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Num discurso de unidade, Marcelo Rebelo de Sousa deixa de lado o dia a dia e olha para o quadro geral.
Com 114 anos a República e 50 anos a democracia, com anos amiúde atribulados para uma e para outra, o certo é que estão vivas. Por isso, vale a pena aqui virmos todos os anos.
O Presidente da República que tira as conclusões.
Quais as razões essenciais de estarem vivas? República e democracia. Viver com liberdade é muito melhor do que viver com repressão.
Mas faz também o diagnóstico do futuro.
Não é perfeita nem acabada, longe disso. República e democracia estão vivas, mas sabem que têm de mudar, e muito.
E por que caminhos deve ser feita a mudança?
Nos dois milhões de pobres e mais uns em risco de pobreza, nas desigualdades entre pessoas e territórios, no combate à corrupção, no envelhecimento coletivo e também de tantos sistemas sociais.
Marcelo Rebelo de Sousa, que depois de ter cancelado uma visita de Estado por causa do orçamento, deixa de fora do discurso a situação política atual e vira a agulha, como noutras ocasiões, para o combate ao populismo, com temas como a imigração.
Os que vivem cá dentro, um milhão de não nacionais, neles claramente dominando os lusófonos. Mosaico riquíssimo, bem diferente de alguns dos nossos vizinhos europeus.
O Presidente da República nos 114 anos do cinco de outubro, em mais um discurso nos Passos do Conselho, em Lisboa, à margem das preocupações das últimas semanas.