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e palmas ] Muito boa noite. Está no ar mais um Sem Falta, nesta oitava jornada marcada por duas partidas, dois clássicos. Primeiro, o Sporting frente ao Sporting de Braga, que terminou com o empate a uma bola e, mais perto desta hora, desta 00h35, também terminou esse Futebol Clube do Porto 0, Benfica 0. Dois jogos que, como já sabíamos, iriam ter vários lances, também a análise aos árbitros e para isso já tenho comigo o audioárbitro da Rádio Observador, Pedro Henriques. Boa noite, Pedro.
Muito boa noite.
Começamos pela partida do Sporting Clube de Portugal frente ao Sporting Clube de Braga, nesse jogo que terminou empatado a uma bola e um jogo que foi arbitrado por Cláudio Pereira. Já lá vamos à avaliação do árbitro, mas começamos pelo lance ao minuto 14, porque há um lance na área do Sporting, mas ainda assim não há penalty sobre Viktor Carvalho.
Sim, estes lances às vezes podem fazer alguma dúvida e confusão às pessoas, na perspetiva que quando se vê alguém a agarrar alguém, a ideia é se está a agarrar e se fizermos uma fotografia, automaticamente é infração. A questão é que foram dadas instruções e indicações e em breve eles vão reforçar isso, até porque esta jornada foi pródiga em alguns lances, quer no jogo do Sporting Braga, quer no jogo do Porto com o Benfica, desses tais agarrões, e as indicações foram dadas e que vão ser reforçadas, é qualquer coisa como isso. É que quando há um agarrar, mesmo que depois possa haver algum esticar da camisola, que com a fotografia se tira e se vê esse agarrar, tem que ser bastante ostensivo, bastante evidente, e depois a queda do jogador que eventualmente está a ser agarrado, tem que ser proporcional a esse agarrão. E neste caso aqui é o Maxi, numa bola parada, em que está o Maxi Araújo, que está a agarrar a camisola do Viktor Carvalho, mas depois a tal consequência que se pretende é que o jogador bracarense, para cair, deveria cair em função do agarrão, que disso é para trás, porque está a ser eventualmente puxado. E ele cai exatamente ao contrário, para a frente. O que significa que, não obstante este agarrar, um agarrar e largar de imediato, digamos que a queda não tem consequência, ou seja, não é chamada causa/efeito, parece que uma coisa não joga com a outra. Por isso é que estes agarrões têm que fazer com que o jogador não chegue à bola, perca a bola, não consiga cabecear ou arrematar, ou que cabeceie ou arremate de forma incorreta, e que a sua queda tenha a ver exatamente com a forma como eventualmente está a ser agarrado. Por isso é que muitas vezes nós falamos em intensidade. Parece ser demasiado pouco, isto é, agarra e larga, e o jogador quando cai, cai à posterior, porventura por sentir esse agarrão e por sentir que já não vai conseguir chegar à bola. Portanto, no meu ponto de vista, sendo um lance que é sempre discutível, sobretudo se fizermos uma fotografia, acho que não há essa tal causa/efeito, essa tal consequência, e por isso dou como boa a decisão de não penalty neste caso.
Cinco minutos depois, há o primeiro gol da partida, Luís Suárez inaugura o marcador.
Sim, Morita passa para o Pedro Gonçalves, embora o Luís Suárez é que tenha marcado o gol, a questão estava se o Pedro Gonçalves no corredor esquerdo, à saída do meio-campo, estaria ou não em fora de jogo e depois, no momento do passe do Morita, percebe-se que ele está claramente em jogo e por isso não há qualquer incorreção neste gol, nomeadamente nessa questão do fora de jogo.
Proseguimos para o minuto 31, até porque há novo lance na área do Sporting. Parece que há um tacão deslizante de Maxi Araújo, mas ainda assim não há razão para penalty.
Sim, a questão aqui não é por causa disso, mas é se a bola que bateu no braço esquerdo de Maxi Araújo, que já estava no chão, se eventualmente teria feito infração para mão, tipo foi lá de forma deliberada, havia volumetria, nada disso. O braço esquerdo está completamente dobrado, junto, mesmo encostado ao corpo, é mais a bola que vai batendo no braço do que propriamente outra questão. E o braço tem que estar apoiado no chão, neste caso até está junto, colado, não há qualquer volumetria extra e, portanto, boa decisão, sem motivo para pontapé de penalty.
