Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Sem falta na Rádio Observador, vamos olhar para a arbitragem de Pedro Ramalho, o árbitro que apitou o surpreendente empate do Sporting em casa do Aves, o lanterna vermelha do campeonato, num jogo em que Rui Borges, que diz que não costuma falar de arbitragens, acabou por talvez não se expressar diretamente ou falar desse lance muito diretamente, mas a deixar a sugestão de que não ficou contente com os lances ou com a arbitragem de Pedro Ramalho. Mas vamos melhor do que ninguém, Pedro, contigo, conhecer o trabalho deste árbitro e ver se esteve bem ou mal.
Ok, primeira parte, minuto dois, começa o árbitro por falhar um cartão amarelo que devia ter mostrado ao Morita. Fez uma falta tática, devia ter sido sancionado com cartão amarelo, e que não foi mostrado. Na ocasião, o Morita veio por trás, agarra e puxou Diego Duarte quando ele estava a sair em contra-ataque, acabando assim, desta forma irregular, obviamente, por destruir ali uma jogada de saída em contra-ataque. E portanto, o árbitro não mostrou. Muitas vezes, sendo erro, se o árbitro depois mantiver o mesmo critério em situações idênticas, uma para cada lado, nós tentamos compreender e encaixar melhor. A questão é que, ao minuto 12, o árbitro mostra o cartão amarelo ao Gustavo Mendonça e a base é a mesma, falta tática, porque ao esticar a sua perna esquerda, que neste caso rasteiro ele derrubou o Vagiannidis quando ele também saía em ataque rápido e com o objetivo também de quê? Parar e destruir aquela jogada para evitar uma construção de uma jogada perigosa. E, portanto, se não mostras ao minuto dois, não quer dizer que um erro tenha que ser cometido com outro erro, mas às vezes tentas entender o critério do árbitro para situações idênticas. Aqui, ao ter critérios diferentes, torna um bocadinho mais evidente o erro. E, portanto, dou erro no minuto dois, porque realmente o Morita deveria ter visto o cartão amarelo. Dou como boa decisão o amarelo ao Mendonça, mas ambos deviam ter sido penalizados com cartão amarelo. Ao minuto 36, é uma situação em que o árbitro também fica à espera de intervenção do VAR, no sentido de confirmar se tinha havido ou não alguma infração na área. É um lance em que o Vagiannidis jogou o direito de entrar e já do Aves acaba por cabecear a bola e ficava-se com a dúvida porque a bola passou entre dois jogadores, um deles era o Daniel Rivas, este é que é mais importante, dois jogadores do Aves, e ficou-se com a ideia que o Daniel Rivas poderia eventualmente ter tocado, jogado a bola com o seu braço esquerdo. Com as repetições percebe-se que a bola provavelmente não terá batido, aliás, só deu uma repetição, e se raspou numa situação em que o braço está em pressão absolutamente normal, natural. Portanto, para mim, tenho muitas dúvidas se tenha havido esse contacto. O VAR, obviamente, tendo melhores imagens que a única repetição que deu na televisão, se validou, é porque aquilo que também é a minha impressão com esta única repetição é que realmente não há mão e por isso legal e sem motivo para pontapé de pênalti. Ao minuto 45, embora depois isso tenha se esticado mais, porque ao minuto 45 o Pedro Lima está a ser assistido e portanto o lance ocorre ao minuto 45, o árbitro deixa seguir o jogo, a bola ainda vai à outra baliza É um lance que ocorre ao minuto 45, mas depois a sua decisão é só passado quase três ou quatro minutos, porque é que está ali do árbitro ao monitor e da questão de potencial pênalti a favor do Sporting. Eu vou começar pelo fim, dizendo que para mim o VAR esteve bem em chamar o árbitro ao monitor e para mim havia motivo para pontapé de pênalti. O árbitro fez uma interpretação diferente, achando que o contacto, que esse é evidente, que houve do Devenish no Nel, não é para falta. Basicamente, o que acontece é que o Devenish está nas costas do Rafael Nel, o Rafael Nel realmente abre a sua perna direita para ir buscar a bola, até não coloca a perna direita como às vezes alguns jogadores fazem para depois sentir o contacto do adversário. Ele abre a sua perna direita para ir recepcionar a bola, de tal maneira que é com esse pé direito que ele toca na bola. Além disso, por trás está o Devenish, que chega tarde, não toca na bola e com o seu também pé direito, sole e pitões, acerta no calcanhar do Rafael Nel, derrubando. Portanto, para mim, tem essa consequência. Com a imagem parada, aquilo é muito claro. O que o árbitro faz é, talvez por ver o lance, depois em imagem normal, e tem que ser também assim, considerar que aquele toque é insuficiente para a queda, ou seja, que foi o jogador que fez algum aproveitamento. Não concordo nada com essa interpretação. O lance foi dentro da área, aliás, a minha única dúvida na altura se põe este fora, era se era dentro ou fora, porque as imagens vistas por trás não dava para ver, porque para mim a falta existiu. E portanto, eu concordo com a decisão do VAR, com o facto de o VAR ter chamado o árbitro ao monitor. Para mim, é motivo para pontapé de pênalti. Acho que com as imagens muito evidentes que o árbitro tem, deveria ter assinalado o pênalti. Tem um entendimento