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Ia-lhe perguntar exatamente se então não concorda com esta acusação que é feita.
Sim. Antes da produção do relatório, houve reuniões da equipa de auditores com as equipas do Ministério da Educação, tanto dos gabinetes como dos serviços, e foi dada uma série de explicações que foram basicamente ignoradas na produção do relatório. Um aspecto que foi explicado, em particular, é qual é a metodologia de apuramento do abandono escolar precoce adotada pelo Eurostat, que é comum a todos os países da União Europeia, que não é confundível com o registro de matrículas de alunos e com a monitorização que é feita em cada escola e também a nível dos sistemas de informação do Ministério da Educação. O país tem estatísticas oficiais com conclusão de percursos em tempo esperado, taxas de sucesso, taxas de transição, que são utilizadas para o apuramento do abandono, são utilizadas a nível local, regional, nos planos que as comunidades intermunicipais e as áreas metropolitanas desenvolvem em conjunto com outras escolas. E houve um grande aumento destes indicadores, que estão todos no site do Infoescolas, e é inclusive atualmente possível consultar ao nível das NUTS, dos municípios, das regiões, e estes dados, tanto que existem, que eles são utilizados na monitorização do programa que foi desenvolvido ao longo dos últimos anos para a promoção do sucesso escolar, no programa TAPE, as escolas fazem os seus planos de melhoria também em função das taxas de abandono, e a avaliação externa das escolas, que é feita pela inspeção, trabalha também com os dados do abandono. Obviamente, há uma necessidade de melhoria dos sistemas de informação. Aliás, uma das medidas do PRR para a educação contempla isso, e acho que é do interesse de todos, mas este cenário um bocadinho catastrófico, que é pintado como se não houvesse trabalho feito na monitorização do abandono escolar precoce, não reconheço que seja uma caracterização do que, de fato, quer as escolas, quer o Ministério da Educação, quer os serviços fazem regularmente. E isto é verdade para várias décadas de Ministério da Educação, portanto, não estou a falar do tempo em que estive em funções.