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Junta-se a nós em direto neste jornal a curadora do centro, Patrícia Rosas. Bom dia.

Bom dia.

Bom dia e obrigada por estar conosco. O que se pode ver já, desde sexta-feira, nestas Histórias de uma Coleção?

De facto, como disseram, é uma oportunidade de rever algumas das obras mais emblemáticas da coleção, como o retrato de Fernando Pessoa, de Almada Negreiros, ou o Retrato de Amadeo de Souza-Cardoso, a pintura Habitado, de Helena Almeida, ou até já no final da exposição, uma obra nunca apresentada anteriormente da Joana Vasconcelos. Mas, na verdade, podemos ver, a exposição reúne 207 obras de 187 artistas. Portanto, temos muitas obras para ver na exposição, incluindo 11 obras que estão fora do espaço da galeria. Encontramos obras no jardim da Fundação Gulbenkian, no Museu Gulbenkian e em vários espaços do edifício sede da fundação.

E não estamos a falar só de artistas portugueses.

Não, não estamos a falar. Por exemplo, logo na entrada da exposição, num grande mural que faz uma citação intencional ao modo como guardamos obras nas reservas dos museus, temos uma série de artistas estrangeiros. Temos artistas iraquianos, arménios, um japonês, uma artista brasileira. Temos gravuras do Escher, do Matisse, de uma Langatana, Henri Moore, portanto, uma série de nacionalidades que estão já aqui espelhadas logo na entrada da exposição. Depois, dentro das galerias, porque a exposição está dividida em quatro núcleos, encontramos, de facto, a exposição, e ainda não dissemos o principal, em que é a primeira vez que a coleção do CAM é apresentada sob um novo prisma, em que não é uma apresentação cronológica das obras ou uma exposição temática, mas sim sobre a própria história da constituição da coleção do CAM. E na verdade, são muitas e variadas as histórias que marcam esta exposição e a criação da coleção. E como eu estava a dizer, estes quatro núcleos que marcam a exposição estão divididos conforme o período de aquisições da coleção.

E ficamos a conhecer a própria história do Centro de Arte Moderna.

Exatamente. Isto desde o início da criação da Fundação Gulbenkian, que a fundação começou logo a adquirir no âmbito do apoio aos artistas, que incluía as bolsas e subsídios, e que na época era uma referência nacional a este nível, e única, na verdade. A fundação vai começar a adquirir obras a artistas também para mostrar nas exposições temporárias e itinerantes que organizava. Portanto, logo no primeiro núcleo temos obras do José Escada, da Lurdes Castro ou do Fernando Laranhas. Também temos algumas das obras que fazem parte do núcleo da arte britânica da Coleção do CAM, portanto, o Peter Phillips, a Brigitte Riley, o Alan Jones. Temos aqui também obras muito importantes de artistas ingleses, ou então os próprios artistas que andaram em torno dos primeiros modernismos e em torno de Amadeo de Souza-Cardoso, em que são-se apresentadas obras da Sonia Delaunay e do Robert Delaunay, junto às primeiras aquisições de pinturas do Amadeo de Souza-Cardoso, que foi logo nos anos 60.

Teremos portanto uma longa viagem e muitas histórias para conhecer. Patrícia Rosas, muito obrigada por ter estado conosco. Patrícia Rosas é a curadora do Centro de Arte Moderna. Esta exposição abriu na sexta-feira. Pode ser vista, como ouvimos, na galeria principal, mas também nos vários espaços do edifício sede, no Museu Gulbenkian e no Jardim da Fundação. Temos até 18 de setembro para o fazer.