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Notícias. Beatriz Félix, estão já a ser libertados alguns dos manifestantes detidos durante esta madrugada nas acampadas de Porto e Lisboa.
E foram 31 detidos, 25 no Rossio, na capital, e seis na cidade do norte do país. Estas detenções aconteceram na sequência de uma intervenção policial sobre os manifestantes em causa. Esteve em cumprimento de ordem pública, isto porque as autoridades tinham avisado que as centenas de manifestantes poderiam ficar a pernoitar nas praças, desde que não fossem montadas tendas, mas os manifestantes acabaram por decidir o contrário em assembleia popular. Foram feitos vários avisos, depois do terceiro, por volta das duas da manhã, a polícia acabou por investir. Em Lisboa, quem esteve a acompanhar em direto toda esta ação foi o jornalista David Biléu. E David, a polícia agiu, para além da Praça do Rossio, nas ruas da capital.
Os manifestantes pela habitação em Lisboa já se encontram completamente dispersos. Na Praça do Rossio, já ocorrem os trabalhos de limpeza da praça e da estátua Dom Pedro IV. Esta intervenção policial começou às duas horas da manhã, após o terceiro aviso das forças de segurança para que os manifestantes desmontassem as tendas que tinham aqui, que a polícia avisou os manifestantes três vezes que depois da meia-noite e meia não seria permitido as tendas continuarem montadas aqui na praça. Os manifestantes resistiram, consideram que a legalidade está do lado deles. O mesmo pode ser dito para as forças de segurança. Ambos acreditam ter a lei do seu lado. E, portanto, esta intervenção policial começou, as forças de segurança começaram a avançar perante os manifestantes e houve aqui situações bastante tensas de confronto entre os manifestantes e a polícia, de alguma violência, lançamento de petardos por parte das autoridades e também depois a debandada destes manifestantes, que viram que não conseguiam fazer face ao avanço das autoridades e, por isso, começaram a deslocar-se pra Praça da Figueira, onde ainda estiveram durante alguns largos minutos. E foi na Praça da Figueira onde ocorreram também os primeiros socorros a estes feridos. Os manifestantes organizaram-se novamente numa assembleia para perceber o número de desaparecidos e também o número de possíveis feridos, inclusivamente pessoas que tivessem levado alguma bastonada por parte das autoridades. Um pouco mais tarde, as autoridades decidiram também avançar na Praça da Figueira e obrigar, no fundo, os manifestantes a recuar. Os manifestantes recuaram e recuaram pra Rua da Madalena e depois foram em direção ao Martim Moniz, onde estiveram durante bastante pouco tempo, porque as autoridades voltaram a demonstrar a intenção de avançar e de novamente obrigar estes manifestantes a recuar. Foi aí que começaram mais a dispersar-se, ainda estiveram na Rua dos Cavaleiros, onde montaram uma espécie de barricada, onde puseram vários caixotes do lixo a bloquear a entrada da rua, mas a situação não durou muito tempo, porque os caixotes foram repostos muito rapidamente e depois de terem subido a Rua dos Cavaleiros, a verdade é que esta manifestação se dispersou completamente. E, portanto, agora o que se vê aqui nas ruas de Lisboa é uma situação calma, uma situação que de fato não se compara ao que foi vivido aqui nas primeiras horas da madrugada.
David Biléu, repórter do Observador, que esteve a acompanhar esta investida das autoridades no Rossio. A esta hora já não há equipas de limpeza na praça. Foram embora por volta das seis da manhã. Há também registro de vários feridos na sequência desta intervenção. O último balanço da PSP dá conta de 11, entre eles oito civis e três agentes das autoridades.
Para justificar a intervenção desta madrugada, a polícia fala numa ocupação do espaço público.
Isto depois de vários avisos e negociações. Quem o diz é Sérgio Soares, subintendente da PSP, numa conferência de imprensa que aconteceu ainda durante esta madrugada, depois de acabada esta ação das forças policiais.
A PSP encetou diversas ações de diálogo, sensibilização, comunicação, mediação com os manifestantes, até de negociação, se quisermos, para tentarmos demover os mesmos relativamente à questão temporal, aos limites impostos pelo Decreto de Lei 406/74 e relativamente às estruturas de acampamento, que não estando licenciadas, não poderiam manter-se naquele local, uma vez que havia uma ocupação do espaço público de forma indevida. Apesar dessas ações da Polícia de Segurança Pública de diálogo, não houve esse acatamento por parte dos manifestantes, quer na cidade do Porto, quer na cidade de Lisboa, o que nos motivou a intervir.
