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e música de introdução ] Está na hora do "Sem Falta", análise de arbitragem aqui na Rádio Observador, sempre a cargo do nosso áudio-árbitro, Pedro Henriques. Pedro, bem-vindo a mais um "Sem Falta".

Boa noite.

Boa noite e vamos olhar para a arbitragem do jogo que opôs Sporting e Portimonense, jogo com bastantes lances, alguns deles muito capitais. Uma expulsão que vamos analisar aqui entre vários lances deste encontro. O Sporting venceu por três bolas a duas. A arbitragem esteve a cargo do António Nobre. Vamos desde já, Pedro, ao minuto 20 deste encontro. Haveria razão para penalti de Pedro Cunhça na área do Portimonense, reclamavam os leões por um penalti.

Não, lance bem decidido por parte da equipa de arbitragem. É um molhe de jogadores que estão a disputar a bola, a bola sobe e no seu movimento descendente acaba por bater no braço esquerdo do capitão de equipa, do Pedro Cunhça, e portanto não há gesto deliberado, não há qualquer situação de voluntariar normal, é a chamada bola no braço e, portanto, boa decisão da equipa de arbitragem, sem motivo para apontar pé de penalti.

E ao minuto 21, o Portimonense chega à vantagem no encontro, depois de um lance de Fali Candé a correr pelo lado esquerdo. A bola acaba por entrar na baliza do Sporting depois de uma infelicidade de Matheus Reis a colocar a bola na própria baliza. E o que eu pergunto, Pedro, é se havia por alguma razão fora de jogo, por exemplo, de Fali Candé neste lance. Tudo legal no gol do Portimonense.

Tudo legal. Aliás, é mesmo esse o ponto que estás a dizer, e bem, é o Fali Candé. Só mais tarde é que a televisão injeta, e quando digo a televisão é a própria cidade do futebol que injeta no sinal as linhas fora de jogo e que nos mostram que o Fali Candé no corredor esquerdo, que depois faz a assistência para o autogol, está em jogo por 68 centímetros e, portanto, gol legal.

29 minutos de jogo, altura de grande tensão entre os jogadores das duas equipas. Uma pequena tensão entre Pablo Sarabia e Candé resultou também numa tensão entre Pote e Pedrão, que o árbitro acabou por punir com amarelo para os dois jogadores. Na tua opinião, bem mostrados estes amarelos, Pedro?

Sim, e como disseste, e bem, há ali momento de tensão porque o Fali Candé caiu, caiu mal, o árbitro não interrompeu o jogo, depois logo a seguir quando foi prestar assistência, o jogador foi-se levantando, criou ali alguma confusão com o Sarabia. O árbitro aí geriu bem, porque faz com que o Fali Candé que precisa de assistência saia para fora do terreno de jogo, porque ele precisa de assistência, e como já estava de pé, como se levantou, portanto era que não estava assim tão lesionado quanto isso, e o árbitro aí geriu bem. Mas entretanto, noutro ponto, o Pedrão e o Pedro Gonçalves começaram a se desentender. E bem o árbitro, porque era mais do que um conflito e ali impunha-se mostrar um sinal de autoridade, já que não o conseguia fazer apenas pela conversa, chamemos lhe assim, mostrou, e bem, os dois cartões amarelos e, portanto, ambos advertidos por comportamento antidesportivo.

Na gíria dizemos que isto é agarrar o jogo, não é verdade, Pedro?

Exatamente, tal e qual.

Vamos ao minuto 44, isto porque no banco do Sporting o diretor desportivo Hugo Viana viu um cartão encarnado contra estes cartões. Pedro, temos sempre tendência para dar razão ao árbitro.