Minuto 39, começam as cartolinas, a primeira para Pedro Gonçalves, numa falta que é junto aos bancos, mas este cartão amarelo, Pedro, não é muito pela falta.
Não, é pelos protestos. E, portanto, eu em relação aos protestos, independentemente do jogador poder ter razão ou não, ser falta, não ser falta, em qualquer circunstância, o protestar, seja por palavras, seja por gestos, é sempre contemplado com cartão amarelo. E, portanto, eu dou sempre como boa a decisão de um árbitro que em função de protestos, porque ele está lá, é que ouve, é que sente, mostra um cartão amarelo.
Também ao minuto 45 mais um, já nos descontos desta primeira parte, novo amarelo, desta vez para Luís Suárez.
Sim, ele saltou e acaba por, ao disputar a bola com o Gustav Lagerbielke, acho que é assim que se diz, acaba por acertar com o braço esquerdo no rosto do jogador bracarense. Estas circunstâncias de mãos, braços, cotovelos, ao nível da cara, cabeça, pescoço, são sempre punidas tecnicamente com livre direto e depois, conforme a gravidade, amarelo ou vermelho. Neste caso, a gravidade não é muita, é apenas esta entrada negligente e por isso cartão amarelo bem mostrado.
Terminamos a primeira parte com amarelos e começamos a segunda parte no mesmo tom, amarelo para Zeno Debast.
Sim, falha a interceção da bola e pontapeia o joelho direito, embora de leve, de raspão. Quando eu digo joelho direito, joelho direito e perna. As imagens percebe-se que há o contacto, não se percebe bem se é só joelho, se é só perna, do Rodrigo Zalazar. E, portanto, não só corta um ataque promissor, como a infração em si, a entrada é dura, é negligente, e por isso ficou aqui um livre direto e um cartão amarelo por mostrar que o árbitro não assinalou nem falta e obviamente não mostrou cartão.
Faltou esse cartão amarelo para Debast, que viria a ver essa cartolina amarela ao decorrer do jogo, mas ao minuto 62 também há novo lance na área do Sporting, mas não há penalty sobre Rodrigo Zalazar.
Sim, é um lance em que a eventual falta seria feita pelo Zeno Debast, mas percebe-se claramente que o Zalazar tem a bola controlada no seu pé direito e estica o seu braço esquerdo, ou seja, o braço contrário onde está a bola em relação ao seu pé. E ficou-se com aquela ideia que o Zeno Debast poderia ter ou agarrado, ou puxado, ou até feito algum contacto. É que nem sequer há contacto. O jogador do Sporting, talvez precavendo uma possível queda do jogador, puxou-se para trás e puxou os braços para trás e, portanto, não agarra, não puxa. O desequilíbrio que o jogador tem, do Rodrigo Zalazar, é porque ele próprio se desequilibra neste movimento de perna direita com bola e braço esquerdo completamente esticado para o lado. Portanto, não há motivo para penalty. Boa decisão.
Minuto 75, começam também os amarelos para a equipa dos Guerreiros do Minho, do Sporting Clube Braga, desta vez para Viktor Carvalho.
Sim, porque com ambos os braços empurra e obstrui a progressão do Ionidis num lance em que o árbitro, e ele até podia ter seguido pelo corredor esquerdo. A bola até fica de posse do Sporting e, portanto, o árbitro dá ali uma lei da vantagem, mas não obstante não ter impedido essa ação, o fato é que foi claramente incorreto em sentido desportivo, porque desinteressou-se e só quis destruir a jogada. E neste caso, não é por impedir que a bola ficasse de posse do Sporting, porque o Sporting até seguiu, não cortou nenhuma jogada de perigo, mas é sobretudo pelo cumprimento incorreto e desportivo, e este cartão amarelo aceita-se como boa decisão.
Logo um minuto depois, há novo amarelo, neste caso para Fran Navarro.
Pisão de cima para baixo com o seu pé esquerdo no peito pé do Kochoraszvili. É uma entrada dura, negligente, bem punida disciplinarmente com o cartão amarelo.
Minuto 77, também amarelo, mas desta vez para Rodrigo Salazar.
