Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Para nós é muito importante que Portugal se mantenha como esta referência internacional na vacinação e na imunização. E o fato de nós conseguirmos ter estas coberturas vacinais elevadas é um sinal de confiança, um sinal de confiança no Programa Nacional de Vacinação, mas também em todos os profissionais de saúde que dedicam o seu dia a dia para fazerem deste programa de vacinação um sucesso. Claro que nós, face aos contextos epidemiológicos internacionais e que vamos vendo aqui também algumas alterações de algumas dinâmicas associadas a doenças, temos ainda de ser mais cautelosos e de continuar o investimento que temos feito para o nosso programa. E por isso mesmo, são resultados importantes, são resultados interessantes, que nos devem deixar satisfeitos, mas não devem parar as nossas ações ou a melhoria daquilo que são os nossos indicadores.
Continuo então para lhe perguntar sobre um outro ponto que é referido neste relatório, que fala precisamente sobre o VSR e que dá conta de que 86% das crianças são elegíveis para essa vacinação, crianças nascidas entre agosto de 2024 e março deste ano. Isto para tentar reduzir o número de internamentos de crianças por causa deste vírus. Está também previsto um novo alargamento desta vacinação a outras idades?
Aquilo que aconteceu na nossa primeira campanha de imunização sazonal contra o vírus sincicial respiratório, é que conseguimos, efetivamente, alcançar uma cobertura de imunização de 86% das crianças que nasceram entre 1 de agosto e 31 de março de 2025, que nós destacamos como um resultado muito positivo para um primeiro ano da campanha de imunização sazonal. Nós verificamos já uma redução dos internamentos por vírus sincicial respiratório nas crianças até aos seis meses de idade, que é sobretudo a faixa etária onde nos preocupa. Podemos ir um pouco mais além na faixa etária, mas apenas para crianças com fatores de risco. E por isso mesmo, o nosso enfoque é proteger os bebês mais pequeninos contra o vírus sincicial respiratório. E já nesta campanha, a que já estamos a preparar, que se iniciará no outono de 2025, já há um alargamento, ainda das crianças nascidas neste ano, mas que irá começar com as crianças nascidas a 1 de junho de 2024, neste caso, 2025, a 31 de março de 2026. Portanto, este é o alargamento previsto na próxima campanha.
Queria ainda perguntar-lhe sobre outro relatório, que saiu também hoje, o relatório da campanha de vacinação sazonal outono-inverno 2024/2025, dá conta de quase 4 mil vacinas administradas. Pergunto-lhe se esta campanha também, de certa forma, permitiu a diminuição da afluência de pessoas a centros de saúde e a serviços de urgência.
Todos os anos, o objetivo da vacinação sazonal é exatamente haver uma redução daquilo que é a afluência aos serviços ou a sobrecarga nos serviços de saúde relativamente a vírus respiratórios, e aqui de uma forma mais específica, à gripe e à Covid-19. Percebemos que este ano houve alguma melhoria nesses indicadores. Claro que a vacinação é um fator que ajuda, com certeza, nesses indicadores. Aquilo que precisamos, se calhar, de pensar e olhar, nós vimos que este ano a vacinação contra a gripe manteve o padrão da época anterior e aquilo que pretendemos é agora, também já nesta nova época 2025/2026, manter esse indicador. Aquilo que conseguimos também ver é que houve uma redução da cobertura vacinal contra a Covid-19, que é uma redução que já estávamos à espera. Já tínhamos também referido isto quando foi o arranque da campanha, que poderia ser algo que estávamos a ver em todo o mundo e, portanto, Portugal não seria exceção. E iremos, com certeza, continuar a acompanhar este indicador, mas eu destacaria também que algo que é muito importante, que iremos continuar a acompanhar e encontrar também aqui estratégias específicas, tem a ver com a cobertura vacinal no grupo dos profissionais de saúde, que sabemos que é um grupo importante, relevante, e precisamos de continuar também a apostar nesta vacinação deste grupo populacional.
Para o futuro, espera-se que no próximo relatório os dados se mantenham iguais, sejam ainda melhores? Há planos nesse sentido, para melhorar cada vez mais os resultados destes relatórios?
O nosso objetivo, o enfoque, é sempre a melhoria dos resultados, porque sabemos que se tivermos melhores coberturas vacinais, temos com certeza melhores resultados em saúde. Esse é o desejo de todos nós. Contudo, nós também sabemos, e aqui falando das doenças onde as vacinas do Programa Nacional de Vacinação atuam ou da campanha sazonal, nós também sabemos que a própria dinâmica epidemiológica, ou seja, como as doenças se comportam, quer internacionalmente, quer na Europa, são diferentes. E, portanto, nós vamos vendo alguns desafios que vamos encontrando e o objetivo das equipes é sempre consolidar aquilo que foram os resultados anteriores e, se possível, melhorar. Mas se já consolidarmos estes bons resultados, eu diria que já temos aqui ganhos importantes populacionais e mantemos o objetivo, que é, sem dúvida alguma, proteger a população residente em Portugal.