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Dignidade e caráter. São algumas das qualidades apontadas pelos presentes quando pensam em José Alvalade. Um homem que, nas palavras do neto, fez um clube para o povo e deixa um legado assinalável.

Há aqui uma cultura de valores, de princípios e de formas de estar que continuam a ser e estar presentes no Sporting como instituição. Para além do fato, que também me parece que é igualmente importante, da polivalência desportiva com que o Sporting nasceu. O Sporting não nasceu unicamente focado no futebol profissional e isso transmitiu-se e esteve sempre presente na história do Sporting.

José Roquette não conheceu o avô, mas tem presentes os valores deixados por José Alvalade. Valores que acredita mesmo que podem ser transportados para o resto da sociedade.

Terem a ambição de fazer coisas, terem a ambição de criar, inclusivamente a própria questão tão correntemente referida da inovação. A inovação, provavelmente, o conceito mais comum é se calhar de pôr foguetões na Lua ou em Marte. Não é. É uma forma de olhar para a vida.

José Alvalade faleceu com apenas 33 anos. Triste com o clube e, no entender de Luís Costa Dias, um dos autores da biografia, também com o modo como foi afastado do Sporting.

Alguém que protagonizou o seu afastamento do clube era um velho amigo de juventude. José Alvalade morre de modo infeliz, o que impressiona ainda mais. E ainda por cima, morre cedo.

Uma mágoa que não afasta uma convicção do autor. Luís Costa Dias acredita que se José Alvalade estivesse vivo, estaria orgulhoso do rumo do clube, que assinala em julho deste ano 116 anos de história