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Apesar de ser o candidato mais votado, António José Seguro diz que é cedo para cantar vitória.
Primeiro, em democracia nada está garantido, muito menos as vitórias. Temos de trabalhar muito.
O antigo secretário-geral do PS acabou a noite a federar a esquerda, mas avisa:
Mas quem conduz a minha campanha, como aconteceu na primeira volta e vai conduzir na segunda volta, sou eu próprio. Sou eu que defino qual é a estratégia. E reafirmo com total clareza: sou livre, vivo sem amarras.
O candidato suprapartidário, que nunca se quis contaminar pelo PS, sai da noite eleitoral como o candidato mais votado da primeira volta. Vai manter a estratégia que o trouxe até aqui e manter uma linha de não agressão com Luís Montenegro.
Em primeiro lugar, eu vou manter a minha linha e a minha coerência estratégica, que defini no dia 15 de junho, aqui nesta mesma sala, e vou manter até o final.
O presidente do PSD deixa para os sociais-democratas a decisão de quem apoiar na segunda volta. Perante uma plateia cheia com bandeiras de Portugal no ar, Seguro insiste, ao contrário de outros, quer mesmo ser o presidente de todos os portugueses.
Para unir os portugueses. Jamais serei um presidente de uma parte dos portugueses contra a outra parte. Jamais. Aquilo que lhe posso é garantir que entre mim e André Ventura, o deputado André Ventura, há um oceano de diferença.
Agora, quer manter o rumo para dia 8 de fevereiro, altura da segunda volta.
Estou com energia e que não me falte a voz, nem que a voz me doa, estou com energia para termos uma grande vitória no dia 8 de fevereiro. Boa noite e obrigado.