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Uma AD ao centro e mais pragmática. A imagem já tinha sido usada por Paulo Rangel na discussão do programa do governo, mas Montenegro quer frisar as diferenças entre a coligação que governa e os partidos da oposição.
Não estamos como estão ao nosso lado direito e esquerdo, não estamos marcados por dogmas e ideologias que comprimem a nossa ação.
E ao contrário do PS e do Chega, o primeiro-ministro vê a AD no centro da política portuguesa.
Nós somos, de facto, hoje mais do que nunca, isso se comprova e observa, eu diria, à vista desarmada, a força política central da nossa democracia.
Montenegro, que quer mostrar que a imigração não é o princípio e o fim deste executivo.
Por um lado, está rendido a determinada agenda e, por outro lado, é uma espécie de governo monotemático, porque só tem uma preocupação agora, que é a questão da imigração e a questão da nacionalidade. Diz-se que é o alfa e o ômega da política do governo.
Ele enaltece, por isso, o que foi feito em cerca de um mês desde que o governo tomou posse. Mudanças na disciplina da cidadania, proibição de telemóveis nas escolas, simplificação das regras orçamentais e, claro, a TAP.
Nós estamos a falar de viabilizar uma companhia aérea que sem este incremento, dificilmente se conseguirá aguentar. Embora, também deva aqui dizer, que nós não o faremos a qualquer preço.
Neste momento, três empresas elencam-se como mais prováveis interessadas na companhia aérea portuguesa. Montenegro acredita que outras vão aparecer.
A minha expectativa é que mesmo noutras geografias, outros grandes grupos de aviação terão, pelo menos, interesse.
E numa altura em que a saúde vai aparecendo como maior fragilidade do governo, o primeiro-ministro pede que seja feito o reconhecimento devido.
O país também tem de reconhecer que, de facto, o Serviço Nacional de Saúde, vamos dizer isto com as letras todas, na maior parte dos casos, responde bem.
Recados do primeiro-ministro Luís Montenegro, no fim das jornadas parlamentares da AD, em Évora, serviram para preparar o debate do Estado da Nação, já esta quinta-feira