Sim, mas eu penso que o Hugo Viana também dá razão ao árbitro por dois motivos. Primeiro, porque mais tarde percebemos, a imagem também nos é mostrada do árbitro a correr para a zona da linha do meio-campo para ir mostrar o cartão vermelho, como nós sabemos agora os cartões são fisicamente mostrados também a dirigentes, não é só de boca. E o Hugo Viana já estava a abrir ali um gente de uma porta metálica e a deslocar-se, ele próprio sabia que aquilo que tinha dito era para cartão vermelho. Não ficou surpreendido, porque se ele não tivesse dito nada, não estaria surpreendido. E depois, uma vez mais, mais uma situação que aconteceu ao intervalo e que vem dar força exatamente a esta boa expulsão, é que o Rúben Amorim depois vai falar com a equipa de arbitragem quando está à entrada do túnel. E percebe-se pelo body language, só por isso, que está a pedir desculpa e está ali a falar e está ali com uma atitude extremamente positiva, como quem diz "ok, percebemos claramente", etc. Nunca comento as expulsões aos bancos ou as advertências, porque não estou lá, não sei, mas de qualquer maneira aceito como boa. Se estivéssemos em Espanha, a esta hora já sabíamos o que é que o árbitro tinha escrito no relatório, porque lá nesses aspetos a federação e os conselhos de arbitragem trabalham muito bem. Acabou o jogo, passado um bocadinho, já temos o relatório do árbitro com tudo o que foi dito e assim anula-se possíveis especulações. Aqui em Portugal temos que esperar cerca de quase uma semana para sabermos, se não houver nenhum segredo de justiça com o relatório, porque às vezes acontece quando há processos, se for um sábado ou domingo, neste caso não, porque estamos aqui numa jornada diferente, mas se for a um sábado ou domingo, na quinta-feira seguinte temos acesso ao relatório, deduzo que para terça-feira ou coisa que valha, podemos ter. Mas de qualquer maneira, aceito como boa a expulsão.

Vamos ao minuto 45 mais três, foram dados quatro de compensação e três minutos depois, já dentro do tempo de aditamento, amarelo para Pedro Sá, o capitão do Portimonense, e também Paulinho. Para ti, bem estes amarelos, Pedro, que situação foi esta?

Este lance é muito importante no jogo, porque o treinador do Portimonense falou clara e especificamente neste lance.

Queria expulsão para Paulinho.

Exatamente, queria expulsão pro Paulinho e não queria cartão amarelo pro Pedro Sá. Vamos para a parte mais fácil, que é o cartão amarelo do Pedro Sá, porque ele disse que ele é capitão e como capitão ia se dirigir ao árbitro, nem se esquece que eu ia falar. Para já, os capitães de equipa não podem falar com os árbitros, ao contrário do que as pessoas dizem e que os próprios treinadores julgam. Os capitães, a única coisa que podem fazer, isto no plano teórico e das leis, obviamente, na prática, o árbitro deve falar, e bem, com todos os jogadores, é ir ter com o árbitro para pedir esclarecimentos de algum lance em relação ao árbitro. Na teoria da lei, era chegar ao pé do árbitro e dizer: "Ó senhor árbitro, por que é que ali marcou penalti? Por que ali mostrou cartão amarelo?" Isto na teoria. Obviamente que isto não é linguagem do futebol, não é assim que funciona, mas também é importante, já que o treinador disse que ele podia, como capitão, ir falar com o árbitro. Não pode. Pode para ir pedir esclarecimentos em termos teóricos. Na prática, acho bem que todos os árbitros, eu também fazia muito, falem com os jogadores, os jogadores falem, às vezes até um bocadinho mais exaltados, não tem mal, desde que não se passem para as linhas vermelhas. O que o Pedro Sá fez foi correr para o árbitro e depois, no final do jogo, no programa "Juízo Final", até mostraram mais do que isso, e falou. Não só correu para o árbitro, como falou. E teve ali um complemento claramente antidesportivo que põe em causa a autoridade. E isto por que eu estou aqui a esticar mais um bocadinho? Porque o Pedro Sá depois vai ser expulso. E com outro cartão amarelo. Este cartão amarelo é imaculado. Relativamente ao cartão amarelo do Paulinho, e este é que é o lance mais complicado. Eu sei, até porque já estive Já estive em direto na televisão e já ouvi outros canais, que há quem vá defender o cartão vermelho. A questão que se coloca é que o Paulinho está a tentar passar pelo seu adversário, o seu adversário está na frente e não deixa passar o Paulinho. E estão os dois na disputa de bola e a bola está ali a sensivelmente um metro e ambos usam os braços para isso, até que o jogador do Portimonense estica o braço direito para trás, quase que atingindo o Paulinho. E o Paulinho, na tentativa de passar por ele, e já com a bola fora e com ele também fora, mas os jogadores não têm essa percepção, estão na disputa de bola, um está a proteger a bola, vai sair pela linha de baliza, o outro vai atrás, acaba por pontapear com o pé esquerdo a perna do seu adversário. Para mim, aquilo não é conduta violenta. Em movimento normal, não em câmara lenta, aquilo é uma situação de comprometido desportivo, no limite até de negligência. Ok, mas negligência na disputa de bola. A bola está lá. Ele não consegue porque está a ser protegida, mas a bola está ali perto. "Ah, mas já foi fora do terreno de jogo." Eles não têm a percepção que já estão fora do terreno de jogo. E, portanto, no limite, o Paulinho excedeu-se. Para mim, não há conduta violenta, não há agressão, há aquele pontapé que é dado e, para mim, cartão amarelo, apenas. Há quem vá defender o cartão vermelho, mas há que respeitar. E eu estou a dizer isto porque já ouvi na televisão também ex-árbitros a defender amarelo e outros ex-árbitros a defender cartão vermelho e, portanto, aceito claramente outras opiniões. A minha opinião é que este lance é pura e simplesmente para cartão amarelo. Há uma bola que está a ser disputada, é um facto que é fora, há um comprometido desportivo, é um bocadinho excessivo por parte do Paulinho, por isso é que eu considero que é entre o comprometido desportivo e a negligência e não a conduta violenta, que é o uso de brutalidade ou de força brutal ou excessiva em relação ao adversário. Não considero isso, sobretudo quando vejo o lance em movimento normal.

