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Para que nenhuma dúvida fique no ar, está no ar mais uma edição do Sem Falta, na Rádio Observador, com o nosso áudio-árbitro Pedro Henriques. Hoje a emissão europeia numa noite que foi de alguma complicação. Pedro Henriques, tivemos o início de jogo até bastante calmo, o árbitro com poucas faltas, mas depois as coisas descamaram. Vamos contigo, Pedro.

Sim, hoje vamos fazer também um pouquinho diferente do normal. Eu vou fazer aqui um relatório quase todo seguido, tu vais me interrompendo sempre que achares que devemos fazer, para irmos dialogando, porque realmente há aqui uma série de incidências e vale mais fazermos a tentativa deste relatório seguido. E o jogo na primeira parte até não teve grandes complicações. Ao minuto 41, há um lance em que o Kamavinja, ao saltar para cabecear a bola, como o Leandro Barreto estava no chão, acaba por o Kamavinja ter tocado com o pé no rosto do jogador do Benfica, mas é tal situação, o jogador do Benfica que estava caído no chão, o jogador do Real a saltar e cabeceou a bola e nem sequer se apercebeu e portanto tudo certo porque deu várias repetições e podia ali eventualmente induzir em erro noutra perspectiva. Ao minuto, ainda na primeira parte, 45 mais três. E estes são os únicos lances que eu tenho da primeira parte. Há um cabeceamento ao Otamendi. O Otamendi baixa-se para cabecear a bola e baixa-se muito e ao cabecear a bola vai pro chão e ele depois também pelo movimento de cabeceamento acaba por cair no chão e apoiar ambas as mãos também no solo. E a dúvida teria sido se, eventualmente, porque foi esse o pedido que foi feito por parte dos jogadores do Real, e também porque o árbitro teve ali um momento de escuta do VAR, se teria havido ali um eventual toque do Otamendi com a mão na bola, mas não houve. E, portanto, a partir do momento que não houve, nem sequer se está depois a discutir se foi a apoiar, se era sem querer, se era deliberado. E, portanto, tudo certo. E a primeira parte estava muito tranquila, num jogo tranquilo. A segunda parte, completamente diferente. Começamos logo ao minuto 46 com um lance numa sequência. O Benfica fica a pedir um pênalti porque o Antonio Rüdiger eventualmente teria rasteirado o Pavlídis. Só que o lance foi anulado, porque como nós sabemos, sempre que há fora de jogo, o árbitro assistente tem que deixar que a jogada termine para depois levantar a bandeirola para fora de jogo e é por isso que há este possível contacto do Rüdiger sobre o Pavlídis e o possível pênalti. Só que o assistente levanta a bandeirola e o lance é anulado por fora de jogo. E sim, o Gianluca Prestianni quando passa a bola pro Rafa Silva, ele sai, traz pra frente e é aquela situação de fora de jogo claro. Mas também não havia pênalti do Rüdiger, que por acaso tinha tocado a bola com o pé quando o Pavlídis depois cai por cima dele. Até aí tudo bem. Minuto 48, começa aqui agora uma série de incidências, que é mesmo antes do golo do Vinicius. Minuto 48, há um cartão amarelo clarinho para mostrar ao Carreras, por causa de simulação. Eu nunca fui dos árbitros que mais mostrava cartões amarelos por simulação, nomeadamente quando havia contacto, porque havendo contacto, mesmo que o jogador esteja a tentar tirar partido da jogada, fica sempre aquela ideia que o contacto pode desequilibrar um jogador, mesmo sendo sem falta. Aqui não é o caso. Aqui é uma situação do Carreras em ataque, junto à área do lado esquerdo com Otamendi, que estica a perna direita e que não toca na bola e o Carreras projeta-se claramente para tentar ganhar ali uma falta que seria um livre direto perigoso. E isso se o árbitro assinalasse e errava, se o fizesse, até dava cartão amarelo, porque era uma jogada de perigo. E portanto, esta simulação tinha que ser penalizada com o respectivo cartão amarelo. E depois dá-se o golo.

