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Este programa tem o apoio de Betclic, desafie as odds.

Olá, chamo-me Pedro Henriques e em nome do futebol, joguem a Fantasy Liga Portugal Betclic. Fantasy porque não há nenhum comentário ao árbitro. Aliás, somos todos treinadores. Vão ao fantasylpbetclic.pt e podem jogar em qualquer lado, como eu, agora aqui nos corredores da Rádio Observador, que ando a escolher avançados. Bem, tenho que trabalhar, senão ainda sou eu que levo um cartão vermelho.

Mais uma vez, muito boa noite. O meu nome é João Lourenço, estamos aqui no Sem Falta para analisar o primeiro clássico desta temporada 25/26, com essa vitória do Futebol Clube do Porto por duas bolas a uma, frente ao Sporting no Estádio José de Alvalade. Pedro, mais uma vez, muito boa noite.

Boa noite.

Antes de todos estes lances, creio que tens um lance que vai fazer bastante importância durante as próximas jornadas de campeonato.

Sim, porque já que o nosso patrocinador é a Betclic e como todos nós somos treinadores e queremos pôr os nossos atos de treinadores na escolha de jogadores, é aproveitar quem nos segue, quem nos ouve, irem ao Fantasy Liga Portugal Betclic e fazerem as suas escolhas, as opções. Portanto, vão ao fantasylpbetclic.pt, têm lá os jogadores todos do nosso campeonato, é só fazerem o vosso 11 e jogarem. Portanto, é o meu desafio.

E vamos agora aos lances deste clássico, que teve ainda bastantes emoções. Começamos na primeira parte, exatamente no primeiro minuto, até porque Borja Sainz manda uma bola ao poste direito da baliza de Rui Silva, mas caso esta bola entrasse, o VAR teria que ser acionado, por assim dizer.

Sim, porque o Borja Sainz, quando toca a bola de cabeça, aliás, peço desculpa, quando o Luuk de Jong toca a bola de cabeça, porque é ele que dá o toque, o Borja Sainz, que depois vai dar o pontapé de bicicleta, estava adentrado em relação ao penúltimo adversário. Não obstante pelo meio haver um jogador do Sporting que tenha tocado a bola e as pessoas têm a ideia que quando a bola vem de um adversário, automaticamente o jogador fica sem estar na posição fora do jogo. Para isso acontecer, é preciso que esse jogador esteja sozinho a fazer esse toque na bola para que consideremos que a bola vem do adversário. E não foi o caso. Ele estava a disputar a bola com o adversário e nessas circunstâncias considera-se sempre chamada bola de ressalte. E, portanto, resumindo e concluindo, teria que ser analisado o momento de cabeceamento, de assistência, chamemos assim, do Luuk de Jong e, portanto, o gol, caso a bola entrasse na baliza, teria que ser anulado por fora de jogo.

Já ao minuto nove há um lance na área, mas sem penalty para Nehuén Pérez.

Sim, na altura o Sporting ficou focado naquilo que seria um pontapé de canto, porque a bola bateu no Nehuén Pérez após o remate do Luís Soares e praticamente, digamos que a queixa foi só essa, e era, o árbitro deu pontapé de baliza de forma errada, mas o mais importante é que a bola ao bater, bateu na mão esquerda do Nehuén Pérez e aqui estaria a questão da análise de um possível pontapé de penalty. Quando nós olhamos para o lance, percebemos que o Nehuén Pérez está a recolher o seu braço esquerdo, portanto, fazer o movimento para dentro, a fechar. Tem o braço em posição normal, natural para o gesto que está a fazer e quando realmente a bola toca na mão, pode-se dizer que o braço está numa posição normal, natural, relativamente perto do corpo e sem a tal volumetria extra, até pelo movimento que estava a fazer de puxar para dentro e normal para aquele momento do remate. E, portanto, é isto que normalmente está em cima da mesa, a volumetria extra, a questão da posição e do braço estar no sítio adequado ao movimento técnico e ao gesto técnico e sobretudo este movimento de recolha e mais, o remate é feito de perto, chamada bola inesperada à queima. Portanto, tudo isto são fatores para dar legalidade à ação no sentido de não ser pontapé de penalty.

Minuto 18, sai o primeiro cartão amarelo mostrado por João Gonçalves, o árbitro da Associação de Futebol do Porto, e é para o defesa central dos Dragões, Ben Narek.