E vamos ao último lance desta primeira parte da vitória do Sporting por três bolas a duas ao Portimonense. Pedro, reclamavam os jogadores do Sporting uma mão na área do Portimonense por parte do William, mesmo no fecho da primeira parte. Reclamavam os jogadores e também o estádio fez aquele habitual bruá de quem pede penalty, sucedido os naturais assobios. Bem decidido aqui por António Nobre.

Sim, vou começar pelo fim e dizer, para mim, não há motivo para o pontapé de penalty. Realmente a bola foi ao braço direito do William. Como é que o lance acontece? É porque o Paulinho, que está na disputa de bola, uma vez mais com o Pedro Kunsé, acaba por pontapear na bola e a bola vai bater na perna do Pedro Kunsé e de ressalto vai ao braço do William. E o William, ainda por cima, tem o braço direito claramente dobradinho, encostado ao corpo, em posição absolutamente normal, sem ganho de volumetria. Está explicado. Portanto, ressalto, que é um atenuante, braço em posição absolutamente normal, encostado ao corpo, sem penalty, portanto. Boa decisão.

Segue a análise, Pedro Henriques, para a segunda parte, minuto 50. Lucas, sobre Coates, um lance de uma bola alta em que ficámos também nós a questionarmo-nos aqui na emissão se haveria ou não motivos para penalty. Na tua opinião, este lance ao minuto 50 teve uma boa decisão por parte do árbitro da partida?

Sim, boa decisão, não há motivo para o pontapé de penalty. É a situação típica de bola parada, em que o Coates, que neste caso estava a atacar e, portanto, como é normal, é o melhor ponta de lança da esférica, e o Lucas, que estava em situação defensiva, ambos usam os braços para tentar fugir um do outro, desmarcar-se e ganhar posição. Nestas circunstâncias é sempre assim, quem está a atacar normalmente cai, quem está a defender normalmente fica de pé, percebe-se por questões lógicas, quem está a atacar tenta. Não estou a dizer que haja simulação ou tente ganhar o penalty, mas no fundo é um pouco isso. Está em situação de movimento e quando sente uma falta, um contacto, seja falta ou não seja falta, normalmente tem tendência para cair. No meu ponto de vista, a utilização dos braços por ambos os jogadores é atenuante para que não haja qualquer motivo para pontapé de penalty, portanto, boa decisão da equipa de arbitragem.

E vamos desde já ao minuto 57, Pedro, isto porque o lance capital do jogo é expulso o capitão do Portimonense, Pedro Kunsé, tinha visto o amarelo naquele lance com Paulinho, que já tinha gerado alguma polémica e acaba aqui por fazer uma falta no meio-campo, a chamada falta tática sobre Matheus Reis e vê o cartão amarelo. Havia motivos para dar este cartão amarelo que redundou na expulsão do jogador?

