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Boa tarde.
A sinalética está ótima, foi aí no cantinho.
Entrar, votar e ir embora. São estes os três passos de quem se dirige às urnas na Alameda da Cidade Universitária, em Lisboa. Filas, nem vê-las.
Foi super rápido, foi mais até encontrar onde era a secção e depois não vi fila nenhuma, portanto, foi mesmo rápido.
Para Margarida, de 23 anos, votar antecipadamente foi a melhor opção, sendo que não ia estar em Lisboa dia 9 de junho. Para Afonso Duarte, foi a comunicação do governo que fez com que viesse às urnas mais cedo.
Eu lembro que até cheguei a receber uma mensagem e, por isso, a informação, pelo menos para mim, foi bastante bem acessível e muito bem comunicada e não tive qualquer problema em inscrever-me e vir cá hoje.
Afonso votou pela primeira vez nas eleições de 2019 e desde que entrou no curso de Direito que tem estado cada vez mais atento à política europeia.
Eu tenho-me apercebido, ao longo dos anos, até pela minha área de estudo, a importância que a União Europeia e os vários organismos europeus, e também em particular o Parlamento Europeu, têm no nosso país, a nível de legislação, a nível político, a nível social. Percebo que é algo que vai afetar o meu futuro, que afeta a minha vida e a vida dos meus familiares e amigos e, por isso, levo estas eleições muito a sério.
O interesse pela corrida ao Parlamento Europeu não pertence só aos mais novos. Francisco Sousa Soares, de 68 anos, nasceu num país que não potencia o projeto europeu, mas reconhece a importância das eleições.
Muitas das decisões que se tomam hoje sobre os portugueses são tomadas em Bruxelas, no Parlamento Europeu, que vai receber 21 deputados europeus. Por isso, é muito importante que os portugueses possam votar e possam dizer: "queremos votar, queremos dizer presente".
É o desejo de um dos 250 mil eleitores que se inscreveram para ir votar antecipadamente.