Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Primeiro que tudo, eu gostaria de saber se, neste caso, se parte logo para o problema da segurança do sítio que foi atacado ou se isto se pode, de facto, tratar de um crime?
A informação que eu tenho sobre o ataque é muito escassa. Sei que houve um ataque cibernético a um sistema de informação nos sistemas de saúde da Madeira e, portanto, havendo isso, parto do princípio que é um crime. Como é que esse crime foi cometido? Obviamente, pressupõe a existência de falhas de segurança a algum nível no sistema, como sempre. Mas, evidentemente que, a menos que tenha sido um incidente técnico, não é isso que reportaram, é um crime.
E nestes casos, sendo que isto obrigou a que, por exemplo, as consultas não urgentes fossem canceladas, como é que se age mais rápido para conseguir resolver a situação?
Isso depende muito do tipo de sistemas de segurança de backup que estejam disponíveis nessa infraestrutura informática. Eu desconheço do que é que têm, mas em princípio, uma boa prática devia assegurar que existem sempre dados replicados em áreas seguras que podem ser repostos no sistema, embora sempre é impossível ter sempre eles. Impossível não é, mas normalmente em termos de viabilidade económica, normalmente esses dados de backup, essas imagens de backup estão atualizadas com algum atraso face à realidade. Podem estar atualizadas com atraso de um dia ou de umas horas. E, portanto, se isso for assim, é uma questão de repor os dados perdidos, se o ataque é um ataque que alterou as bases de dados ou impediu o acesso às bases de dados. O ataque também pode ser de outro tipo, pode ter afetado a invocação das aplicações em si, portanto, a impossibilidade de recorrer às aplicações necessárias para poder funcionar no dia a dia. Eu não sei os detalhes, mas para conseguir ter um sistema informático resiliente perante ataques, é claro que nada é resiliente a tudo, é impossível, mas para o tipo de ataques mais correntes que há, implica haver infraestruturas duplicadas, com reposição de dados, com práticas de reposição de dados, com auditorias muito frequentes, para assegurar que a capacidade de repor a funcionalidade do sistema dentro de um prazo de uma hora, duas horas, meio-dia, que é assegurada. Que eu saiba, a maior parte dos sistemas que nós temos nas nossas infraestruturas públicas não têm estas capacidades, não têm estas práticas. Estamos ainda na fase, normalmente, eu estou a dizer em geral, bastante primitiva de procurar assegurar uma segurança de perímetro que é muito difícil de assegurar. Portanto, este tipo de ataques é frequente. Muitos destes ataques são ataques de penetração de vírus que depois impedem o acesso às bases de dados e que tipicamente depois, para voltar a ter esse acesso, exigem pagar uma quantia para eles desbloquearem as chaves que bloquearam as bases de dados, ou são ataques, que não acho que não é o caso, de denial of service, quer dizer, que impedem o acesso aos sites onde estão as aplicações e, portanto, as pessoas não podem corrê-los. Ataques em sistemas de saúde, neste momento, no mundo inteiro, é o dia a dia. Existe por todo lado com uma frequência brutal e com consequências, claro, grandes para as pessoas, para as organizações.
Uhum.