Compreendendo aquilo que o árbitro vê no campo, eu, sentado no sofá e com as repetições, não daria. O árbitro vê uma entrada por trás sobre o Luís Soares e, portanto, quer segurar o jogo e sente que há ali uma entrada já mais dura e negligente. O Ben Narek é que faz a entrada realmente por trás, mas o contato é com a perna direita, na perna direita do Luís Soares e a raspar. Portanto, nem sequer é piton ou sola, entrada no calcanhar, nada disso. É perna com perna, derruba o jogador do Sporting que está de costas para o meio-campo adversário. Eu, percebendo aquilo que o árbitro vê, eu com as repetições, não mostrava cartão amarelo.

E prosseguimos também em cartões, neste caso para o banco dos azuis e brancos, foi cartão vermelho direto para o assistente de Francesco Farioli.

Sim, é o Lindot que é expulso. Aqui não há nada a dizer. Quem está lá é o quarto árbitro, é o árbitro assistente, que perante protestos, mas provavelmente de forma mais exagerada, chamado comportamento irresponsável, que é este o termo correto, muito provavelmente numa linguagem excessiva.

Lance bem junto à linha, junto ao banco do Futebol Clube do Porto.

Exatamente. Acabou por chamar o árbitro e o árbitro mostrar o cartão vermelho. E aqui é só para referir, não faço comentário, porque obviamente, a única coisa que sabemos é que este ano foram dadas indicações para tolerância zero para os bancos suplementares e para quem está no banco. Não é bem uma tolerância zero, mas é rigor para que não descambe naquilo que se viu muito ano passado, que é os bancos completamente de pé, toda a gente a protestar e isso tira a autoridade ao árbitro. Portanto, vou sempre dar como boa estas decisões disciplinares relativamente aos bancos.

Minuto 33, sai mais um cartão amarelo, neste caso para Borja Sainz.

Embora numa primeira análise, o Borja Sainz passou pelo Ricardo Mangas e aparentemente tinha dado só um cheirinho no ombro. Depois, com a imagem vista da linha lateral, da câmera fora do jogo, percebe-se que é mesmo com um género, não é uma cotovelada, mas é passado com o cotovelo e dá ao nível da barriga. A ver se percebemos, o Mangas mandou-se para o chão como se tivesse sido atropelado e, portanto, nessa perspectiva, o Ricardo Mangas claramente exagerou por um toque que levou.

Achas que devia ter levado amarelo também?

Poderíamos ir aí também, mas a questão que se coloca para mim mais importante é esta: imaginemos que o jogador faz aquele toque, como fez, e que o Ricardo Mangas, em vez de se mandar para o chão, dava um murro no adversário. O que nós íamos dizer? Cartão vermelho para o Mangas, eventualmente, por ter agredido o adversário, mas amarelo para quem provocou. E é isto que é importante perceber. Não é o contato em si, nem o exagero da maneira como o Mangas se manda para o chão. É a provocação que muitas vezes, de coisas simples, originam casos maiores. E neste caso, por este gesto provocatório, não tanto pela ação em si do toque, que é praticamente ligeiro, mas é pela provocação desnecessária, o cartão amarelo bem mostrado.

Seguem-se os cartões amarelos nesta partida entre o Sporting e o Futebol Clube do Porto. Neste caso, para os lados dos verdes e brancos, é Zeno Debast.

Uma entrada sobre o Rúben Amorim, na ocasião esticou a perna direita e com a sola da bota e com a parte da ponta dos pitons, acabou por acertar no pé direito também.

Prosseguimos esta análise ainda na primeira parte, neste caso com um lance de possível pênalti sobre Geny Catamo, na área dos Dragões, ainda na primeira parte.

Sim, sem pênalti do Francisco Moura sobre o Geny Catamo. O que nós vemos aqui? Que o Geny está a entrar na área da equipa do Porto e acaba por cair, mas com as repetições e a câmera do topo é muito boa nesse aspecto, e acaba por estar desabaliza. O Francisco Moura coloca a mão direita nas costas de Geny Catamo. E o Geny Catamo coloca a mão esquerda, e não é nesta ordem, é simultâneo, coloca a mão esquerda também nas costas de Francisco Moura. E quando ambos os jogadores colocam as mãos uns nos outros, estão a cometer, no fundo, uma infração mútua ou das duas uma. Neste caso concreto, o que os árbitros fazem, porque são essas indicações, é deixar prosseguir o lance, prosseguir o jogo, não marcar nada, porque, no fundo, estão os dois a cometer uma infração. E portanto, neste particular, a queda dos dois jogadores acontece porque os dois jogadores usam as mãos um no outro. E por isso, bem, o árbitro a seguir as instruções que são dadas é deixar seguir estes lances. E o VAR confirmou, obviamente.

