Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

O árbitro apitou, começa o "Sem Falta". Mais um, como sempre, com o ex-árbitro Pedro Henriques, que se junta agora a nós. Boa noite, Pedro, bem-vindo.

Muito boa noite.

Pedro, vamos olhar para os casos de arbitragem deste Futebol Clube do Porto 2, Paços de Ferreira 0. Vitória dos Dragões com a equipa de arbitragem em campo liderada por Tiago Martins, assistência de Pedro Mota e Hugo Ribeiro. Quarto árbitro foi Flávio Lima, vídeo-árbitro de António Nobre, com assistência de vídeo-árbitro de Nelson Pereira. Vamos olhar para os lances principais em destaque, os lances mais duvidosos, por assim dizer, desta partida. E vamos começar, Pedro, ao minuto 18. Pergunto se ficou por marcar um livre direto e um cartão amarelo por dar a Marcelo, isto por uma falta à entrada da área, uma falta marcada a favor do Futebol Clube do Porto.

Sim, começamos exatamente por esse lance. De resto, é o único, se calhar, erro maior da equipa de arbitragem, antecipando aqui um pouco aquilo que nós vamos dizer dos poucos lances que temos. O que acontece aqui é uma obstrução com contato de forma clara e evidente. O Marcelo, quando o Taremi lhe faz um túnel, digamos que deixa o seu corpo para trás para impedir a progressão do Taremi. É uma falta que era passível de livre direto, porque foi fora da área. Aqui a questão que se colocava era que se o Taremi se passasse ficava isolado, mas não, porque havia mais jogadores envolvidos na jogada, isto é, tanto ao lado direito como ao lado esquerdo, relativamente ao Taremi, havia defensores do Paços de Ferreira que ainda poderiam intervir em tempo útil. Portanto, estamos a falar de um ataque prometedor e não uma clara oportunidade de gol. Por isso, livre direto e cartão amarelo, que era aquilo que devia ter acontecido. O árbitro que viu bem o lance, estava de frente, fez até o gesto para seguir, fez uma interpretação que o contato não foi incorreto, mas de qualquer maneira houve erro da equipa de arbitragem neste lance.

E vamos avançar até o minuto 42, antes de avançarmos para a segunda parte. Pergunto aqui um lance que gerou algumas dúvidas na área do Paços de Ferreira. Ficaram ali pedidos de pontapé de pênalti. Pergunto se haveria mão de Stephen Eustaquio neste lance. E pergunto também, há ali depois uma carambola com o guarda-redes Jordi. Havia aqui motivo para infração dentro da área do Paços de Ferreira?

Dois momentos distintos de possíveis pênaltis, neste caso, a favor do Futebol Clube do Porto. Vou começar já pelo fim, por dizer que em nenhum dos momentos há infração. Primeiro, é uma bola parada, desviada por um atacante do Porto, e é esse desvio que faz com que a bola, de forma inesperada, fosse ao braço direito do Stephen Eustaquio, que tinha o seu braço ao longo do corpo, em posição absolutamente normal e sem ganhar volumetria. Portanto, aqui não havia motivo para pontapé de pênalti. No ato contínuo, a bola sobra pro Pepe, que até remata de forma perigosa, a bola até foi às malhas laterais. O Jordi, o guarda-redes, está a fazer aquilo que é a mancha, na perspectiva de cobrir o maior ângulo possível em relação à baliza. E depois o Pepe, após rematar, acaba por ele próprio tentar evitar o contato com o guarda-redes, mas não consegue, salta e cai em cima dele. Portanto, não há aquilo que aparentemente podia ter ficado, que era o Jordi, ao fazer a mancha, poder-se ter saído e ser ele a derrubar o Pepe. Não aconteceu. Portanto, resumindo e concluindo, boa decisão da equipa de arbitragem. Nem Stephen Eustaquio nem Jordi fizeram qualquer infração que fosse passível de pontapé de pênalti.

E avançamos, por isso, Pedro, até ao minuto 62, com cartão amarelo a Maracás, do lado do Paços de Ferreira. Foi bem mostrado este cartão?