Deixa só eu dizer que nesse lance, depois o Otamendi ficou a olhar pro Carreras como quem diz: "Queres o quê?" Mas com alguma proximidade de quem foi colega de equipe, mas "o que estás para aí a fazer?" Foi mais específico esse recado.

E depois havia aquela situação que até o José Mourinho focou na perspectiva de jogadores que tinham cartões amarelos e para não jogarem a segunda mão. E depois, muitas vezes essas situações são coincidências, é a lei de Murphy a funcionar, não é que o árbitro venha com uma agenda, isso não existe, mas de qualquer maneira, fica sempre essa perceção nas pessoas. E depois o lance que acaba por marcar muito o jogo, no meu ponto de vista, porque depois tudo o que acontece a partir daqui já é, como disse o mister Mourinho, e bem, já é tudo muito emocional. Ou seja, já não se jogou muito com a cabeça e o futebol já foi totalmente diferente. O gol do Vinicius, nada a dizer, gol legal. O Vinicius vai pra bandeirola de canto, faz ali um festejo. Os jogadores têm direito a fazer esses festejos. A questão que se coloca é qual é o limite da alegria e do festejo.

E onde é que começa a provocação.

Exatamente. E ele foi ali sobre a bandeirola, uma dança, podia ter feito, não virado pra bancada, porque ali ainda por cima eram adeptos do Benfica, podia ter feito, no sentido de ir ter com o local onde estavam os seus adeptos ou eventualmente virado para dentro para comemorar a dançar como os jogadores fazem com os colegas. E foi dito também aqui por vários intervenientes que realmente quando se comemora, quando se marca um gol deste nível, e eu como árbitro senti muitas vezes isso e também tive o cuidado às vezes até de falar com jogadores que também tinham um comportamento neste sentido, que o gol é tão bonito por si só, é um momento tão mágico e sobretudo quando é um gol fora do normal, que não é só encostar, como foi o caso, que por si só a alegria do jogador deve ficar confinada a ele e aos seus colegas, sem que seja necessário fazer qualquer tipo de provocação. Aliás, isso até muitas vezes leva, toda a gente se lembra que o Cristiano Ronaldo quando fez aquela bicicleta contra a Juventus, que os próprios adeptos da Juventus aplaudiram, porque o gol é tão bonito. Agora imaginemos que é um gol daqueles e depois o Cristiano Ronaldo ou o jogador qualquer ia provocar alguém. Não ficou bonito. Isto não justifica que os adeptos tenham qualquer tipo de comportamento incorreto ou que mandem objetos. Para mim, nada justifica mandar objetos para lado nenhum. Claro que isso começou logo a acontecer, mas é a partir que começou uma série de provocações. E um dos jogadores que mais se destacou nessa provocação, além do Vinicius.

Foi o Mbappé

Foi o Mbappé também do lado do Real e foi o Prestianni que teve ali um-

Do lado do Benfica, neste caso.

Exatamente. E o que acontece? Supostamente, depois vejo isso nas imagens, quando o jogo até vai recomeçar e demorou algum tempo. Isto foi ao minuto 49, e ao minuto 52 é quando o árbitro faz o gesto de racismo. Portanto, o jogo já tinha estado parado três minutos, que já era bastante. Supostamente, quando o jogo vai recomeçar, com a bola no meio-campo, vem a correr o Vinicius na direção do árbitro, aponta para o Prestianni e diz, e agora deduzo eu, porque ele fez o gesto de racismo, que ele foi alvo de insultos racistas, porque não se viu nenhum gesto e portanto teria sido por palavras. E o árbitro, e agora é importante falar aqui do protocolo, o árbitro aqui é obrigado a fazer o tal gesto, para quem está nos a ouvir, é um X cruzado à frente, parece que é o gesto do chute.

Exatamente, eu ia dizer isso ao vivo, mas pensei: "É melhor não fazer isso".

