Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
, torcida e música animada ] Sem falta da Rádio Observador. Vamos também analisar aqui, depois da emissão especial de desporto em que acompanhamos o empate do Benfica em casa frente ao Académico de Viseu a duas bolas, com o nosso áudio-árbitro Pedro Henriques, a arbitragem de David Silva, um árbitro creio não muito conhecido ainda, Pedro, ou já é bastante conhecido?
Não, é curioso. Já é internacional. Tornou-se internacional este ano, mas tem 41 jogos, posso verificar nas minhas contas. Fez o jogo 46 da Primeira Liga e já é internacional, fruto naturalmente dos regulamentos. Não é um árbitro muito conhecido, mas já é internacional, já ostenta as insígnias e penso que este vai ser o ano de afirmação ou pelo menos de muitas nomeações de jogos das principais equipes ou daquelas equipes que estarão a discutir os primeiros lugares.
Temos, para começar, os lances deste encontro ao minuto nove, o gol do Benfica, um passe de Prestianni que encontra Pavlídis entre o lateral e também o central, que depois finaliza da melhor forma. Acredito que aqui no lance, o fora de jogo seja a principal preocupação.
Era essa a questão, não há fora de jogo. O Pavlídis, no momento do passe, a assistência, vamos dizer assim, do Gianluca Prestianni, tem entre ele e a linha de baliza adversária mais de dois adversários, portanto, está em posição legal, não há fora de jogo, gol legal do Benfica.
Temos depois, Pedro, ao minuto 15, um amarelo para Mestanza, da equipe do Académico de Viseu.
Sim, o Alejandro Mestanza agarrou e puxou a camisola do Gianluca Prestianni, o tal complemento antidesportivo e ao mesmo tempo falta tática, porque o objetivo é parar e destruir a jogada e, por isso, livre direto e cartão amarelo bem mostrado.
Temos também depois, ao minuto 18, novo amarelo para Correia, também do Académico de Viseu.
Exatamente pelo mesmo motivo. Cartão amarelo porque o Anthony laço direito Pavlídis quando a bola é metida a sair. Aliás, o Pavlídis já estava no meio-campo do Académico de Viseu. E portanto, uma vez mais, o objetivo é destruir a jogada, falta tática e cartão amarelo bem mostrado.
Ao minuto 25, e a fechar, creio, os lances desta primeira parte, Pedro, um amarelo, mas desta feita para um homem do Benfica, para Sudakov.
Sim, o Georgi Sudakov estica a perna esquerda para jogar a bola, só que tem o azar, não toca na bola e automaticamente, quando se falha, normalmente o que acontece? Pisa-se o pé do adversário. E pisou de sola e com os pitons o pé direito do Alejandro Mestanza e portanto este pisão, por se tratar de um entrado negligente, foi bem sancionado também com o cartão amarelo.
Temos depois, Pedro, ao minuto 68, o primeiro gol do Académico de Viseu, um canto batido com gol de cabeça. Resta saber se tudo legal no canto, naqueles braços, aquelas reunião de braços.
Eu penso que este aqui já é o segundo gol.
É verdade, já é o gol do Lovri, é em jogo corrido. O primeiro gol é de tal forma legal que nem passa por aqui.
Não, exatamente. Este é o segundo gol, é isso mesmo. E tem a ver com a questão do fora de jogo, que não há, obviamente, mas estava ali muita bala. Aliás, a equipe do Benfica fez uma opção por ali, os defesas todos em linha. O resto, o Agustinho na altura até falou sobre isso. O Robin quando cruza a bola pro André Kovics, ele parte de posição legal, não está em fora de jogo, uma vez mais, porque tem mais dois adversários entre ele e a linha de baliza e portanto, o segundo gol do Académico de Viseu é legal e sem fora de jogo.
Ao minuto 70, queixavam-se de um alegado pênalti de Meseguer, o Sofiane Meseguer, o capitão de equipe do Académico de Viseu, um eventual pênalti na área do Académico, reclamavam os homens do Benfica, mas sem motivos.
