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Free, free! Palestine! Free, free! Palestine!
Pela libertação do povo palestiniano, muitos foram os manifestantes que se concentraram no Largo Camões, em Lisboa. As vozes altas, as bandeiras e os cartazes deixaram claro: não condenam o ataque da Hamas, o grupo palestiniano que enfrenta Israel. Dizem que a Palestina merece defender-se após vários anos de agressões. Elsa Sertório, uma das participantes, vê o ataque como uma ação de resistência.
Visto daqui, não posso condenar, porque não é mais que um direito que o Hamas está a pôr em exercício, o direito de resistência de um povo sob ocupação. É assim. Eles têm direito, está na Constituição portuguesa, está na Carta das Nações Unidas. Os povos sob ocupação têm direito à resistência, inclusivamente à resistência armada.
A porta-voz da concentração, Chad Ouadi, diz mesmo: neste conflito não há culpas repartidas.
Claro que não pode ser visto como sendo dois lados iguais, porque quando há um ocupado e um ocupante, um opressor e o oprimido, não podemos olhar deles como sendo dois lados iguais. Se nós olharmos aos números, durante toda a história, as vidas perdidas palestinianas são incomparáveis com as vidas perdidas do lado israelita.
Várias vozes se fizeram ouvir e de kofia ao pescoço, o lenço que simboliza a resistência palestiniana, os manifestantes coloriram o Largo Camões e gritaram pelo fim do conflito.
Palestina! Vencerá! Palestina! Vencerá! Palestina! Vencerá!