Exatamente, parece que é os braços cruzados no peito. E aqui entra a questão do protocolo. Se o árbitro assistir, ouvir palavras, sons, gestos de quem quer que seja, obviamente se for jogadores de campo, adverte, neste caso expulsaria. Agora, se for adeptos, obviamente que depois há um protocolo que tem que ser cumprido com três passos, que é paralisação do jogo e aviso no sistema de som, depois suspensão temporária da partida com as equipas a ir ao vestiário, isto numa segunda fase, caso se mantenha, e encerramento definitivo. Isto, obviamente, se à primeira com o aviso sonoro não se resolver. Aqui é uma situação diferente. É uma queixa em relação ao jogador que o árbitro não consegue comprovar, mas esta parte da paralisação do jogo tem que acontecer. E muitas vezes até no aviso de som, em termos genéricos, o árbitro não pode advertir ou expulsar ninguém, porque é uma queixa, e a queixa não serve. Eu, como árbitro, não posso advertir ou expulsar em função de uma queixa, tenho que comprovar, tem que ver algum elemento da equipa de arbitragem. Mas tratando-se de uma situação muito específica, por isso é que tem um protocolo, coisa que os outros insultos não têm, o árbitro é obrigado a fazer aquela paragem que fez e os jogadores a terem que ir para os bancos e haver uma troca de conversa com os capitães. E isso foi conseguido, mesmo que as pessoas diziam: "Mas por que o jogo não recomeça?" Não, isto faz parte, é obrigatório. Até para marcar bem o momento, que é para percebermos todos que realmente isto não é uma situação normal e este tem um tratamento especial.

Sim, muita gente estava a queixar-se do jogo estar a ser prejudicado e eu acho que é precisamente para prejudicar o jogo que estas coisas acontecem.

Exatamente. Repara uma coisa, eu tenho uma opinião um bocadinho diferente em relação a isso tudo, mas aqui não serve a minha opinião, que é sobretudo pensar que para mim um insulto é um insulto. Agora, se o jogo tivesse sempre parado por causa dos insultos, obviamente não havia jogo. E esta é uma situação muito específica, porque tem um enquadramento social, tem coisas diferentes, porque houve escravatura, porque houve uma série de coisas que os outros insultos não originaram. E portanto, há aqui um enquadramento totalmente diferente em relação à especificidade do racismo. E é por isso é que existe este protocolo. Portanto, uma pessoa ser insultada é mau, mas um insulto com racismo tem uma prevalência maior e um alcance maior. E daí haver esta questão do protocolo. Pronto, o jogo aqui esteve parado, obviamente. Depois, a partir daqui, o jogo já não foi o mesmo, e começou a haver uma série de incidências. E aqui tínhamos já 10 minutos parado. Depois, ao minuto 78, o Prestianni acaba por ser advertido na tentativa de ganhar um pontapé de pênalti. Aqui, sim, há contato lateral. Eu aceito a decisão, porque realmente fico com a ideia que o Prestianni assim que sente o contato projeta-se claramente para o solo, deixa-se cair e está a tentar ganhar um pontapé de pênalti. Conforme eu disse, o árbitro deu indireta e cartão amarelo, mas a bola tinha saído pela linha lateral.

A exata bola que saiu na linha lateral.

É esse momento. Portanto, se porventura houvesse pênalti, vamos admitir que o árbitro assinalasse pênalti e que era mesmo pênalti, que havia infração, o pênalti seria, neste caso, revertido, tratando-se de um pênalti, porque a bola tinha saído pela linha lateral, tinha saído de forma muito clara. Não era preciso muita coisa. Depois, vem o outro caso do jogo que eu acho que é extremamente importante. E antes disso, uma situação, que era aquilo que eu queria dizer, que passou claramente despercebida. Eu quando recuperei o lance, entretanto, que estávamos naquela situação do cartão amarelo, que aparece depois do pontapé livre, ao minuto 83, isto passou despercebido. Não sei se o José Mourinho ainda vai falar nisto ou não, se eles têm acesso a essas imagens, é só verem. Há uma agressão clara do Valverde ao Samuel Dalot. É uma bola que é projetada no corredor direito, neste caso, pela linha lateral, mesmo junto ao árbitro assistente, e o Valverde agride claramente, arma o braço direito, entre um estalo e um murro, mas clarinho, na cara, lateral na cabeça, quase a apanhar a orelha do Samuel Dalot. E o assistente dá a falta, portanto, viu a falta. Se calhar, não se apercebeu que foi mesmo agressão, viu só o braço a movimentar. Mas é só verem as imagens, as repetições são muito claras. Imagina tu a dares um género de um estalo calduço por trás de alguém. É exatamente isso, só que acertaste não na cabeça, na nuca, mas mesmo de lado, ali quase na zona da orelha. E é uma agressão, uma conduta violenta. Percebo que o árbitro, estando longe, não tem capacidade de ver, até percebo que o assistente, tendo os dois jogadores em cima deles, perceba da infração na cabeça, não se perceba da gravidade. Agora, isto é lance de VAR e portanto o Valverde tinha que ser expulso ao minuto 83. E depois, aquilo que depois se torna visível, porque isto passou completamente despercebido.