Sim, são agora situações de cartão amarelo que nós vamos falar. E este é bem mostrado, porque é uma entrada fora de tempo, isto é, quando ele lá chega, só encontra o adversário e acaba por tocar e derrubar o seu adversário. Entrada negligente, que põe em risco,emprega, neste caso, o seu adversário na perspectiva da infração que comete e, por isso, cartão amarelo bem mostrado.

Avançamos assim, mais uma vez, Pedro Henriques, avançamos para o minuto 70, em que há cartão amarelo a Bruno Costa. Pergunto se este amarelo foi bem mostrado.

Sim, amarelo também bem mostrado. É uma entrada também durinha, negligente, enquadrada exatamente naquela situação semelhante em relação ao cartão amarelo anterior, só que neste aqui foi na disputa mesmo de bola. Por isso, cartão amarelo bem mostrado.

Avançamos mais uma vez até o minuto 75, desta vez com mais um lance de possível pontapé de pênalti, uma queda na área de Mehdi Taremi, ficaram pedidos de pontapé de pênalti do lado do Porto. Havia motivo aqui para assinalar pênalti nesta altura, Pedro? Ainda estava o jogo em 0 x 0.

Sim, um lance com o Marcelo. Um lance muito interessante, porque deixa dúvidas nas primeiras repetições e só depois, com a imagem de ângulo inverso, do lado contrário, é que nós ficamos esclarecidos que não há falta. O Taremi, curiosamente, quando sente que o Marcelo, com a sua perna direita, se aproxima para tentar disputar a bola, ele estica o seu braço esquerdo e, no fundo, tenta manter a distância, mas está a fazer falta, porque acaba por tocar no peito do seu adversário. E curiosamente, é o Taremi que toca com o seu pé no calcanhar do Marcelo. Portanto, não há infração, porque visto das imagens da transmissão em direto e das primeiras repetições, ficava a ideia que o Marcelo, com o seu joelho, tinha tocado no joelho de Taremi. O mais importante é que não houve, efetivamente, pontapé de pênalti. Lance bem decidido por parte da equipa de arbitragem. De resto, o vídeo-árbitro teve que verificar este lance e naturalmente que terá chegado à mesma conclusão. Não houve infração.

Avançamos então até ao minuto 90. Francisco Conceição entrou nos instantes finais do jogo, no último quarto de hora da partida e mesmo assim viu o cartão amarelo, minuto 90. Viu bem este cartão, foi bem mostrado?

Sim, é aquela falta antidesportiva enquadrada no agarrar de forma evidente e ostensiva o seu adversário. E quando assim é, obviamente que o árbitro tem que mostrar o cartão amarelo, porque a utilização dos braços não é permitida no futebol e sobretudo quando se agarra o adversário, não há qualquer objetivo de jogar a bola, é apenas de destruir uma jogada ou um lance, e essas situações são passíveis de cartão amarelo.

Pedro, vistos os lances, pelo menos estes principais que causaram maior dúvida, resta saber a nota final, de 0 a 10, quanto é que merece, na tua opinião, esta equipa de arbitragem liderada por Tiago Martins, hoje no relvado do Estádio do Dragão?

Nota claramente positiva. Não que tenha muito trabalho ao nível das áreas, mas o trabalho que teve foi bem ajuizado. Controlou o jogo técnica e disciplinarmente. Tivemos aquele primeiro lance que referimos, mas como foi fora da área, enfim, não é um mal maior em relação ao jogo. Por isso, nota positiva, nota 7.

Nota 7 para a equipa de arbitragem liderada por Tiago Martins, assistência de Pedro Mota e Hugo Ribeiro, quarto árbitro Flávio Lima, vídeo-árbitro de António Nobre e assistência de vídeo-árbitro de Nelson Pereira. Nota 7 neste Futebol Clube do Porto 2, Paços de Ferreira 0. E Pedro Henriques, voltamos agora para a semana, no próximo fim de semana, com o regresso do campeonato. Vamos ter um Benfica-Braga, um jogo grande para também analisarmos aqui na Rádio Observador, como sempre, no "Sem Falta". Boa noite, Pedro. Obrigado.

Muito obrigado. Boa noite.