morávamos ali na zona e, portanto, acompanhamos não só as obras, como também o trânsito, que se tornou muito difícil para chegar a casa naquela altura, mas foi uma exposição inovadora.
Hoje o Parque das Nações é uma zona de passeio e cultura e a Expo 98 muito contribuiu para isso.
Renovaram toda aquela zona.
E dá vida àquela zona.
E depois fomos passear lá. E ficou lá todos aqueles, ficou o centro comercial, ficou o oceanário, ficou o Teatro Camões, que eu vou muitas vezes, que é um bom sítio para espetáculos. Portanto, toda aquela estrutura ficou ótima. Gostamos imenso.
Idealizada em 1989 pelo jornalista e escritor António Mega Ferreira e pelo político Vasco Graça Moura, a Expo incluía várias obras públicas, como uma nova linha de metro, a Gare do Oriente e a Ponte Vasco da Gama. Muitos ficaram surpreendidos com a rapidez com que foi organizada.
Quando penso na Expo 98, acho que como em todas as coisas por conta do Estado, fazem sempre atrasos, mas achei uma coisa extraordinária a maneira rápida como tudo aquilo foi montado.
Um quarto de século depois, a Expo 98 envelheceu, mas continua a ser recordada por muitos com saudade.