Sim, nem sei se houve uma repetição em transmissão.

Houve uma repetição. Por isso é que eu tenho a possibilidade de estar aqui a dizer isto com propriedade.

Ok.

E também num dos sítios onde eu colaboro, com imagens, vai aparecer exatamente essa imagem, que é a mesma agressão. É daquelas que não deixa dúvidas. Por curiosidade, daqui a um bocadinho mando o vídeo aqui para o nosso grupo, para vocês perceberem. Nós temos aqui um grupo de trabalho.

Temos a grande visual.

Exatamente, para verem em termos visuais. Mas de qualquer maneira, estou convencido que as televisões, entre hoje e amanhã, vão começar a passar esse lance. Dois minutos depois, é a tal situação que era o segundo cartão amarelo, Vinicius Júnior. O Vinicius Júnior, o Richard Rios recebe a bola à entrada da área, já desvia para o lado direito, está com a perna direita completamente puxada para trás para armar o remate. E realmente, o Vinicius Júnior não arrastou, não houve pontapé, não teve uma entrada dura negligente para cartão amarelo. O que ele tem é outra coisa, é ao esticar a perna esquerda para tentar, no fundo, sacar a bola, tem o azar de fazer ali um género de troca pés e, portanto, impede que a perna direita, que já estava armada, concretizasse o remate E é a entrada da área, é uma jogada claramente de perigo. Está bem que há um jogador à frente, há mais jogadores atrás, que é um ataque prometedor, é uma falta de entrada à área que impede um remate que podia ter sido sempre perigoso. Isto insere-se naquilo que nós chamamos jogada perigosa, insere-se no ataque prometedor. E isto era claramente para cartão amarelo. Ora, tendo o Vinicius já visto o cartão amarelo no meio daquelas confusões todas, tinha que haver aqui o segundo cartão amarelo. Depois, o José Mourinho acaba por ser expulso. Aqui não vale a pena.

É a habitual paixão. O próprio disse que não fazia mal nenhum e que já está habituado.

A questão é que não vai estar sentado no banco, no Bernabéu. Depois o Mbappé vê cartão amarelo, porque na marcação deste livre, este livre esteve parado, também tive oportunidade de ir ver, foi do minuto 84 só foi chutado aos 87, viu o cartão amarelo porque não respeitou a distância que o árbitro estava a dizer que ele tinha que estar em termos de barreira. E depois vem a outra questão, que é o minuto 90, que é outra coisa que eu não consigo compreender.

Pedro, perdemos-te agora por uns segundos.

Sim. E depois vem os 90 minutos.

Noventa minutos, exatamente. Perdemos-te aí, vamos retomar.

Ok. O jogo esteve parado naquela situação entre o gol do Vinicius até recomeçar, vamos chamar da questão do racismo, do minuto 49 ao 59'39". Eu até vou já deixar de tirar estes 40 segundos, foram 10 minutos parados. O pontapé livre ao minuto 84, o tal que até dá o cartão amarelo ao Mbappé, etc, que devia ter dado o amarelo ao Vinicius Júnior, esteve parado dos 84 aos 87. Dez, com estes três minutos, 13. E depois temos poucas paragens para substituições até ao minuto 90. Tivemos três paragens onde entraram cinco jogadores, mas cada paragem são 45 segundos e portanto, logo aqui tens mais dois minutos em cima, 13 e dois, 15. Tens o gol, propriamente, que as comemorações também são. Portanto, nós tínhamos aqui, no mínimo-

Qualquer coisa para 16, não?

