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A reunião de concertação social terminou sem acordo entre governo, patrões e sindicatos. A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, acusa a UGT de ter rejeitado negociar, apesar dos esforços do governo.

O governo esteve sempre de boa-fé nesta negociação, tentou ao máximo levá-la a bom porto, fez inúmeras cedências. Infelizmente, um dos parceiros revelou-se absolutamente intransigente.

A mesma crítica fazem os patrões na voz de Armindo Monteiro, da CIP.

Isto que hoje aconteceu foi, mais uma vez, a demonstração que a UGT não estava minimamente interessada em acordo nenhum. Nós podíamos ceder em todas as linhas, que não havia nenhuma possibilidade de acordo.

Em resposta, Mário Mourão, secretário-geral da UGT, acusa o governo e a CIP de não terem apresentado nada de novo nesta reunião.

Uma vez que não havia nenhuma proposta em cima da mesa hoje diferente, considerou a UGT que a decisão do seu secretariado era aquela que tinha transmitido ao governo.

Mário Mourão acrescenta ainda que a UGT está para decidir se adere ou não à greve geral marcada para o dia 3 de junho. Precisamente sobre esse tema, Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, faz um apelo aos trabalhadores.

Perante o ataque que está em curso, perante aquilo que é a resposta e a afirmação dos trabalhadores ao longo de todo este período, perante aquilo que é votado e a rejeição dos trabalhadores relativamente ao pacote laboral, só há um caminho a seguir. É o caminho da luta.

Do lado das Confederações do Comércio, Turismo e Agricultura, um apelo ao governo para que não desista da reforma laboral. A ministra do Trabalho prometeu hoje avançar para o Parlamento com poucas alterações face ao projeto inicial