Sim, é aquela questão das mãos. O Benfica TV teve o cuidado de meter umas três, quatro ou cinco repetições de todos os ângulos. E há mão, efetivamente, mas é mão que não é penalizada. Na posição do pontapé de canto, a bola é desviada pela cabeça do Rafa Silva e isto faz com que o jogador que esteja na área, neste caso o Meseguer, ou quem quer que seja, fique surpreendido por esse desvio. Nós chamamos a isto uma bola que vem de forma inesperada, e chamamos porque é essa a palavra que está nas leis, e que acaba por ir bater quer na mão direita e na mão esquerda do Meseguer. Só que nós olhamos e o Meseguer tipo encolhe o corpo e tem os braços completamente esticados, juntos ao corpo e com as mãos ligeiramente levantadas. E é aquela situação que tu para não levares com bola, porque és surpreendido pelo desvio, encolhes-te todo e a bola acaba por ficar ali prensada entre mão direita e mão esquerda. Realmente, há toque na mão, mas é a tal circunstância que não é deliberado, não há volumetria e portanto, sem pênalti, na minha opinião, e boa decisão da equipe de arbitragem. E o VAR, obviamente, teve a rever este lance e também teve a mesma decisão.
Minuto 80, amarelo para Seitil, do Académico.
Sim. Só aqui puxar, peço desculpa. Ao minuto 80, o cartão amarelo que é mostrado ao André Seitil é por agarrar e derrubar o Richard Rios, dentro da mesma situação da falta tática. O objetivo é destruir e parar a jogada.
Temos depois ao minuto 83, sem pênalti sobre Pavlídis num lance que também envolve o jogador grego na área, e aqui reclamavam pênalti os homens do Académico, creio. Não, aliás, sobre o Pavlídis. Reclamavam pênalti na área do Benfica e reclamava Meseguer um alegado pênalti num lance que já não me recordo, na verdade.
Com o André Seitil. É aquele lance em que o Pavlídis depois acaba, até para evitar quase que a bola saia, por dominar a bola com a mão. A bola é cruzada e o André Seitil, curiosamente, que está na jogada, está à procura do Pavlídis. E o que é isto de procura? Muitas vezes os jogadores quando estão a defender, os avançados também fazem isso, às vezes esticam os braços para tentar perceber onde é que está o adversário, para estar com os olhos na bola e manter ali aquela posição se ele tiver a fugir e eu, através do tático, ir buscar. Só que este é curioso, porque o Seitil estica os braços e não consegue nem agarrar, para bem dele, nem puxar, nem empurrar, não consegue fazer nada em relação, porque o Pavlídis foge. E vê-se o jogador Seitil todo esticado, praticamente a tentativa de ir buscar o Pavlídis. Só que não consegue, e ainda bem pro Académico de Viseu, porque se conseguisse chegar, era falta. E portanto não há agarrão, empurrão, nem puxão em relação ao Pavlídis e portanto decisão correta, sem pênalti.
Temos depois ao minuto 92 amarelo para Milho Ransa, da equipe do Académico também, Pedro, bem mostrado?
Sim, cartão amarelo bem mostrado para o Igor Milio Ranza, porque ao esticar a perna acaba por rasteirar o Lukebakio. É aquela jogada à entrada da área em que o Lukebakio, pelo corredor direito, ia entrar pela área e o Milio Ranza estica a perna e derruba. Portanto, corta um ataque prometedor e daqui nasce o livre direto e os dois lances que seguem a seguir.
E ao minuto 93, a bola não entra na baliza do Académico porque há uma grande defesa in extremis em cima da linha. Nós até tivemos algumas dúvidas se a bola não poderia mesmo ter transposto totalmente a linha, mas as imagens disponíveis sugerem que não, que foi legal não ter sido marcado este golo.