E terminamos a primeira parte com um amarelo, neste caso para Nuke Tiong.

Com a mão direita no ombro esquerdo do Geny Catamo, para tentar, numa fase inicial, retardar e depois mesmo destruir a jogada, retardar a corrida do Geny e depois acaba mesmo por fazê-lo cair. É a chamada falta tática, o jogador do Sporting ia com alguma velocidade já no meio campo adversário, cartão amarelo bem mostrado.

Terminamos a primeira parte com um amarelo e começamos a segunda parte também com um amarelo. João Gonçalves mostrou a cartolina amarela.

Não, não mostrou. Não mostrou, mas devia ter mostrado ao William Gomes.

Minuto 52.

Exatamente. Faltou mostrar cartão amarelo ao William Gomes. Esqueci-me de pôr aí que faltou mostrar, se calhar pus cartão amarelo ao William Gomes, porque faltou mostrar. No lançamento de linha lateral, se bem se recorda, o Wuhan vai fazer o lançamento de forma rápida e o William Gomes saltou na vertical por cima dele, interceptando mesmo a bola. E a regra é muito simples: nos lançamentos laterais, jogadores adversários de quem lança têm que estar a dois metros de distância, para evitar aquilo que acontecia no meu tempo, que não havia esta regra e os jogadores podiam estar à frente. Mas mais importante que isto tudo é, não é só estar a distância mais curta, é que ainda por cima saltou e interceptou a bola e, portanto, retardando aquilo que, no fundo, foi o lançamento de lateral e devia ter visto aqui cartão amarelo e não viu.

Vamos aos gols, mas neste caso não no seu conteúdo, mas acima de tudo nos festejos. Minuto 61 e 64, houve objetos lançados pelos adeptos em direção a jogadores do Futebol Clube do Porto, até mesmo Zaidu teve que ser assistido pela equipa técnica dos Dragões.

Eu aqui faço uma crítica nos dois sentidos, do público ou dos adeptos, que obviamente não podem, não devem mandar o que quer que seja e obviamente que isqueiros mandados ou como às vezes acontece com moedas, acaba por acertando nos jogadores.

Creio que o primeiro lance foram isqueiros.

Exatamente. Aqui foi isqueiros, porque é isso que se vê na mão, até depois de ser dado ao árbitro. O árbitro fica com dois isqueiros, que obviamente depois vai dar aos delegados da liga e que obviamente tanto no relatório do árbitro como no relatório dos delegados da liga tem que aparecer isso. Mas também aqui critico um bocadinho às vezes os jogadores que, claro, têm que festejar. Depois, se o estádio majoritariamente é do Sporting, eles festejando para qualquer lado, terão sempre adeptos do Sporting, ainda por cima com estas retiradas. Enfim, os adeptos agora estão mais próximos dos jogadores com aquela retirada.

E só lembrar que também uma das claques do Sporting está até próxima daquela baliza.

Mas aqui minha crítica também é em relação aos jogadores que têm que ter algum cuidado, que uma coisa é comemorar, outra coisa muitas vezes é fazer determinados gestos que são provocatórios. E nesse aspecto, os jogadores também têm que ter aqui alguma cota de responsabilidade, que é comemorarem, sim, comemorarem com eles, comemorarem, sobretudo, com os seus próprios adeptos e terem algum cuidado quando se dirigem, sobretudo em relação aos adversários. E portanto, isto não invalida, ou melhor dizendo, isto não valida aquilo que foi a atitude dos adeptos, que é mandarem objetos para dentro do campo, mas aqui uma crítica nos dois sentidos.

Felizmente, nenhum jogador do Futebol Clube do Porto ficou lesionado com esse arremesso de objetos. Minuto 66, há um amarelo para Gonçalo Inácio.

Sim, mas já agora, desculpa, sim, tens razão e vou falar já nisso. Esqueci-me de dizer aqui, porque não coloquei aí, porque na sequência disto, o Samu, que depois vai a jogo, na sequência diz que estava no banco, viu o cartão amarelo exatamente, depois viu-se pelo cumprimento antidesportivo. Por quê? Virou-se para a bancada e também fez gestos provocatórios. Eu aqui esqueci-me de acrescentar que há especificamente um cartão amarelo para alguém que depois até acaba por entrar no jogo já com cartão amarelo. Minuto 66, cartão amarelo Gonçalo Inácio, porque estica a perna, rasteira o William Gomes quando este vai na direção do goleiro adversário, corta claramente um ataque prometedor. O Sporting tinha acabado de perder a bola, portanto acabou por fazer ali um corte de ataque prometedor, uma falta tática, o objetivo era parar ali a jogada e por isso o cartão amarelo bem mostrado.