diferente e para mim é aqui um erro em relação ao jogo. Depois, ainda, ao minuto 45 mais seis, porque o árbitro deu três minutos, mas pelo jogo foi até ao minuto sete, isto é, para além dos 45, o árbitro assistente, de forma correta, dá o lançamento lateral a favor do Sporting e o Guilherme Neiva não se apercebeu que realmente tinha havido toque no pé da bola e que o lançamento era mesmo para o Sporting, foi protestar por gesto e de forma muito ostensiva, por palavras, e daí ter visto o respectivo cartão amarelo. E, portanto, da primeira parte, foi isto que aconteceu. Depois, na segunda parte, então temos aqui ao minuto 47, uma situação que é o golo do Sporting. O Vagiannidis diz que quando faz o passe para o Rafael Nel, ele, Rafael Nel, está atrás da linha da bola, não obstante pelo caminho ter havido ali um corte, interceção do jogador do Aves, pois o Nel ainda acaba por introduzir a bola, é ele que depois introduz a bola. O que conta aqui é o momento do passe do Vagiannidis E quando o Vagiannidis passa, o Rafael Nel está atrás da linha da bola. E relembro que sempre que o jogador está ou em linha com a bola ou atrás da linha da bola, nunca está em fora de jogo. Ao minuto 61, o outro caso de jogo. Para mim, mais uma boa intervenção do VAR. Para mim, há motivo para pontapé de pênalti. O Iliman Samaré ao saltar à bola acaba primeiro por tocar com a mão esquerda na bola e o braço bem esticado, bem levantado, bem acima do nível dos ombros. Houve uma altura que na lei estava mesmo que sempre que usasse os braços e tocasse a bola com a mãoAcima do nível dos ombros, isso era um agravante para ser marcado o pontapé de pênalti. Tirou-se isso porque o foco é se o braço está, em qualquer circunstância, em posição normal, natural para a disputa de bola, mas no fundo, na prática, é a mesma coisa. Chocou com o adversário, faz a impulsão, tem que levantar o braço, mas o facto é que depois tem o braço esquerdo esticado e com a mão esquerda toca na bola. E mais, quando toca na bola, ato contínuo que eu até pensava que era por aí o pontapé de pênalti, acerta em cheio com a mão esquerda, com a mesma mão, na cara do Pedro Lima. E eu relembro qualquer dessas situações de acertar com mãos, braços e cotovelos no rosto, cabeça e cara dos adversários, mesmo sem querer, a única coisa que muda é a cor do cartão, porque tecnicamente são sempre penáltis com livre direto, dentro da área e pênalti. Para mim, pênalti bem assinalado. Para mim, até havia dois motivos no mesmo lance para poder ser pênalti, a mão na bola e a mão na cara, mas eu vou pela mão na bola e portanto, para mim, uma boa decisão, boa intervenção do VAR. Para terminar os lances da primeira parte, já mesmo a acabar, minuto 90, só justificar que o árbitro deu oito minutos de tempo adicional, e bem, porque nós tivemos, além daquilo que foram cinco substituições onde entraram novos jogadores, dois golos e tivemos esse momento de assistência ao Pedro Lima, que foi demorada, e depois da ida do árbitro ao monitor para a tal questão do pênalti do Morita, depois ao minuto 90 mais seis, o amarelo ao guarda-redes, ao Adriel, o guarda-redes do Aves, demora tempo para o pontapé de baliza e mesmo a acabar, minuto 90 mais sete, o cartão amarelo ao Bragança, um pisão frontal no pé esquerdo do Daniel Rivas, uma entrada durinha, negligente, passível de cartão amarelo.
Resta saber que nota merece Pedro Ramalho, que não é dos árbitros de que mais ouvimos o nome. Acredito que tenha também agora aqui um caminho pela frente para ganhar experiência. Que nota merece depois deste empate entre Aves e Sporting a uma bola na Vila das Aves?
Vou dar negativa, vou dar nota 4, e este 4 é puxado para cima dentro do negativo. Só relembrar para as pessoas que 5 é positivo e 4 é negativo, porque eu acho que o VAR, que faz parte da equipa, acaba por ter aqui um papel decisivo e para mim importante, porque eu acho que o VAR cumpriu o papel na intervenção que fez nos dois pênaltis que para mim existiram. O árbitro é que tem uma intervenção diferente. Repara que o árbitro em campo não viu estes dois lances e depois mesmo com a disponibilização das imagens, tem uma interpretação diferente do outro. Eu acho que o árbitro erra num pênalti, num jogo que ficou 1 x 1, é óbvio que isto acaba por ter sempre impacto, embora ainda houvesse muito tempo para jogar, mas tem sempre impacto naquilo que é o possível resultado do jogo. Eu acho que é aqui que está muito centrado o erro. Há um pênalti que realmente é bem assinalado, outro por assinalar. O mérito destas duas situações são do VAR e o árbitro não esteve bem nem em campo, nem depois de ver as imagens. Nota 4.
Por isso, nota 4, nota negativa para a equipa de arbitragem liderada por Pedro Ramalho neste Aves 1, Sporting também 1. Pedro Henriques, fica por aqui mais um "Sem Falta". Um grande abraço, um bom descanso. Vamos estar de regresso já na próxima quarta-feira para esse compromisso do Sporting em atraso frente ao Tondela e depois no fim de semana que com toda a certeza poderá dar campeão nacional e por isso cá estaremos para acompanhar tudo. Um grande abraço, Pedro.
Um abraço, obrigado.