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Eu quero aqui dizer uma coisa aos portugueses.
Luís Montenegro dá mais uma volta à chave da porta que separa Chega e PSD.
Nós, no PSD, nunca governámos nem vamos governar com o apoio nem da extrema-esquerda nem da extrema-direita.
Na tentativa de pôr uma pedra no assunto, o presidente do PSD pede a António Costa que vire o disco.
Parafraseando alguém: já chega. Já chega dessa brincadeira, doutor António Costa. Não é pelos seus publicitários lhe dizerem para falar disso que você vai reeditar o ambiente de que se valeu há um ano e tal atrás nas últimas eleições, porque nem nós nem o povo português estão distraídos.
Insuflado pelas sondagens, o presidente do PSD atira-se ao presidente da Assembleia da República.
Dizia: "É preciso respeitar a vontade do povo". Eu estava ali sentado, eu nem queria acreditar. Como é que é possível aquelas pessoas que perderam as eleições em 2015, não foi por poucochinho, foi por muito, que não tinham a vontade do povo para governar, que se foram juntar à extrema-esquerda, que é contra a NATO, que é contra a União Europeia, que é contra o euro e parte dela até é pró-Rússia, como é possível que esta gente diga que respeita a vontade popular e queira atirar pedras para cima da casa do PSD? Como é que é possível?
E se do lado do Partido Socialista se pedem nervos de aço, no PSD quer-se ânimo.
Não esmoreçam, pelo contrário, todos os indicadores estão no sentido de que nós estamos na linha correta. Por isso eles andam tão nervosos. Tão nervosos, tão cheios de medo, tão desesperados. Para eles o poder era eterno. Para eles bom, bom era que o país ficasse socialista 40 ou 50 anos, porque então eles tomavam conta daquilo que falta, também já era pouco, mas tomavam conta e passavam de geração em geração.