Aliás, o próprio treinador do Portimonense, quando coloca a situação da expulsão do Pedro Kunsé, até utilizou exatamente essa expressão, que depois vê um cartão amarelo por uma falta tática. Ele não questiona. Efetivamente, o segundo cartão amarelo, ele questionou, foi o primeiro. E portanto, está tudo dito. Bem dito até pelo treinador do Portimonense e como tu disseste, e bem, é a chamada falta tática. Nós vulgarmente quando estamos a fazer um comentário mais assim entre amigos, dizemos que é falta útil. O Matheus Reis saiu numa transição ofensiva, veio da defesa, percorreu ali uns 30 ou 40 metros com a bola e depois é travado à saída já do meio-campo. O objetivo foi só destruir a jogada e portanto ali segundo cartão amarelo bem mostrado, cartão vermelho como consequência, boa decisão da equipa de arbitragem.

E Pedro, ao minuto 65, há golo do Sporting. O golo do Sporting acaba por estar envolto em algumas dificuldades por parte da equipa de arbitragem em decidir. Houve também o recurso ao vídeo-árbitro. É para ti bem assinalado este golo do Sporting ao minuto 65 marcado por Paulinho?

Pelo meio temos o minuto 62 do cartão amarelo, já agora, é muito rápido, do Matheus Nunes sobre o Nakajima. É uma bola parada a favor do Sporting, o Portimonense alivia, o Nakajima sai em contra-ataque e o Matheus Nunes falta tática para rastrear o seu adversário, cartão lá bem mostrado. Em relação ao minuto 65, o que esteve em análise foram duas situações. Na altura, no direto, eu só falei no Matheus Reis, mas depois estava-me a custar perceber por que demorou tanto tempo a analisar. E percebi depois que realmente o Matheus Reis está em fora de jogo no cabeceamento, penso que é cabeceamento do Paulinho, mas está em fora de jogo de posição e está, digamos, afastado em relação ao poste, mais próximo de um poste e completamente desenquadrado em relação ao guarda-redes. E aí não havia qualquer dúvida na primeira repetição. Por que o VAR demorou tanto? E foi essa a questão. É que o Sarabia estava à frente do guarda-redes no momento do cabeceamento e portanto o Sarabia, sim, estava a tapar a visibilidade. E o que eles tiveram a fazer foi perceber se o Sarabia estava em fora de jogo ou não. E realmente não está, mas é por pouco. E portanto é essa análise que demorou mais tempo, não pelo fora de jogo posicional do Matheus Reis, que não tem qualquer interferência na jogada ou impacto, mas por um eventual fora de jogo do Sarabia, que esse sim, estando na frente do guarda-redes, poderia estar a tirar visibilidade. Mas como não está fora de jogo, automaticamente legal.

E Pedro, vamos depois deste minuto 65 até ao minuto 74, isto porque pediam também na área do Sporting, os jogadores e os adeptos, um penalty de Falikndé sobre o jovem jogador do Sporting recém-entrado. Havia aqui motivos para penalty, Pedro, nesta análise?

Sim, boa decisão. numa fase inicial surgiu-me alguma dúvida, porque eu penso que vou dizer bem o nome do jogador do Sporting, Geny Catame, acho que é assim que se diz.

Geny Catame, exatamente.

Geny Catame. Ao tentar passar e fazer a finta para dentro, no sentido da linha de baliza, o Falaye Candé tem a tal tentação, que é normal, muitas vezes os jogadores esticarem o braço, penso que o esquerdo, para tentar impedir a passagem. Só que o Geny Catame também tem os dois braços para o Falaye Candé. Ou seja, quando ele se apercebe que vai fazer a finta e o adversário estica o braço, ele também cai na mesma tentação e estica os braços. E portanto, quando os jogadores utilizam os braços um sobre o outro, isto é, Falaye Candé um dos braços para impedir a passagem e o Geny Catame ao mesmo tempo a colocar os braços os dois de frente para dar uma maneira de tirar o jogador da frente, tem que ser sempre validada, porque o árbitro quando vê faltas ou infrações de ambos os jogadores, deixa sempre jogar. Embora na teoria não seja assim, seria no limite uma bola ao solo, porque ambos os jogadores fazem uma falta simultânea da mesma gravidade, mas neste caso concreto ninguém aplica isso e se ambos jogadores utilizam os braços, o árbitro deixa seguir. Portanto, boa decisão, sem motivo para apontar pé de penalty.

