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A Fórmula 1 regressa a Portimão. Já era esperado este ano, mas pode ser um regresso mais prolongado.
Sim, o objetivo é esse mesmo, é que Portugal passe a fazer parte integrante do calendário do Campeonato do Mundo e, portanto, no ano passado conseguimos acolher o Grande Prémio numas condições muito atípicas, mas tanto eu como o Paulo Pinheiro, do Autódromo Internacional do Algarve, sempre dissemos que o objetivo não seria que o Grande Prémio do ano passado fosse um Grande Prémio de substituição, mas sim que houvesse uma continuidade no futuro. Foi nesse sentido que se trabalhou a partir daí. Tivemos a sorte de os chefes das equipas, os pilotos, terem gostado bastante da parte organizativa e do traçado do Autódromo Internacional do Algarve. Isso deu um forte contributo para que o promotor se interessasse por Portugal e, portanto, as conversações, como já temos vindo a dizer há uns meses, estavam a prosseguir. E esta quarta-feira, altura em que ficou definitivamente confirmado o Grande Prémio, ainda que só hoje pudesse ter sido anunciado por questões contratuais, fico da parte da federação e como presidente da federação, muito satisfeito que isto se consiga realizar e tenho que dar os parabéns ao Autódromo Internacional do Algarve pelo excelente trabalho que fez junto de todos os intervenientes.
Que garantias é que têm nesta altura para que a prova se mantenha em Portugal e durante quanto mais tempo é que poderá ficar?
Não há garantias nenhumas, um ano de cada vez. O que nós gostaríamos é que isto se voltasse a repetir à semelhança do que aconteceu nos anos 80 e nos anos 90 com o Grande Prémio de Estoril. Isso seria o ideal. Agora, vivemos tempos difíceis e é muito difícil, sabe Deus, fechado 2021, começar já a pensar como é que será o futuro. Mas em termos de objetivo, é evidente, reafirmo, que é que Portugal passe a entrar no calendário do Campeonato do Mundo.
Em que condições é que vai ser esta prova agora este ano?
As condições, se se referem ao público, isso vai ser definido pelas entidades oficiais, vão ter que ser discutidos os planos de contingência. Enfim, é prematuro neste momento, ainda faltam dois meses para a realização do Grande Prémio, ou quase dois meses, estar a falar nisso. Na altura, mais à frente, vai haver uma apresentação oficial do Grande Prémio presencial no Autódromo do Algarve, como foi à semelhança do ano passado, com a presença de membros do governo, e nessa altura, sim, estará definido em condições é que vai ser feito o Grande Prémio.
Mas em termos de investimento, imagino que sem público, o investimento seja mais complicado.
Sobre isso, como compreende, não lhe posso referir aquilo que é confidencial da parte do contrato e, portanto, não lhe posso adiantar mais nada sobre isso.
E da parte do governo também ainda não tem nenhumas garantias, ou já tem?
Não, o governo está a par de tudo, evidentemente. O governo é um parceiro muito importante na continuidade do Grande Prémio em Portugal e, portanto, com o governo eu tenho mantido obviamente conversações, quer eu, quer o Paulo Pinheiro. Eu por um lado, ele por outro, estamos articulados e portanto temos feito esse trabalho para que o Grande Prémio se pudesse vir a realizar. E agora temos que continuar esse trabalho para ver em que condições é que se vai realizar.