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Olá, Maria Tiolinda. Muito obrigado pela sua disponibilidade em falar com a rádio Observador. Perguntava-lhe há quanto tempo é que a Câmara Municipal de Almada tem conhecimento destas avarias nos ares condicionados do Centro de Saúde da Sobreda?

Vou fazer aqui um pequenino enquadramento, só para perceber a resposta que lhe vou dar, está bem? Não temos conhecimento das avarias. Nós, antes da transferência de competências, fizemos um levantamento das condições físicas dos centros de saúde e só quando a transferência se concretizou foi que nós conseguimos ter com rigor o estado em que estavam alguns equipamentos. E os AVAQs foi um caso desses, isto é, os equipamentos aparentemente estavam todos em boas condições. A verdade é que a falta de manutenção que tinham tido durante muito tempo levava a que não funcionassem.

Isso foi exatamente há quanto tempo?

Foi exatamente em 24. Em janeiro de 24.

Ok, há um ano e meio, mais ou menos, certo?

Sim.

O que é que já foi feito, então, desde essa altura?

Deixe-me só chegar. Eu vou lhe dizer. E, portanto, o que é que aconteceu? Não se trata de uma manutenção, e sim, a câmara tem a seu cargo a competência da manutenção, mas a falta de manutenção durante muito tempo determina que eles têm que ser todos substituídos. E no verão passado, nós, numa emergência e numa intervenção mais ligeira, comprámos até uns portáteis que distribuímos pelos centros de saúde, mas sabemos que não resolveram o problema, porque não podia haver portáteis em todo o sítio. E portanto, a partir daí, fizemos um levantamento de todas as necessidades, mas também temos a noção exata de que não é possível fazer tudo aquilo que é necessário de um momento para o outro. Temos neste momento um concurso lançado para a substituição de todos. Substituição, repare, não é manutenção.

Sim, sim.

Por isso é que eu estou a fazer este enquadramento. Para a substituição de todos os AVAQs. Sabe como é a contratação pública e o pesado que é fazer estes e o investimento que é preciso para isto. E, portanto, está em curso e resolveremos.

E há alguma previsão quando é que poderão ser substituídos então os ares condicionados?

Não posso dizer isso, porque o concurso, como sabe, se correr bem, terá um fim razoavelmente curto. Se tiver uma reclamação, um protesto ou outra coisa qualquer, é mais demorado. Iniciamos esse caminho, está o concurso a ser lançado, há procedimentos relativamente a cada um dos centros nesse campo da climatização. Nós sabemos, e também sabe bem, com certeza, que o Estado central estava longe e nós estamos perto.

Exato.

E portanto, é muito mais fácil fazer pressão sobre nós, câmara, sobre o município, do que era sobre o Estado central. Mas nós até entendemos essa proximidade como uma mais-valia. Não estamos sequer a queixar-nos disso. Agora, temos todos que ter a noção, é que não se consegue resolver num curto espaço de tempo todas as necessidades que os centros de saúde apresentavam.

Diga-me uma coisa, Maria Tiolinda. No caso da Câmara de Almada, estamos a falar em quantos centros de saúde afetados por este problema?

Estamos a falar, por esse problema, os centros de saúde estão todos afetados.

Estão todos afetados por este problema do ar condicionado. No caso da Câmara de Almada, são quantos centros de saúde?

São 14 unidades funcionais. É porque não são centros de saúde, outros não são.

Ok, são 14 unidades funcionais de saúde.

São 14 unidades funcionais de saúde e estão lançados os procedimentos para substituir e quando substituirmos será em todos, como é evidente. Tenho a transferência de competências da saúde a meu cargo. E costumo dizer que a proximidade, como lhe disse, para nós é uma mais-valia. Sabíamos perfeitamente que com a vinda da transferência de competências, essas necessidades iam emergir todas. Até aí estavam em letargia, mas iam emergir todas. E, portanto, nós temos a noção de que vamos resolver paulatinamente os problemas todos que existem. Não pode sequer ser num tão curto espaço de tempo. Eu costumo dizer por aqui a todos com quem falo que o caminho faz-se caminhando e eu tenho a certeza que o município está a fazer esse caminho, mas está a fazê-lo, evidentemente, com as condições que o investimento e o tempo permitem.

Certo. Maria Tiolinda, o ano passado foi necessário recorrer, como disse, a alguns aparelhos portáteis. Caso este ano não estejam as coisas resolvidas a tempo, já estamos em pleno verão, essa solução também já foi equacionada?

A solução dos portáteis depois não resolve todas as situações, porque como sabe, os portáteis resolvem uma área de refrigeração razoavelmente pequena. E os AVAQs estão cada um em seu compartimento. Teremos que avaliar a situação, mas vamos avaliá-la, nós temos feito sempre isso. Avaliamos sempre a situação e sempre que possível, vamos resolver o problema.