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O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS) estimou esta sexta-feira que a greve dos trabalhadores da Saúde esteja a ter uma adesão de 60% e disse haver serviços fechados.

“A greve está a ter muita adesão. Temos serviços fechados a 100% e contamos que até às 15h00, que é a altura que mudam os turnos, estejamos nos 80% de adesão“, disse à Lusa o presidente do sindicato, Mário Rui, numa concentração em frente ao Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca da Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora-Sintra às 10h30.

Segundo o responsável, serviços como as consultas externas e radiografias estão a ser afetados.

O vice-presidente do STTS, Diogo Mendes, disse à Lusa que no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, os blocos operatórios de cirurgia programada estão fechados, enquanto no Hospital Pulido Valente, que também pertence à ULS de Santa Maria, a cirurgia de ambulatório não está a funcionar.

O STTS convocou para esta sexta-feira uma greve de 24 horas para todos os profissionais de Saúde representados pelo sindicato, como médicos, enfermeiros, auxiliares de saúde, assistentes técnicos e assistentes operacionais.

O sindicato exige a reposição dos pontos retirados aos trabalhadores adquiridos pelo Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na administração pública (Siadap).

A regularização do Siadap na avaliação do biénio 2021/2022, 2023/2024 e do ano 2025 e a contratação de mais profissionais, de forma a impedir o “abuso dos turnos suplementares e cargas horárias de 14 e 16 horas de serviço contínuo” são outras exigências.

Além do STTS, outras três estruturas sindicais da função pública afetas à CGTP convocaram uma greve das carreiras gerais para esta sexta-feira e exigem a valorização dos profissionais, “os mais mal pagos da administração pública”.