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Diana Rosa, já temos conosco o Chega.

Precisamente. Idalina Durães, deputada do Chega, que está junto a essa emissão da Rádio Observador. Muito boa tarde. Agradecemos ter aceitado o nosso convite. O tribunal disse, por outras palavras, com esta resposta, que o que o Chega quer para a imigração é inconstitucional.

Boa tarde a todos e muito obrigada pelo convite. Sim, foram consideradas várias normas inconstitucionais. Neste momento, o que há a fazer é tentar reescrever ou adaptar o texto legal para corrigir as inconstitucionalidades. E para tal, o Chega encontra-se disponível para dialogar com a AD. O diálogo é sempre importante entre partidos, entre os partidos que aceitarem fazer parte desse diálogo. Mas neste momento, realmente é a AD e o Chega que fazem parte de uma maioria e que deverão sentar-se à mesa para dialogar. Nós para isso estaremos disponíveis.

Mas vai ser fácil perante tantos reparos de inconstitucionalidade por parte dos juízes do Palácio Ratton? Por exemplo, no que toca a esta questão do reagrupamento familiar, o que o Chega pretende propor agora?

Nós agora vamos analisar, porque saiu mesmo agora, está tudo muito em cima, como deve imaginar, ainda há pouco foi dito que nem os jornalistas tiveram a oportunidade e andam todos aí aos papeis. Nós vamos ter que analisar tudo, desculpe-me a expressão, à lupa. Mas não vamos fugir muito da nossa visão, porque realmente aquilo que nós achamos relativamente ao reagrupamento familiar não é de todo vis perciente, tendo em conta que até existe uma diretiva, a diretiva de 2003/86, de 22 de setembro de 2003, que até diz exatamente: os Estados-membros podem exigir que o requerente tenha residido durante um período máximo de dois anos no seu território antes de poder reunir-se com os membros da sua família. Portanto, nós não vamos sair muito da nossa linha.

Sendo que o Tribunal Constitucional entende que esta proposta de lei viola princípios constitucionais que defendem a família. O Chega apresenta-se sempre como um partido que defende a família. Como é que pretende dar a volta a isto?

Perante as normas que foram consideradas inconstitucionais, como eu disse há pouco, vamos tentar reescrever e adaptar ao texto legal para se tentar corrigir as inconstitucionalidades. Agora, nós vamos ter que reunir, analisar todas as inconstitucionalidades e a partir daí já poderemos dizer alguma coisa acerca.

Mas está afastada qualquer eventualidade, qualquer possibilidade do Chega vir a votar contra este diploma quando forem feitas essas alterações?

Não entendi. Está afastada a possibilidade do Chega vir a votar contra?

Sim, eventualmente, se as alterações que forem feitas... Exatamente.

Se forem alterações que nós consideramos que estão fora da nossa linha de entendimento, como é evidente, poderemos votar contra, porque o Chega tem a sua forma de estar, e de ser, a sua origem, as suas regras, e é por aí que nós nos delimitamos. Entendemos que deverá ser assim, mas é como eu digo, ainda disse há pouco, tudo faz parte de um falar com as outras partes e tentar haver aqui algum acordo ou entendimento