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Perguntava-lhe então se já têm mais alguma informação sobre a gravidade dos ferimentos da portuguesa que se encontrava no bar.
Ainda não. Temos identificada uma situação de uma cidadã portuguesa que está internada no hospital em Sion. Ainda não temos informação sobre qual é o tipo de ferimento que tem. As autoridades suíças, neste caso, são muito prudentes na informação. Ainda não temos mais. Temos gente no terreno a procurar obter mais informação, mas ainda não temos mais nenhuma informação.
Sim, perguntava-lhe com quem estão a dialogar. Falam diretamente com o hospital, apenas com as autoridades?
Com as autoridades locais, com os hospitais, através dos canais diplomáticos e da polícia. É sempre assim que nós fazemos, quer os nossos serviços consulares, quer os serviços de embaixada.
E relativamente à portuguesa desaparecida, confirmou há pouco que era uma jovem na casa dos 22, 23 anos. Quando estava a falar na CNN, a jornalista informou que a senhora teria o carro à porta do bar. Você confirma essa informação?
Será uma cidadã portuguesa que está desaparecida neste momento. Também estar a adiantar muito mais é especulativo. Nós criamos um canal de comunicação que divulgamos no LinkedIn, nas redes sociais, com a nossa embaixada, para serem sinalizados casos de eventuais pessoas que pudessem estar desaparecidas, através de familiares ou amigos. Temos essa informação, dado que temos a informação que muitas das vítimas estão difíceis de reconhecer e foi no sentido de procurarmos obter pistas e foi isso que fizemos.
Há pouco também falavam que a senhora eventualmente seria de Santa Maria da Feira, por exemplo, esse tipo de informações ainda não têm.
Não, eu tenho recebido várias informações, até dos próprios órgãos de comunicação social. O que sei é que é uma cidadã que está na Suíça, que vive na Suíça.
Uma coisa que eu também gostava de perceber, o senhor falou também na possibilidade do Estado disponibilizar duas camas, uma em Lisboa e outra no Porto, nas alas de queimaduras. Acha que haverá essa necessidade devido à sobrelotação dos hospitais suíços, é isso?
Sim, a Suíça acionou o mecanismo de auxílio e Portugal, através da nossa proteção civil, respondemos ontem já ao pedido da Suíça. Nós disponibilizámos duas vagas de queimados, uma no Porto e outra em Lisboa, até porque segundo as informações que temos, e as imagens também o revelam, muitos feridos são queimados e nós disponibilizámos. As autoridades suíças ainda não responderam, mas está ao seu dispor usar ou não essas vagas que nós disponibilizamos.
Aí o critério ficará ao cargo das autoridades suíças, é isso?
Sim, das autoridades suíças e dos cuidados médicos necessários.