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2023, um ano terrível em que a população foi alvo de ataques sem precedentes, é o resumo do relatório da Human Rights Watch, que destaca a guerra na Ucrânia e o conflito israelo-palestiniano. A organização denuncia que as forças russas cometeram crimes de guerra e tortura na Ucrânia e considera que no conflito entre Israel e Palestina, ambas as partes cometeram crimes de guerra. Sobre o Brasil, o relatório aponta que continuam os problemas quanto ao uso excessivo da força da polícia. Em Angola, o foco também passa pelas forças de segurança. Destaque para o uso de força desnecessária contra manifestantes. A Human Rights Watch diz que 2023 passou a mensagem de que a dignidade de alguns merece ser protegida, mas não a de todos. Uma realidade que a organização não governamental descreve como hipocrisia. O relatório deixa também críticas à União Europeia, que diz ter uma política com dois pesos e duas medidas. O documento relativo ao ano passado fala num sistema internacional de direitos humanos ameaçado, mas não destruído. Falta compromisso e coerência para construir um 2024 melhor, diz o relatório da Human Rights Watch, um ano em que grande parte da população mundial vai às urnas, desde os Estados Unidos à Rússia.