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Pela primeira vez na campanha, Gouveia e Melo evoca Ramalho Eanes num almoço com fuzileiros.
O General Ramalho Eanes é vivo. Nunca o quis trazer para esta discussão por respeito ao General Ramalho Eanes, mas deixo-lhe, como português, um muito obrigado, senhor General, por tudo o que nos deu, pela liberdade, por ter sido um militar valoroso, exemplar e um português, um verdadeiro português. Muito obrigado.
Com postura militar, volta a criticar o governo em matéria de saúde. Já de visita aos bombeiros voluntários da Moita, lança o desafio ao primeiro-ministro.
O senhor primeiro-ministro tem que explicar aos portugueses porque é que acha que uma urgência, que tem tempos de espera na ordem das vinte horas, é uma coisa correta.
Gouveia e Melo considera que a saúde está a falhar e defende substituições, ainda que sem referir diretamente o nome de Ana Paula Martins.
Referindo outra vez uma lógica partidária, que é uma das lógicas que eu combato aqui na presidência, quando as coisas falham, por que é que nós mantemos os responsáveis? Claro que há um tempo que tem que se deixar passar, mas dois anos depois e não se tiram conclusões.
Já sobre as recentes sondagens, volta a desvalorizar os resultados que o colocam num quarto lugar.
Não me desanimou nada. Eu tenho constatado, no meu contacto com a população, uma grande adesão à minha candidatura. Por outro lado, ainda tem uma grande dose de indecisos e se olharem pra ficha técnica da sondagem, mais de 50% das pessoas dizem que podem mudar de opinião. Portanto, há muita coisa que está em jogo neste momento.
Questionado sobre um cenário de segunda volta entre André Ventura e António José Seguro, Gouveia e Melo aproveita para atirar aos adversários.
Essa segunda volta, se assim fosse, mostraria que o doutor António José Seguro, que praticamente não disse nada, sem posições redondas, é uma pessoa que não está preparada para os tempos que aí vêm, tinha ganho a confiança dos portugueses, porque estou convencido que não seria o doutor André Ventura. Não me parece credível, face à taxa de rejeição que tem, que conseguisse ganhar as eleições.
O almirante que volta a defender que a única sondagem que interessa acontece nas urnas este domingo.