Dezesseis minutos, exatamente. E temos também três amarelos, que entretanto foram mostrados. Eu estou a dizer porque faz parte mesmo da Lei 7, que é tudo o que é mostrarem cartões amarelos e vermelhos é para acrescentar tempo, os gols e as suas comemorações é para acrescentar tempo e as paragens, como foi o caso daquela paragem de 10 minutos e o pontapé livre não é para acrescentar tempo, a não ser que demore mais do que o normal. E como demorou muito mais do que o normal, tínhamos aqui 16 minutos e o árbitro só deu 12, o que não pode ser. Finalmente, Sudakov é advertido ao minuto 90 mais dois, porque acaba por ponteapear com o pé direito o joelho esquerdo do Vinicius Júnior, uma entrada, aí sim, dura, pelo pontapé no joelho, mas também porque travou uma saída em contra-ataque.

Pedro, resta saber que nota merece François Letexier depois deste encontro.

Eu tenho que dar uma nota negativa. Para já, a questão do tempo extra, porque é importante. E depois temos uma situação de dois cartões vermelhos. Em pagamento do Real Madrid, já ser próximo do fim do jogo, até podia aguentar. Isso não está em questão, mas são dois cartões vermelhos, um direto e aqui responsabilidade completa do VAR. O VAR tem que intervir, porque eu percebo que passe despercebido, a jogada é tão rápida, mas é uma conduta violenta, o cartão vermelho ao Valverde e depois, ao minuto 83 e ao minuto 85, o Vinicius Júnior. É daqueles que não restam dúvidas, tem que haver o segundo cartão amarelo. Já não vou na questão do Carreras, que fez simulação, são coisas menores. É um jogo que realmente acaba por ter seis amarelos, este árbitro tinha uma média de dois amarelos. Muito poucas faltas, mas aí porque o árbitro tem esta maneira de arbitrar e de jogar. Ele só assinalou 15 faltas no jogo e a média dele era volta de 18. Mas de qualquer maneira, eu acho que quando tens um jogo em que tens dois cartões vermelhos por mostrar, em pagamento do tempo a que foram, um direto e um por acumulação, eu acho que logo fica tudo estragado. Depois a gestão do tempo não foi boa. E o mais importante, e termino com isto, é que eu não alinho em teorias de conspiração, porque não existe, eu sei que as pessoas que me ouvem aí já dizem que não é verdade. Os árbitros querem dar o melhor, querem fazer o melhor, não vêm lá alinhados com qualquer teorias de conspiração. Mas quando depois ocorrem todas estas circunstâncias e muito numa só direção, põe-se de jeito que realmente a perceção que passe é exatamente não do erro, mas mais do que isso. E isso, infelizmente, para os árbitros é terrível, mas muitas vezes isso acontece. Eu vou dar uma nota negativa, vou dar nota 3, porque considero que para um árbitro deste patamar, deste nível, que já tinha cinco jogos, este foi o sexto jogo da Champions League, jogos relevantes e importantes. Estamos a falar de jogos do Arsenal, de jogos do Liverpool, do Inter, do Ajax, da Juventus. Ele está sempre a ser chamado para os jogos de altíssimo nível. A maneira como fez a gestão do jogo não foi a mais correta. Ele não tem culpa da situação de racismo, aí cumpriu. Não tem culpa que daí o jogo tenha tido uma outra forma psicológica e emocional de estar, mas é a partir daí que ele depois tem que agir e tinha que agir disciplinarmente, sobretudo nestas duas situações, e o VAR também tinha que dar mais ajuda. E por isso vou dar uma nota negativa, nota 3, não gostei mesmo. Já nem vou falar de lance, é da gestão do jogo. O árbitro acaba por ter aqui um protagonismo que eu não gosto de ver.

Pedro Henriques, nota 3 pro árbitro francês que apitou a derrota do Benfica em casa frente ao Real Madrid. Vamos estar de regresso em breve nesta reta para jogos do campeonato. Um abraço.

Um abraço, obrigado.