Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Olá, como é que estamos? Desculpa. Hello, you okay? How are yous? We English, we London.
É verdade. Nós estamos neste momento em Londres, no chão do quarto da nossa sobrinha.
É verdade.
Nós estamos rodeados de brinquedos de criança.
Estou a ver um ursinho, estou a ver uns livros.
Eu já estive a tocar num xilofone.
Um xilofone ou um tambor.
Tambor.
Tambor.
Mas sabes o que ela teve a dizer?
Eu estou dois dias fora de Portugal, já não sei falar português.
Pois, não sabes falar. A Alice teve imenso tempo para dizer assim: "Xilofone, o Carlos, o xilofone". Depois trouxe um tambor.
Pois, exato.
Vou te dizer uma coisa: tu sabes muita coisa, já falas duas línguas, mas de instrumentos tu não sabes.
Isso bate com o facto curioso que eu tinha para trazer.
É sobre música?
Não é sobre música, é sobre crianças.
Claro, faz sentido.
Porque temos estado aqui com a Alice e queria perguntar-te quantas horas é que estão... Espera, desculpa.
Começa, Rita, está tudo bem.
Não vou tentar que tu adivinhes, vou te dizer.
Então.
Tu sabias que entre os 18 e os 24 meses, ou seja, entre o ano e meio e os dois anos
Obrigado por traduzires.
As crianças podem aprender uma palavra nova a cada duas horas a que estão acordadas?
Uau!
Ya.
Ok.
E há uma diferença entre a perceção das palavras e a maneira como elas se expressam, porque muitas vezes elas, nestas idades, já reconhecem e já sabem o significado de centenas de palavras antes de as conseguirem articular.
É tipo os cães.
Exato.
No fundo, as crianças aprendem muitas palavras, mas não as articulam.
Exato.
Nessa altura, são um cão.
Por isso é que tu pedes coisas, eles sabem fazer, mas não sabem devolver a palavra.
Ok.
Pronto. Queria trazer, porque já que estamos aqui com a Alice. Já agora, porque estamos aqui com a Alice e porque a Alice vai agora tomar banho. E porque a Alice não gosta de lavar a cabeça.
Pois é, ela odeia lavar a cabeça, mas isso não é típico das velhas?
Não.
Porque não são as velhas que vão só uma vez por mês ao cabeleireiro lavar a cabeça?
Mas isso é porque é chato, porque não gostam. A Alice fica mesmo e chora.
Pois, ela odeia. Mas pra já ainda está tudo bem, que nós estamos a ouvir daqui através da parede.
É possível que vocês ouçam berros. Pronto. Não está a acontecer nada à criança, não chamem a CPCJ, está tudo bem.
Sente-se que cai a CPCJ.
CPCJ.
Mas em Lisboa, no fundo, são gatos a correr de lá pra outro, aqui é a Alice a gritar ao fundo.
Exatamente.
Mas pra já está silencioso, não sei se as pessoas conseguem ouvir.
Exatamente, nada.
É só conversa. Não, então.
Até me discordo o cabelo.
E porque, no fundo, quando a criança vai tomar banho, é um bocado a mesma energia de ir ao cabeleireiro cuscar, porque a Alice está no banho, estão a lhe lavar. Não sei o quê, depois não sei o quê, depois faz um spa ali, depois faz não sei o quê, não sei o que mais.
Outro dia ensinei-lhe uma coisa maravilhosa. Ela vai ali pra aquela mesinha que ela tem com as comidas e não sei o quê, e diz: "Tia, come". E eu sentei-me com ela e disse: "Vamos partilhar uma fofoca?" E ela pra mim: "Fofoca?" E eu: "Tens fofoca?" E ela: "Sim, tenho fofoca".
Foi a palavra que ela aprendeu nessas duas horas.
Exatamente. "Sim, tenho fofoca."
Sabes que eu tenho que fazer um esforço consciente, porque ter uma sobrinha bilingue, ela responde imensas vezes em inglês. Nós estamos a brincar e ela depois diz: "Now it's your turn".
Primeiro é o: "Guys".
"Guys". E quando ela diz: "Because".
"Because".
Mas tenho que fazer o esforço de responder sempre em português. Do gênero, não. Olha, começou a gritaria.
Começou, estão no cabelo.
Agora estão no cabelo. Eu tenho que fazer o esforço de responder em português, porque é aquela coisa de ela fora de casa fala inglês, na escola, com os professores, com os colegas.
E na rua, com as pessoas.
E na rua, com as pessoas. Em casa é português. E de fato, ela está a ficar completamente bilingue.
Está.
Ela está a falar como a Mia Rose. Ela já mistura palavras.
Às vezes mistura, é muito engraçado.
É muito engraçado. Tu perguntaste como é que eu estava.
Sim.
Eu estou bem. Eu fiz três voos nos últimos quatro dias. Eu sinto-me uma superestrela internacional, porque três voos em quatro dias é duro, mas é principalmente duro, porque foram três voos às 6h30 da manhã. E eu acho que não há nada que pague, não há nada que eu tenha feito pra merecer três voos às 6h30 da manhã e às 7h da manhã, porque implica acordar às 4h30 da manhã. E é aqui que eu queria falar contigo sobre uma coisa, porque eu apanhei um voo com Ricardo Araújo Pereira e Manuel Cardoso, porque nós fomos pros Açores fazer os espetáculos.
Eu tinha uma coisa pra te perguntar ainda sobre isso.