Agora é sobre uma entrada muito dura ao tornozelo esquerdo do Maxi Araújo, mais uma entrada daquelas que se inserem na negligência, cartão amarelo bem mostrado.
Zeno Debaste, central do Sporting, não levou amarelo ao minuto 50, mas levou ao minuto 80.
Sim. VAR, não é uma expressão muito bonita, mas é para as pessoas perceberem. Tem teixe deslizante e VAR, claramente o Rodrigo Salazar. Uma entrada por si só negligente e também corta já de alguma maneira uma jogada com algum perigo perto da área, portanto, cartão amarelo bem mostrado.
Vamos a um lance da partida e um lance que promete ainda correr alguma tinta nos próximos dias, nesta pausa para as seleções, há pênalti para o Braga ao minuto 94.
Sim, eu acho que pode correr, corre sempre em Portugal quando há lances-
Já sabemos como é
...mas o pênalti é muito evidente. A bola é cruzada para a área e o Uman com ambas as mãos, e depois de forma mais evidente com a mão esquerda, puxa também de forma muito clara, evidente e ostensiva o braço esquerdo do Gustavo Lagerbielke. E portanto, é na área, é um puxão, o jogador até vai tentar cabecear a bola, a bola tentar ser disputada ali na zona, independentemente de o poder lá chegar ou não, o fato é que este puxão, este agarrão, e de forma evidente e ostensiva, faz com que o jogador caia. Portanto, aqui sim, há uma causa e uma consequência, uma causa efeito, ao contrário do tal primeiro lance que nós falámos do Maxi sobre o Vítor Carvalho. Aqui esta é muito clara, o árbitro não tem essa perceção no jogo, ainda por cima vários emparelhamentos, bola cruzada para a área, mas é aqui que entra o VAR. Neste caso, o VAR, que não era masculino, era feminino.
Cláudia Ribeiro.
Exatamente, mas para o efeito, o importante é a competência. E foi competente nesta ajuda que deu à equipa de arbitragem, porque realmente é pênalti e depois tem impacto, porque foi mesmo a acabar o jogo e deste pênalti resultou o gol do empate e por isso é um lance decisivo, importante e com impacto.
E terminamos este Sporting-Braga com um amarelo já ao minuto 101 para o jogador do Braga, Li Grlić.
Sim, é uma situação em que ele faz uma falta, chamada falta tática, junto à linha lateral. Portanto, o jogo já estava no prolongamento para lá do prolongamento, descontos sobre descontos por causa do pontapé de pênalti, e o Sporting estava a tentar, por tudo, chegar à área adversária. E aqui o Grlić o que faz foi, junto à linha lateral, impedir que o jogador do Sporting progredisse. Portanto, objetivo de jogar a bola zero, objetivo de 100% de destruir a jogada e por isso cartão amarelo bem mostrado.
Terminou assim a partida, Sporting um, Braga um. Pontuação para o árbitro Cláudio Pereira, da Associação Futebol de Aveiro.
Eu vou dar nota sete, porque aqui tem que valorizar mesmo uma decisão que é muito importante. É claro que eu às vezes costumo tirar um pontinho sempre aos árbitros quando as decisões, sendo corretas, são por parte da videoarbitragem que ajudam. Mas aqui, bem o VAR neste lance, que para mim é muito decisivo e é decisivo para o jogo, que é o que dá o empate, que é o pontapé de pênalti. Bem, também o árbitro, na minha perspectiva, em outros lances da área, nomeadamente aqueles que nós verificamos do minuto 14 e depois do minuto 31, em que eventualmente o Maxi Araújo poderia ter cometido pênalti, um por um agarrão, outro por jogar a bola com a mão, e aí o árbitro errou. Portanto, é um jogo com incidências na área, com boas decisões, três de área, duas que não são pênalti e uma que é o VAR que ajuda. Por isso vou dar nota positiva, englobando aqui também a decisão da videoarbitragem, que esteve muito bem. Eu diria que o mais relevante, importante e impertinente neste jogo é bem o VAR no pontapé de pênalti, que acaba por dar o empate.
Nota sete então para Cláudio Pereira e também para Cláudia Ribeiro na videoarbitragem. Já voltamos, não saia daí, até porque o "Sem Falta" regressa dentro de breves segundos para a análise do foco do Porto-Benfica.