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Se para as comunicações de voz o INEM passa a usar em redundância as comunicações via SIRESP, que de alguma forma minimiza os constrangimentos, o envio de dados, nomeadamente o envio de eletrocardiogramas para validação de protocolos, está profundamente comprometido porque não é todo possível ser realizado. O protocolo dor torácica neste momento não pode ser aplicado, ou pelo menos não pode ser enviado o eletrocardiograma, pode causar constrangimentos na aplicação do mesmo protocolo e pessoas que tenham a sofrer infarto agudo do miocárdio podem ficar sem o socorro que seria realizado caso o eletrocardiograma pudesse ser enviado para confirmação do infarto.

E há registo de situações dessas?

Ainda não chegou ao conhecimento, mas é natural que exista. Era necessário ou é necessário criar uma redundância à própria rede Vodafone, que é o operador que está contratado com o INEM, prevenindo eventuais cenários como este. Situações tão importantes e tão emergentes como a validação de protocolos para salvar a vida das pessoas, que é o que está em causa, não pode estar dependente de um único operador. É necessário criar uma redundância ou pelo menos um mecanismo de ultrapassar este constrangimento quando existem problemas de rede.

Já alertou o INEM para esta situação, para esta falha antes disto?

Ainda quando foi divulgado o relatório de emergência de protecção civil há uns meses atrás, uma das falhas apontadas foi precisamente a redundância via SIRESP e os constrangimentos que a própria rede tem, uma vez que ainda existem zonas cinzentas em território nacional onde não existe qualquer tipo de comunicações. A própria rede SIRESP permite o envio de alguns dados. Contudo, no INEM nunca foi utilizada nesse sentido.