Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Estava a perguntar-lhe, Dr. Rui Nogueira, se este anúncio que foi feito por António Costa das declarações de isolamento profilático passarem a ser automáticas, se de facto veio aliviar a pressão dos serviços e se devia ser tomada mais alguma medida, nomeadamente no que toca também a automatizar a questão das baixas e das altas.
Sim, esta é uma grande ajuda que era óbvia e necessária. Na verdade, hoje é o primeiro dia em que estamos a trabalhar com esta nova operacionalização, que é de todo lógica e nos ajuda muito. Esta situação da pandemia em Portugal está completamente diferente e, portanto, eu julgo que temos que fazer uma comunicação muito assertiva para as pessoas, porque a situação hoje é completamente diferente daquela que tínhamos até agora. Digamos que tínhamos um Covid-19 até 21 de dezembro e temos um Covid-19, chamar-lhe-ei 22, a partir de 22 de dezembro. Porque esta variante é completamente diferente, é uma variante que determina uma infeção respiratória das vias aéreas superiores, ou seja, uma banal constipação. É muito contagiosa, a verdade é essa, qualquer infeção dentro de uma casa passa a todas as pessoas da casa. E é isto que temos estado a verificar e por isso temos muitos casos, mas são normalmente situações de nenhuma gravidade, sintomas muito ligeiros. Portanto, não se justifica minimamente estarmos a ligar todos os dias, também já não o fazíamos todos os dias, mas ainda assim fazíamos muitas chamadas, nomeadamente no início e no fim, e sempre que fosse necessário. Mas nem sequer é necessário hoje fazer estes contactos e, portanto, é necessário comunicar às pessoas que deixa de haver necessidade de contactos e, por sua vez, as justificações laborais ficam automáticas. A determinação de isolamento profilático determina também a impossibilidade e a justificação para o trabalho. E, por outro lado, a determinação da alta também fica automatizada. Tudo isto começou hoje e, portanto, ainda não sabemos exatamente como é que está a ser, de facto, operacionalizado. Eu espero que sim e espero que bem. Depois temos uma dúvida que vai ser ultrapassada nestes primeiros dias, que é em relação a esta fase de transição, aos doentes que já estavam inseridos no sistema e que agora têm que receber a alta. E também tínhamos ainda alguns daqueles que estavam com isolamentos de 10 dias e até nos isolamentos profiláticos de 14 dias e, portanto, tudo isso tem que ser automatizado.
E ainda não há indicações nesse sentido dos serviços parceiros do Ministério da Saúde ou da Direção-Geral da Saúde?
Não, há indicações. A questão é mesmo a operacionalização do sistema, de maneira que de facto seja automático. Claro que também carece desta habituação, nossa também, é verdade, mas também dos doentes que deixam de ter o contacto nosso e dos colegas da saúde pública, quer para fazer o isolamento, quer para ter alta após o isolamento profilático de sete dias.
É a tal autogestão da pandemia de que foi falada no inverno.
A tal autogestão. Exatamente, que a professora Raquel Duarte falou, e que eu julgo que vai determinar uma necessidade muito cuidadosa de as pessoas entenderem a importância do isolamento durante sete dias, imediatamente após os primeiros sintomas, quando há sintomas, ou, na dúvida, quando se vai fazer um teste. Isto é, o isolamento é a grande atitude, depois da utilização da máscara, depois do distanciamento, evitar estar em aglomerados populacionais. Depois de tudo isso, se aconteceu e se ainda assim há o risco, se ainda assim há sintomas, neste caso as pessoas têm que se autoisolar, contactar a Saúde 24, que é a linha preferencial para poder fazer este isolamento e determinar todo este procedimento, no sentido de depois, em função do desenvolvimento, podermos ter na nossa plataforma, continuamos a ter acesso à plataforma e saber o que está a acontecer, mas, em função disso, atuar no caso de ser necessário, isto é, no caso de termos doentes. Porque nós agora temos esta situação diferente, que é termos muitos casos, mas não termos doentes. As pessoas não estão doentes ou quando muito estão com uma banal constipação, como eu disse, com pigarro, com dor de garganta, com dor de cabeça. São sintomas muito ligeiros que, de facto, incomodam, mas para tomar paracetamol, aquilo que já antes acontecia, sem nenhuma gravidade. Isto por quê? Porque esta variante do vírus não tem afinidade, isto é, não se liga aos pulmões, não se liga aos alvéolos pulmonares e, portanto, como não invade a parte nobre do aparelho respiratório, não causa pneumonias e, portanto, não é grave, não tem nada de gravidade. Incomoda, as pessoas têm que ficar em casa porque é muito contagioso, mas banal, sem nenhuma importância. Nós estávamos desproporcionados. É uma nova fase, exatamente, por isso é que eu estava a dizer que Para ser mais eloquente, dizer que é a partir do dia 22 de dezembro, claro, só agora que estamos a chegar a estas conclusões, mas a partir do dia 22 de dezembro, temos uma nova fase. Eu chamaria então de Covid-22, porque é de 2022 e é desde 22 de dezembro, mas sou eu para enfatizar esta nova fase da pandemia. O vírus é muito contagioso, mas não é grave, não determina doença grave. Onde é que fica a preocupação? Fica, ainda assim, a preocupação nas pessoas que não estão vacinadas, as pessoas que não têm a terceira dose, as pessoas que, por qualquer razão, desenvolvem ainda uma infeção da variante anterior, serão muito pouquinhas, muito poucas pessoas. Está calculado que tenhamos mais de 90% de variante Ômicron. Ainda assim, pode acontecer ainda, nestes primeiros dias, haver alguns casos de variante Delta, que era a variante que dominava antes da Ômicron. Eu julgo que não vai ser minimamente relevante, porque serão os últimos casos, algum um por outro e, portanto, não vai ser preocupante. A outra preocupação é estarmos atentos à monitorização dos sintomas, termos, de facto, um contacto fácil com as pessoas, e as pessoas connosco, de maneira que consigamos atuar, caso de necessidade. Não se justifica ir a correr para o centro de saúde, não se justifica ir a correr para as urgências. Aquilo que se justifica mesmo é isolamento. O isolamento, porque este vírus é muito contagioso e, portanto, logo à partida, não contagiar as pessoas de casa, tão simples quanto isso. E, portanto, o isolamento é ficar fechado num quarto.