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Na reunião de Natal da família social-democrata, o ano foi de vitória.
Nós fomos colocados à prova, em circunstâncias que não eram fáceis, e vencemos. E vencemos bem.
Luís Montenegro aproveitou a liderança nas autárquicas para atirar à oposição à esquerda, que acusa de arrogância.
Sempre a dizer "porque os portugueses acham isto, porque os portugueses acham aquilo" e depois os portugueses pronunciam-se e têm um deputado na Assembleia da República, têm três deputados na Assembleia da República. Os portugueses não acham nada aquilo que eles dizem que acham. E os outros, que ainda há pouco tempo tinham uma maioria absoluta e agora têm 58 deputados e não querem aprender com aquilo que o povo lhes disse. E têm o desplante de dizer que arrogantes somos nós. Não.
A mensagem para o Partido Socialista, dias depois do Tribunal Constitucional ter devolvido a lei da nacionalidade, depois de um pedido de fiscalização do PS. Mas sobre isso Montenegro nada disse. O primeiro-ministro diz que a legislatura é uma oportunidade para catapultar o país e insiste na ambição para os salários, garantindo que Portugal vai chegar à fasquia elevada que colocou.
Tinha a ver com esta ambição. Nós temos de incutir esta cultura de irmos mais longe, esta cultura de ganharmos. Nós não precisamos de ficar sempre naquele rame-rame, de jogar pro empate. Não.
O chefe do governo, dias depois de ter apontado um salário mínimo de 1500 € num jantar pré-eleições presidenciais, em que no meio de tanta vitória, teve um lapso.
De facto, já começam a ser presidências a mais, mas já agora ainda nos falta uma na nossa área política. Não nos falta. Isso é uma outra confusão, já agora.
Marcelo Rebelo de Sousa entregou o cartão, mas é da família social-democrata. Os olhos já estão no futuro, em Luís Marques Mendes, num jantar que, por ser de Natal, teve direito a prendas. Montenegro ofereceu a Hugo Soares um prato com a imagem do Palacete de São Bento, para que os deputados não se esqueçam do objetivo: apoiar a liderança do governo.
Para não se esquecerem que é dali que vem a inspiração e as boas decisões. Preservar, salvaguardar na Assembleia da República