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A urna de António Lobo Antunes chegou ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, por volta das 15h. A primeira hora foi apenas para a família do escritor. As portas abriram depois às 16h, para o público em geral. Marcelo Rebelo de Sousa depositou o Grande Colar da Ordem de Camões junto à urna. O presidente da República disse que gostaria que o escritor fosse para o Panteão Nacional, mas lembrou que a decisão não depende dele.

Não sei o que a família pensa, mas a decisão não é minha, eu tenho que respeitar os parlamentares. No Panteão, tal como eu concebo, estaria.

No mesmo sentido, foram as palavras da ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes.

Essendo esta mais uma decisão da família e da Assembleia da República, o dia de hoje é um dia para recordarmos uma das figuras mais singulares da cultura portuguesa.

Luís Montenegro também foi prestar uma última homenagem a António Lobo Antunes. O primeiro-ministro sublinhou a contribuição do escritor para a língua portuguesa.

Um escritor exímio, alguém que, de fato, elevou a um patamar elevadíssimo, a um patamar máximo, a qualidade e a virtualidade da língua portuguesa.

Já o escritor Daniel Sampaio recordou o amigo de longa data.

O António dizia que a amizade era uma forma de amor. E foi amor que nós tivemos um pelo outro.

Entre os amigos presentes, esteve também o antigo ministro socialista Guilherme Oliveira Martins.

Um homem muito generoso e muito afetivo.

No velório, marcaram presença ainda o comentador Daniel Oliveira e o seu irmão José Gusmão, do Bloco de Esquerda, o cantor Vitorino e a deputada do PS, Edite Estrela, entre muitos outros.