São as declarações de Sérgio Soares, subintendente da PSP, que falou esta manhã para dar um ponto de situação. Os detidos desta última madrugada vão agora ser presentes a juiz. Está marcado pra amanhã esse primeiro interrogatório. No total, estes protestos já levaram a 86 detenções.
Hoje o Brasil decide quem vai ser o próximo presidente.
Os eleitores são chamados a escolher entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Um deles vai ser hoje eleito presidente do Brasil. São quase 160 milhões de brasileiros que hoje estão aos comandos desta missão. Em Lisboa estão abertas as urnas. Essa abertura aconteceu por volta das oito da manhã na Cidade Universitária. É lá que está a repórter do Observador, Maria Inês Rocha. Maria Inês, já há muita gente na Alameda das Universidades?
Sim, já estão formadas várias filas, Beatriz, mas filas que andam a um bom ritmo. As pessoas avançam em passo apressado para irem votar aqui na Cidade Universitária. A votação em Lisboa é distribuída por três edifícios: a Faculdade de Letras, a Reitoria da Universidade de Lisboa e ainda a Faculdade de Direito. No caminho para aqui, já vi muitos carros estacionados nas ruas paralelas e também várias pessoas com camisolas, cachecóis, chapéus e até bandeiras do Brasil. Vejo, neste momento, milhares de pessoas que se dividem em três filas. As urnas abriram há cerca de uma hora e fecham às 17h, nesta que é a segunda volta das eleições presidenciais do Brasil. Os brasileiros residentes em Portugal podem votar aqui em Lisboa, mas também no Porto ou em Faro. Um facto importante é que o voto é obrigatório para os cidadãos brasileiros entre os 18 e os 70 anos, mesmo que residam fora do Brasil. Portanto, esperamos muita gente aqui hoje e neste momento já é possível ver milhares de pessoas na Cidade Universitária para votarem.
Maria Inês Rocha, em direto da Cidade Universitária, que vai estar a acompanhar a ida às urnas de centenas de brasileiros que hoje vão escolher o novo presidente. Na primeira volta, a abstenção em Lisboa foi superior a 63%. Na primeira volta venceu também Flávio Bolsonaro. Agora, a expectativa mantém-se sobre quem vai ser o próximo presidente do Brasil.
E logo à noite há uma emissão especial na Rádio Observador para acompanhar os primeiros resultados destas eleições no Brasil. Vai poder acompanhar essa emissão também através do YouTube do Observador. No desporto, o Sporting recebe hoje o Académico de Viseu. Rui Borges afirma que a equipa já identificou os erros cometidos na última partida e diz que o jogo deste domingo vai ser diferente.
Os leões vêm do primeiro desaire, primeiro desgosto na Liga dos Campeões, uma derrota por 3x2 frente ao LASK. E na antevisão do jogo frente à formação dos Viriatos, Rui Borges revela que o Sporting vai estar mais focado naquele que é o próprio plano de jogo e detalha que este desafio frente ao Académico vai ser diferente daquele que foi o jogo da Champions.
Dentro daquilo que foi o jogo, nós identificamos claramente o porquê das coisas, o que poderíamos ter feito melhor em termos individuais e coletivos, para que no futuro não volte a acontecer da mesma forma. Por isso, em relação ao jogo do Académico, é totalmente diferente, equipas diferentes, dinâmicas diferentes, levam-nos a ter comportamentos diferentes dentro daquilo que é a nossa ideia de jogo, e focamo-nos muito mais naquilo que temos que fazer com o Académico do que propriamente agora naquilo que fizemos com o LASK ou que temos de dar continuidade. Não, no LASK nós olhámos, percebemos e falámos naquilo que não fomos tão bons. E agora para o Académico, estamos dentro daquilo que é a estratégia, dentro daquilo que é os comportamentos que nós temos individuais e coletivos para a equipe.
Rui Borges, na antevisão ao jogo de hoje. O treinador leonino também ainda não desvendou quem vai ser o titular na baliza deste encontro entre o Sporting e o Académico de Viseu. O jogo tem início às 20h30.
A emissão especial de desporto com o relato e análise a esta partida arranca depois do jornal das 20h. Fica por aqui as notícias com a Beatriz Félix. Atualizamos a informação às 21h30.