Sim, é curioso, porque quando a transmissão é feita pela Sport TV, normalmente eles não têm câmaras sobre as linhas de baliza. E na Benfica TV eles têm essa opção de colocar câmaras sobre as linhas de baliza. Já não é a primeira vez que isso acontece. E neste caso concreto, essa linha e a imagem que a BTV disponibilizou é muito feliz no sentido de perceber, nomeadamente a última repetição, que o Everton, guarda-rede do Académico de Viseu, com o pé esquerdo, evita que o esférico entrasse na baliza. É o remate do Lukebakio e eu relembro, para ser golo, a bola tem que transpor completamente a linha de baliza. Infelizmente, em Portugal, já há dois anos que foi falado em sede de liga, em sede de federação, mas ainda não houve esse investimento. Aquilo que nós vimos agora no Mundial, que é a tal tecnologia de linha de golo, há umas mais sofisticadas, esta última era ligada à bola propriamente dita, à Trionda, a bola que teve no Mundial, nós ainda não temos essa tecnologia. Por acaso hoje não há dúvidas, mas muitas vezes, aliás, a maior parte das vezes, até temos alguns casos que são históricos, o do Vítor Baía, etc, de bolas que nunca ficamos a saber se transpuseram ou não completamente na baliza, ficamos com a ideia que sim, outras que não. E a tecnologia vem dissipar essas dúvidas todas e para bem do futebol. Não acontece muitas vezes, mas quando acontece, trata-se de uma questão de golo. E por isso é um tipo de investimento que, juntamente com o fora de jogo semiautomático, a federação/liga tem que mais tarde ou mais cedo fazer.
Pedro, e para fechar os lances neste encontro, antes de conhecermos a nota do árbitro desta partida, temos um lance sem penalty sobre Duran. Muito reclamaram os homens do Benfica neste lance final, um alegado toque no avançado encarnado dentro da área do Académico de Viseu, mas aqui também, como vimos pela imagem, não tocou. Mão negra, mas não há contacto.
É, pois essa é que é a questão. O João Duran fica a queixar-se como se tivesse sido tocado ou pontapeado. Muitas vezes há esses contactos e é aí que muitas vezes as opiniões se dividem, porque se é suficiente, se não é suficiente, se tem intensidade, se pontapeou, se ele se deixou cair, etc. Neste caso, eu acho que facilita a tarefa o facto de as imagens, e uma vez mais boas imagens, mostrarem que em nenhum momento, penso que ele é argentino, o Cristiano Ferreira esticou a sua perna direita, mas de forma clara e pelas repetições, não só não toca na bola, como também não toca no pé esquerdo do João Duran, que se fica ali a queixar de um eventual pontapé ou rasteira, que na realidade não existiu. E portanto, lance legal e sem penalty.
Resta saber que nota merece David Silva ou a equipa de arbitragem liderada por David Silva neste Benfica 2, Académico de Viseu também 2, Pedro.
Vou manter a bitola, nota 7, porque depois houve pormenores. Este era daquele jogo que eu tive a hesitar entre o 7 e 8, porque o grau de dificuldade foi elevado. Nós tivemos três lances de área de possível penalty, tivemos situações de golos em que os assistentes estiveram muito bem. Aliás, a gestão disciplinar e os assistentes ao nível fora de jogo foi muito boa e as decisões ao nível técnico, no sentido das áreas, e tivemos pelo menos três casos de área, também foram boas decisões do árbitro, que neste caso não precisou, entre aspas, do VAR. Ou seja, o VAR limitou-se a confirmar as boas decisões. Eu só não dou 8 porque houve ali pequenos pormenores, nomeadamente os tempos adicionais que estão a ser dados e que este ano, ainda agora começou o campeonato, se calhar foram indicações. Nós este ano não fomos à federação, não recebemos qualquer tipo de informação, com todo este rebuliço de mudanças e alterações que houve do diretor técnico, etc. Nós, comunicação social e nós ex-árbitros, não recebemos qualquer informação. Mas para terminar, vou dar nota 7, nota positiva, porque tecnicamente ao nível das áreas tudo certo, gestão disciplinar correta, os árbitros assistentes ao nível fora de jogo estiveram bem e não obstante alguns pormenores, uma ou outra falta e sobretudo a situação dos tempos extras, a equipa de arbitragem, ainda por cima com jogo 2x2, saiu por cima. Só aqui o último realce, vou dizer aquilo que também o Agustín há bocado no relatório disse, independentemente da decisão e da justiça da mesma, ter um jogo sem adeptos nas bancadas é sempre muito mau para o futebol. Espero que não se repita muitas vezes isto.
Pedro Henriques, está feito mais um "Sem Falta", a análise ao trabalho da equipa de arbitragem liderada por David Silva, que merece nota positiva no empate entre Benfica e Académico de Viseu, a duas bolas na abertura do campeonato na primeira jornada. Já só faltam 33 jornadas, Pedro. Um grande abraço. Até à próxima.
Um abraço. Obrigado.