Dois minutos depois, há mais um amarelo, neste caso para o estreante do Futebol Clube do Porto, Páblo Rosário.

É aquela situação que temos vindo a falar muitas vezes. Está a proteger a sua bola, abre claramente o seu braço esquerdo totalmente para o lado e para trás e acerta claramente na cara do Morten Hjulmand. Cabeça, cara, nuca, é uma zona que a UEFA, FIFA, Intuição de Bordo, querem proteção. Tudo que é mãos, braços, cotovelos, no sentido de acertar nesta zona é para ser punido sempre com livre direto e depois conforme a gravidade, amarelo ou vermelho. E os jogadores não têm necessidade nenhuma de levarem cartões amarelos, porque têm a bola em seu domínio e não têm é que esticar e abrir os braços. Eles dizem que é sempre por ação normal dos braços. Não foi. Foi mesmo de liberdade, por isso cartão amarelo bem mostrado.

Minuto 74, há o golo dos Leões, um autogolo, neste caso, do Nehuén Pérez. Minuto 74, há ali um problema ou ainda há a dúvida da linha do fora de jogo, a Ricardo Mangas.

Mas a decisão é correta no momento do passe de Gonçalo Inácio para a entrada da área, no lado esquerdo, como atacava o Sporting. O Ricardo Mangas está em jogo, tem mais dois adversários entre ele e a linha de baliza adversária e, por isso, tudo correto a nível fora de jogo. Foi no limite, mas foi uma boa decisão.

Minuto 80, há um amarelo para Giorgio Vagianidis.

Sim, porque o braço também, de forma deliberada, impediu a progressão do Zaïdu quando este estava a fazer uma transição, ia já com velocidade no meio-campo do Sporting, por isso cartão amarelo bem mostrado. Mais uma falta tática punida.

Para terminar, há amarelo para o avançado do Sporting, Luís Soares.

Faltou o cartão amarelo, era esse do Hélio Gomes, que eu não pus, que faltou. Aliás, são os dois erros maiores em termos de arbitragem, se é que se pode dizer assim, que não tem qualquer impacto no jogo, porque o Luís Soares ao saltar para disputar a bola de forma mesmo clara e deliberada, com o ombro e com parte do braço, vai mesmo na direção da cabeça do Páblo Rosário e acerta e derruba-o. Portanto, é uma entrada negligente, é um comportamento desportivo e aqui faltou o cartão amarelo para mostrar.

Pedro, para terminar, João Gonçalves, que se estreia em clássicos no futebol português, um árbitro da Associação de Futebol do Porto. Que nota é que dá ao árbitro da partida?

Nota sete. Para o primeiro clássico, este jovem árbitro saiu com nota claramente positiva. Teve pequenas falhas no plano disciplinar que nós assinalámos aqui, mas sem qualquer impacto. O importante foram as áreas. E nas áreas, os dois maiores destaques são, para mim, o minuto nove e o minuto 45, em que tanto Nehuén Pérez não fez penalti, como também no minuto 45 o Francisco Moura não fez penalti sobre o Geny. Este para mim é o grande destaque. Ou seja, falhou no plano disciplinar das outras situações, esteve muito bem nas áreas e está bem que o jogo teve oito cartões amarelos, mas teve apenas 23 faltas, fez uma boa gestão do jogo, controlou o jogo e, no meu ponto de vista, num grau de dificuldade elevada, como é sempre um jogo destes, um clássico, acaba por sair claramente com a nota positiva, nota sete.

Nota sete para João Gonçalves, o árbitro desta partida. Já sabemos que amanhã há esse Alverca-Benfica e, por isso, haverá "Sem Falta", o "Sem Falta" com Pedro Henriques. Pedro, mais uma vez, muito obrigado.

Obrigado, boa noite. Obrigado.

Este programa tem o apoio de Betclic. Desafie as odds. Olá, chamo-me Pedro Henriques e em nome do futebol, joguem a Fantasy Liga Portugal Betclic. Fantasy porque não há nenhum comentário ao árbitro. Aliás, somos todos treinadores. Vão ao fantasylpbetclic.pt e podem jogar em qualquer lado. Como eu, agora aqui nos corredores da Rádio Observador, que ando a escolher avançados. Bem, tenho que trabalhar, senão ainda sou eu que levo um cartão vermelho.