Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Coronel José do Carmo, muito obrigada também. Bom dia.

Bom dia.

Este incidente em envolver Donald Trump, os disparos que houve no jantar de correspondentes da Casa Branca, é uma falha de segurança muito evidente?

Sim, alguma coisa aqui falhou. Há uma série de layers que quando o presidente, não só na América, mas em qualquer lado, até Europa, qualquer deslocamento a um país estrangeiro, há sempre uma equipa de segurança muito apertada, muito tecnológica e muito capaz, do FBI, que no fundo o segue e o precede. Portanto, instala-se, verifica o perímetro, verifica qual é que é o fluxo dos movimentos previsíveis, verifica tudo, verifica os hotéis, os telhados, tudo à volta. E há uma série de layers pelos quais tem que passar qualquer pessoa que em condições normais, se desloque naquela direção com intenções que não sejam as mais ortodoxas. Aqui alguma coisa falhou, obviamente. O senhor que fez este atentado também não é estúpido, é uma pessoa com algumas qualificações, planeou isto com algum cuidado, é óbvio, instalou-se no hotel. Se calhar instalou-se no hotel antes de alguns destes screenings estarem a ser preparados e portanto, sabia mais ou menos qual é que era o terreno que estava a pisar. E depois quando chega ao último layer, que é a entrada para dentro do sítio onde está a decorrer o evento, aquilo depois é uma questão de sorte. Ou alguém o trava, não sei se foi o caso, eu também acordei há bocadinho e vim andar a pé. Li algumas coisitas, mas muito pouco. Eu trabalhei na área da segurança, durante uns tempos e também tenho uma ideia de como é que isto funciona. Às vezes no último layer, basicamente é uma questão de sorte. Alguém o trava, alguém o tenta parar, alguém confia em que ele já foi fiscalizado anteriormente nos outros layers. E tudo isto leva a que haja uma série de falhas.

É mais fácil para um lobo solitário passar despercebido?

Diga, estou a ouvi-la mal.

É mais fácil para um lobo solitário passar despercebido?

Sim, o lobo solitário não tem que contatar com ninguém, não tem que combinar nada com ninguém, não tem que trocar sinais via telecomunicações, etc. E por isso, está tudo dentro dele. Esse sinal que às vezes surgem alertas, portanto, palavras que surgem na internet, nas comunicações determinadas. Isso às vezes é detetado e há muitos atentados que são evitados assim, porque hoje faz-se a screening dessas palavras e estabelece-se um padrão, há uma espécie de nó que fica claro e leva muitas vezes a que as coisas se façam preventivamente. Um lobo solitário não, age dentro da sua própria cabeça, faz o seu plano. Pode-se verificar se ele comprou armas, se as armas eram ilegais, se eram legais, se as colocou antes lá, porque atualmente se ele estava lá no hotel antes, pode ter levado para lá as armas antes. Hotéis não fazem screening de armas, mesmo que fizessem, ele instalava-se e depois vinha buscá-las, não era por isso. Ou seja, ele fez isso tudo e sim, o fato de ser um lobo solitário, se for o caso, também pode não ser.

O Donald Trump é que utilizou esta expressão.

Pode ser alguém que tenha recebido dinheiro. Sim, pode ter sido alguém que tenha recebido dinheiro. Hoje em dia está muito em comum haver atentados, principalmente na Europa, que são feitos por criminosos locais ou por pessoas ideologicamente motivadas, mas que são pagas e incentivadas por serviços estrangeiros. Vários desses já foram descobertos na Europa e alguns tiveram mesmo eficácia