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O que acontece no caso de mortes de causas desconhecidas ou de mortes violentas, o procedimento a seguir, seja pelas autoridades de saúde, seja pelo próprio Ministério Público, é que se faça uma autópsia médico-legal. Não é uma autópsia clínica, na verdadeira acepção da palavra, que são as autópsias que se pode fazer para se conhecer melhor uma determinada situação, mas que se sabe claramente qual é a causa de morte e, portanto, não há aqui questões legais. No caso concreto desta jovem criança, a quem eu aproveito para apresentar os meus sentimentos à família, naturalmente, que é uma situação absolutamente dramática, é uma situação em que nós não sabemos exatamente qual foi a causa. Porque, portanto, a criança, de seis anos, aparentemente teve uma paragem cardiorrespiratória. Sabemos que a criança tinha sido vacinada com uma dose da vacina, nem sei qual é que é a vacina, se é Pfizer ou outra qualquer. Sabemos que a criança estava com a doença Covid e até estaria com febre, mas não sabemos mais nada. E, portanto, nessa situação e porque a morte resulta de uma paragem cardiorrespiratória, aparentemente repentina, não é? Tem uma causa lógica, a autópsia médico-legal vai averiguar todas as circunstancialidades naquilo que é o discernimento relativamente à causa de morte, vai identificar a causa de morte e vai tentar, através dos vários exames complementares que sejam necessários fazer, incluindo a própria autópsia, como seja, por exemplo, exames de toxicologia ou outros que sejam necessários fazer — e é possível que sejam feitos — vai tentar ver se existe algum nexo de causalidade também entre a vacina e a causa de morte ou entre a doença Covid e a causa de morte, ou entre outra patologia que eventualmente a criança tenha, que eu não sei se ela tem alguma patologia ou não, não a conheço, e a própria causa de morte. Portanto, a equipa de ciências forenses, liderada pelo médico especialista em medicina legal, vai seguramente esclarecer esta situação. Agora, é importante que isso aconteça o mais rápido possível. A gente sabe que há exames que demoram tempo, não são lineares. A autópsia em si é mais rápida, mas depois há exames toxicológicos, principalmente, que demoram o seu tempo, mas é isto. É assim, nós vamos ter agora de esperar e esperemos é que essa investigação seja rápida, até para as pessoas não ficarem com desconforto na doença, nas vacinas, na situação em si. O esclarecimento da situação é absolutamente fundamental para que as pessoas fiquem tranquilas, no sentido de saber exatamente o que se passou. E pronto, basicamente é isso. Não há um tempo para uma resposta, porque depende da investigação em curso. Imagine que a simples observação, não podemos ter resultado amanhã, imagine. Eu não sei quando é que vai ser feita a autópsia médico-legal, se vai ser feita hoje ou amanhã. Nós não sabemos. Mas imagine que, decorrente da autópsia médico-legal, consegue-se logo ter todas as informações. Imagine que a causa de morte, por exemplo, foi uma situação qualquer anormal que aconteceu, e que levou à causa de morte, uma coisa física, ou que a criança teria alguma doença congénita não diagnosticada. Há aqui situações que podem esclarecer quase de imediato a situação. Agora, pode ser necessário ir mais longe, pode ser necessário pedir exames adicionais, fazer análises mais específicas, isso poderá demorar mais um bocado, mas eu julgo que a equipa forense vai rapidamente dar uma resposta.