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Pressionado por todos os lados para tomar posição sobre a atuação da polícia nas manifestações pela habitação, o Presidente da República deixou uma nota muito clara.
Não gostei do que vi nas imagens recentes, designadamente em Lisboa, no passado sábado.
E diz mais.
Não são imagens normais para uma democracia consolidada. A violência não faz parte da cultura portuguesa.
Face às críticas, ao silêncio que tem imperado desde Belém, Seguro garante que não é bem assim.
Desde as sete da manhã desse domingo, tenho estado sempre atento, preocupado, a recolher a informação, a exigir as informações de quem devo. Esse é o papel do Presidente da República. Ainda ontem reuni com o Primeiro-Ministro e, naturalmente, este foi um dos temas que foi falado.
E volta a defender-se.
Tenho estado ativo, tenho estado vigilante e continuarei vigilante na garantia do Estado de Direito Democrático no nosso país.
Apesar de se mostrar claramente desagradado, Seguro não aponta já o dedo à polícia.
Quanto à atuação das autoridades, estão a decorrer inquéritos. Os inquéritos têm que vir apurar se houve desvios ao Estado de Direito ou não. O Presidente da República deve respeitar esses inquéritos.
E deixa uma exigência.
E eu espero que seja rápido, que não sejam daqueles inquéritos que se eternizam.
Seguro insiste na necessidade de diálogo entre governo e partidos, faz notar que está a ficar impaciente.
Acabem com o passa-culpas. Acabem por dizer de quem é a responsabilidade, se é do outro. Todos têm responsabilidades, mas chegou a altura de encontrarem soluções. Custa alguma coisa sentarem-se e apresentarem as propostas para resolver os problemas do país?
Intervenção assertiva do Presidente da República a escudar-se de quem o acusa de ficar em silêncio, anuncia também que vai receber amanhã, em Belém, especialistas na área da habitação.