Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Surpresa na Taça de Portugal. O Sporting foi eliminado esta noite pelo Varzim por uma bola a zero. Os Leões ainda tentaram pressionar a equipa de Póvoa de Varzim até o final da partida, mas um gol de João Faria ao minuto 70 sentenciou esta partida, que teve arbitragem de Bruno Costa. Os assistentes foram Luciano Maia e Tiago Leandro. O quarto árbitro foi André Neto. Começa aqui mais um "Sem Falta". Vamos analisar este Varzim 1, Sporting 0, como sempre, com o comentador de arbitragem e antigo árbitro internacional Pedro Henriques. Pedro, começamos ao minuto 17. Trincão viu o cartão amarelo. Boa decisão do árbitro da partida?

Não concordo muito com este cartão amarelo, embora perceba o enquadramento. O árbitro considerou que o Trincão, ao ter feito uma falta, tocou no joelho do Leonardo Teixeira, o jogador número 19, que ia com algum perigo na direção da área. O árbitro interpretou que já por estar próximo da área, cortou um ataque promissor. A questão é que a falta realmente existe, mas há quatro jogadores do Sporting a rodear o jogador e, portanto, aquela questão do ataque promissor também pressupõe não haver tantas defesas a rodear e a poder intervir. Percebo o critério do árbitro, mas nunca mostraria um cartão amarelo nestas circunstâncias.

Passamos para o minuto 25. Há aqui ou não pênalti sobre Marcos Edwards?

Não. O Edwards tenta passar entre dois jogadores. Por um lado, em relação ao Tito Júnior e o João Faria. O João Faria acaba por tocar apenas na bola, já na parte final, e o outro jogador, o Tito, o que faz é um contacto no ombro. Há ali um contacto no ombro. O Edwards, como estava a tentar furar entre eles, também já ia algum desequilíbrio e, portanto, não há qualquer simulação, obviamente que não, mas também não há motivo para pontapé de pênalti. Nenhum jogador rasteira o jogador do Sporting, que isso sim poderia levar à queda, e o único contacto que existe do Tito é no ombro e isso é legal. Portanto, boa decisão de não ter assinalado qualquer pontapé de pênalti, como foi pedido por parte do Sporting.

Passamos para o minuto 45. O árbitro da partida mostrou o cartão amarelo ao jogador do Sporting Sotiris. Boa decisão também?

Aqui sim, é a chamada falta tática, que normalmente dizemos que é uma falta útil. Basicamente, o que ele fez foi rasteirar e cortar uma saída em contra-ataque de Rúben Gonçalves e, portanto, sem qualquer interesse em jogar a bola, cartão amarelo bem mostrado.

Minuto 68, foi Joãozinho a ver cartão amarelo. Boa decisão?

Sim, é uma falta sobre Marçá. É uma daquelas situações que nós popularmente dizemos, entrou com tudo a varrer o seu adversário, portanto, uma entrada negligente, e o cartão amarelo impunha-se como foi mostrado.

Passamos para o minuto 70, podemos dizer, o lance do jogo, o gol do Varzim, deu a vitória ao Varzim, gol de João Faria, mas, Pedro Henriques, consideras que foi um gol irregular?