Pedro, vamos analisar ainda o último lance desta partida, antes de partirmos para a nota à equipa liderada por António Nobre, a equipa de arbitragem. Minuto 93, Lucas Posinho com grande golo em Alvalade, à meia volta, como os adeptos do futebol gostam de ver a bola entrar na baliza. Marca golo para o Portimonense, um golo de honra de uma equipa que estava também a jogar com menos um. Tudo isso é futebol, mas dentro daquilo que foram as regras, este golo foi bem assinalado, foi bem validado. Havia algum motivo para que este golo não fosse validado, Pedro?

Nós no direto, ou mais concretamente eu no direto, fiquei com a ideia que no corredor direito estaria a ser analisado um possível fora de jogo. Não identifiquei de que jogador, que no fundo fez a assistência. Mas não foi esse o motivo, porque esse estava claramente em jogo com as imagens paradas. E então tentei várias vezes mais perceber porque é que demorou tanto tempo a analisar. É o jogador 91, o Renato Júnior, que quando o Posinho remata, está em fora de jogo e está na frente do guarda-redes do Sporting. Isto é, está na frente. Só depois no programa "Juiz Final", que a Sporting TV transmitiu, porque no direto não tivemos mais nenhuma imagem, nenhuma repetição, é que eles deram a chamada câmara de trás da baliza, câmara de topo, e aí deu para perceber que não obstante aparentemente estar na linha de tiro, chamemoslhe assim, não impacta no guarda-redes. Ou seja, o guarda-redes do Sporting está sempre a ver a bola e até esboça a defesa para o seu lado esquerdo, porque o remate entrou, quem remata do lado direito, quem defende do lado esquerdo da baliza, não tem qualquer impacto na ação, mas foi isso que teve de ser analisado. Eu também fiquei na dúvida na altura, mas concordo com a decisão, bem validado o golo do Portimonense. O Renato Júnior, nonostante em fora de jogo posicional, não tem impacto na ação do guarda-redes do Sporting.

Um golo belissimamente marcado, também bem validado pela equipa de arbitragem liderada por António Nobre, que vai agora conhecer a nota deste nosso juiz, desta forma juiz dos juízes, neste caso, Pedro Henriques, que nota te merece António Nobre depois deste encontro em Alvalade?

Vou dar nota 7. Vou dar uma nota claramente positiva. Tenho a certeza absoluta que se não fosse aquele lance do Paulinho, que alguns defenderão o cartão vermelho, que eu defendo o cartão amarelo, seria unânime que teria sido uma muito boa arbitragem, porque tem realmente decisões não de penaltis que assinalou, mas sobretudo de penaltis que não assinalou, porque não eram, com o seu grau de dificuldade e alguns lances que também tiveram a ser analisados nos gols, possíveis questões de fora de jogo, mas esteve bem, teve assertivo e por isso gostei bastante da arbitragem. Estava com algumas dúvidas no princípio, conforme tinha referenciado, António Nobre tem um número de faltas muito elevado, uma média de cartões dentro da média, por vezes cinco a seis, mas não tem muito tempo de jogo e hoje surpreendeu pela positiva, pela maneira como conduziu o jogo, como foi falando com os jogadores, não puxou logo do cartão de qualquer maneira, foi falando, foi justificando, foi tendo uma atitude bastante positiva em relação ao jogo e gostei da maneira como ele conduziu o jogo, como deu como válida a não expulsão do Paulinho e isso é determinante, porque depois o Paulinho acaba por fazer um hat trick e é aí que vai estar centrada garantidamente todo o granel que vai se gerar em torno deste jogo, nas diversas televisões, nos diversos comentários. Portanto, nota 7, nota claramente positiva para o árbitro.

Pedro Henriques, está feita a análise a este Sporting 3, Portimonense 2. Nota 7 para a equipa de arbitragem liderada por António Nobre. Temos novo encontro marcado amanhã, antes de desejarmos boas entradas para esse clássico, todas as paixões, Porto vs Benfica. É sempre um prazer ouvir-te, Pedro, muito obrigado e até à próxima.

Muito obrigado, até amanhã. Obrigado.