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Temos em directo o presidente da Câmara da Sertã, Carlos Miranda. Bom dia, muito obrigada por estar conosco em directo neste jornal. O que o Presidente da República vai ver aí, concretamente, na Sertã?

O senhor Presidente vai fazer um ponto da situação dos estragos que foram provocados pelas tempestades sucessivas, a começar pela tempestade Cristina. Nós temos aqui estragos numa série de infraestruturas, quer municipais, quer de rede viária, industriais. O senhor Presidente, concretamente, vai parar aqui junto a uma unidade hoteleira, que é a maior do Conselho da Sertã e que foi bastante afectada. E o turismo é uma atividade muito importante para nós, aqui no Conselho, e portanto, de alguma forma é simbólico também.

Claro.

No que diz respeito ao tecido empresarial daquilo que aconteceu.

O que nos está a dizer é que o Presidente da República terá seguramente muito para ver só aí no Conselho. Como é que está a correr a recuperação?

A recuperação está a correr bem dentro do possível. As situações de maior urgência estão resolvidas, algumas de uma forma ainda precária, mas foram resolvidas. Agora estamos a avançar para a resolução definitiva de muitas situações. Temos ainda vias de comunicação que estão cortadas. Temos ainda edifícios municipais também que carecem de uma resolução definitiva. Temos casas particulares também. Enfim, há ainda uma série de situações.

Há muito trabalho.

Claro. Há muito trabalho e há um investimento muito grande a fazer, como calcula. Nós até aqui em muitas situações estivemos a pôr remendos e agora é preciso avançar para situações definitivas.

Claro. E nesse sentido, temos ouvido nas últimas semanas muitos autarcas dizer que ainda não estavam a receber o dinheiro que foi disponibilizado pelo governo. Na Sertã, como é que está a situação?

Há aqui duas coisas distintas. Uma coisa é aquilo que tem a ver com as habitações dos proprietários, dos privados.

Particulares.

Dos particulares, exatamente. E aí, o dinheiro começou a chegar, a partir da análise e da validação que tem sido feita das várias candidaturas, e nós aqui na Sertã temos perto de um milhar de candidaturas, e esse dinheiro já está a chegar ao terreno. Outra coisa tem a ver com fundos para que os próprios municípios possam fazer a reparação dos seus imóveis. Estamos a falar de escolas, pavilhões desportivos, vias de comunicação, imóveis de juntas de freguesia, de coletividades, etc. Portanto, tudo isso, até agora, de facto, não houve aqui ainda nenhum reforço, nenhum adiantamento. Nós estamos à espera que dentro de pouco tempo esteja.

E por que não está a acontecer?

Enfim, não sei. Questões burocráticas, questões administrativas, jurídicas, não sei. A verdade é que os municípios não estão ainda a receber e era muito importante que houvesse um reforço para que nós possamos fazer contratação, para que nós possamos lançar empreitadas para a recuperação desses edifícios que foram atingidos e das vias de comunicação. Nós estamos a aguardar e aquilo que nos foi dito é que durante o mês de abril, pelo menos, iríamos ter um adiantamento para podermos avançar com outra força no sentido da recuperação.

Acredita que a presença e a visita do Presidente da República a estas zonas possa ajudar a desbloquear este processo, que parece ser o mais difícil e o mais lento neste momento?

Sim, é importante. O senhor presidente vai estar aqui e seguramente que vai chamar a atenção, quer da comunicação social, da opinião pública, do próprio governo, no sentido de que haja respostas céleres para que nós possamos retomar a normalidade.

Carlos Miranda, muito obrigada por ter estado conosco em direto. É o presidente da Câmara de Sertã. Será o primeiro local que António José Seguro vai visitar esta manhã, no início desta presidência aberta