Exatamente. E com o VAR, o VAR teria intervido. E vou explicar por quê. No momento em que é batido o pontapé livre e no momento em que a bola parte, o jogador número 19, lá está o tal Leonardo Santos Teixeira, está em fora de jogo. E ao estar em fora de jogo, não pode haver duas faltas. Mesmo quando há duas faltas, há uma delas que prevalece em relação à outra, quando é mais grave, etc. Mas há duas infrações que este jogador comete. Primeiro, está em fora de jogo no momento em que a bola parte, mas por si só, isso não é penalizado. Mas depois, se olharmos para o que diz a lei do fora de jogo, nomeadamente a sua página 94, tem um parágrafo que é muito claro em que diz que foi isso que aconteceu com o jogador, que era o caso, neste caso, o 19, que se mova de ou se encontre na posição de fora de jogo, como era o caso, e que esteja no caminho do adversário, interfira com o movimento do adversário em relação à bola, se tal tiver impacto na cabeçada do adversário, e aqui o adversário é o Matheus Reis, jogar ou disputar a bola é considerado uma infração de fora de jogo. E o que acontece é que este jogador acabou por se movimentar saindo de fora de jogo, foi interceptar o movimento do Matheus Reis, bloqueando inclusivamente o seu movimento. E depois até acrescenta aqui que é se o jogador se mover para se colocar no caminho do adversário e impedir a progressão do adversário, por exemplo, bloquear o adversário, que foi o que ele fez, a infração já deve ser penalizada de acordo com a lei 12, ou seja, com livre direto. Isto para dizer o quê? Por um lado, um jogador que está em fora de jogo e que se movimente ou se interponha no movimento do adversário, é punido com livre indireto por fora de jogo, mas se porventura bloquear essa ação, é punido com o livre direto pela falta mais grave, que é a obstrução com contacto, que eles aqui chamam também de bloqueio. Seja pela questão do fora de jogo, que acaba por ter impacto na ação do adversário, porque sai de fora de jogo e impede a movimentação do Matheus Reis, que iria tentar obviamente chegar à bola que foi cruzada para a área. Quer seja pelo bloqueio em si, pela falta em si, nós temos aqui dois motivos para analisar e para anular com uma falta atacante. E por isso é que este gol, para mim, é irregular.

Fica feita a análise. Importa também destacar, Pedro, que nesta fase da Taça de Portugal ainda não há vídeo-árbitro, não é? Como dizia Juninho.

Exatamente, não há vídeo-árbitro.

Só há a partir dos oitavos de final, não é?

Exatamente.

Fica feita a análise. Passamos para o minuto 82. Os Leões queixaram-se aqui de pênalti sobre Rochinha. Havia ou não aqui motivo para grande penalidade?

Não, ele para já não sofre qualquer infração. Esse é o ponto mais importante. Depois o árbitro mostrou o cartão amarelo porque considerou que ele simulou. E eu também acho, que não sendo dos lances mais evidentes, que ele de alguma maneira tenta tirar partido daquela entrada entre os adversários e se projeta para o chão. Por isso, concordo, primeiro, que não haja pênalti, isso é clarinho, e depois acabo por concordar também com o cartão amarelo mostrado.

Já perto do final da partida, minuto 91, Ricardo Nunes viu o cartão amarelo. Mais uma boa decisão do árbitro?

Sim, aqui é o guarda-redes que no minuto 91 perde tempo na repor um pontapé de baliza e, portanto, cartão amarelo bem mostrado.

Minuto 95, é o último lance a analisar neste episódio do "Sem Falta". Há aqui ou não motivo para grande penalidade? Neste caso, seria para o Sporting.

A favor do Sporting. O Gonçalo Inácio rematou e ficou-se a pedir mão do Faria, do jogador que marcou o gol do Varzim. Mas como depois de terminar o jogo é que eles dão duas repetições que são muito claras, em que o jogador, o Faria, acaba por virar as costas à bola e levar com a bola nas costas. Nem sequer se coloca aquela questão da bola depois ter batido diretamente no braço ou ter ressaltado para o braço. Nada disso, nunca tocou no braço e, portanto, é daqueles lances muito claros e evidentes, com repetição, de que não houve motivo para pontapé de pênalti.

Feita a análise aos principais lances de arbitragem deste Varzim 1, Sporting 0, vamos agora dar nota à equipa de arbitragem liderada pelo árbitro Bruno Costa. Pedro, de 0 a 10, que nota merece esta noite a equipa de arbitragem deste jogo que decorreu em Barcelos?

Vou dar nota quatro, nota negativa, por uma razão muito simples. O jogo fica decidido por um gol e o gol, para mim, conforme vos expliquei, por dois motivos, duplamente irregular, quer pela questão do fora de jogo, que tem claro impacto, quer pela questão da própria obstrução com contacto, o tal bloqueio. Esse é o lance que acaba por marcar e decidir uma eliminatória e por isso nota negativa, nota quatro.

Nota quatro para a equipa de arbitragem liderada por Bruno Costa neste jogo com surpresa, Varzim 1, Sporting 0. O Varzim, a equipa da Liga 3, elimina assim os Leões da Taça de Portugal.