Sobre voos?
Sobre o voo que tu apanhaste com o Ricardo Araújo Pereira e Manuel Cardoso.
É que eu vou falar sobre os voos.
Sim, mas eu queria saber se vocês foram em primeira classe.
Não, não fomos.
Que merda de produção. Desculpa lá.
Eu vou mandar isto pra Anabela, que é a produtora.
Desculpa lá. Ricardo Araújo Pereira.
Ya.
Maior comediante de Portugal.
Maior comediante.
Vai na classe turística como toda a gente?
Como é óbvio.
Com aquelas pernas enormes?
E fomos na Sata. Não, o que a pessoa que está a gerir as nossas reservas fez? Todos os voos que são marcados por ele, nós vamos na
Na fila de emergência.
De emergência, exatamente. Pra ter um pouquinho mais de espaço de pernas. É a grande diferença.
Pois. Então nem abrindo pro Ricardo Tu tens vida de estrela?
Tenho, porque nós fomos para a Terceira, chega à Terceira e é conduzido de um lado para o outro, vai aos restaurantes e oferecem bagaço e bebidas, comemos lapas, etc. Estão constantemente a trazer-nos comida e a oferecer coisas.
Mas não é...
Mas não é uma primeira classe, sem dúvida nenhuma.
Não é a atitude. Vocês deviam ter ido com atitude de rockstars.
A coisa mais rockstar que aconteceu até agora nesta tour foi eu chegar ao meu camarim na Terceira, aquilo era no Centro de Congressos de Angra do Heroísmo, chegar lá e o meu camarim tinha toalhas brancas e toalhas pretas, que é mesmo aquela coisa de: "Não, agora está aqui. Isto é um camarim a sério. Dois tipos de toalha."
Isto é feito de cocó.
Sim, era para limpar o rabo. Mas eu não estava a falar nada disto.
Desculpa.
Este não era de todo o meu ponto.
Desculpa. Vocês viajaram com Ricardo Araújo Pereira e Manuel Cardoso. Aeroporto.
E o voo era às 19h e qualquer coisa. Não me lembro exatamente da hora, mas era 19h e qualquer coisa. E há atitudes completamente divergentes em relação à hora de chegar ao aeroporto. Há Guilherme Fonseca, que vai para o aeroporto mais cedo tomar o pequeno-almoço e fazer tempo e ficar a ler. Eu fui muito mais cedo do que era necessário e fui gozado pelos meus colegas.
Claro.
Há Ricardo Araújo Pereira, que chegou com tempo. Chega mais em cima da hora, mas chegou tipo uma hora depois de mim, mas chega com tempo. E há Manuel Cardoso, que, só para teres uma noção, eu mandei uma mensagem do WhatsApp para eles os dois a dizer: "Passei agora a segurança, vou comer qualquer coisa", e o Manuel Cardoso disse: "Que giro, estou a entrar no banho."
Pois.
Estás a ver a diferença de realidades em relação ao aeroporto? Porque nós estamos a fazer boarding para o nosso avião e fomos os últimos a entrar porque o Manuel chega no fim do boarding.
Ok.
Vem direto da segurança e direto para o boarding.
O Manuel é aquela pessoa que se por acaso apanha uma segurança um bocadinho mais difícil, pode perder o voo.
É a única pessoa dali que já perdeu voos. O Ricardo perdeu um voo, o Manuel já perdeu três ou quatro, eu nunca perdi nenhum voo.
Ó Guilherme, não mintas.
Não, perdi um voo. Sim, mas perdemos um voo por quê? Não foi por horários de IP, foi porque o despertador não tocou.
Não, tocou. Tocou foi na hora errada, porque em vez de ser 12h45, eu pus 12h45, porque na minha cabeça 12h45-
Perdemos um voo, também não posso estar aqui a falar de garimpo.
Sim, mas não foi por falha de gestão no cálculo.
Exatamente. Sim. O meu ponto é: há um espectro a viajar de avião, que vai de mim ao Manuel Cardoso, e vamos dizer que ali no centro está o Ricardo Araújo Pereira. E eu não consigo imaginar pessoas que vivem para lá de Ricardo Araújo Pereira no espectro.
Pois.
Eu não consigo. Há aquela coisa que era uma trend qualquer TikTok, que era chegar o mais em cima possível do voo. Sabes isso?
Sim.
Que é o que o Manuel Cardoso faz. Eu sou o oposto. Como é que se chama o oposto dessa trend de TikTok?
Não sei.
É cunal? Mega cunal a viajar. Eu sou o mega cunal a viajar.
Odeio essa expressão.
Cunal?
Sim. Na vida em geral.
Não gostas dessa expressão?
Não.
É que eu agora não tenho uma alternativa. E agora?
Tivesses pensado, não é?
Não, era cunal. Eu não sabia que vinha para aqui ser avaliado na minha escolha de terminologias.
Não gostei. Outra.
Next.
Coisa que o pessoal com mal disse. Another one.
Another one.
Eu também gosto de chegar cedo, se bem que agora também quando vim para Londres, também vim às 07h00 e a TAP enganou-me. A TAP estava: "Está muito difícil neste aeroporto, está muita fila para a segurança".
Não, mas eu acho bem que avisem as pessoas no aeroporto de Lisboa.
Muita Lúbia.
Muita Lúbia.
Não sei se conhecem isto, é um TikTok muito engraçado.
Mas de facto é bom que avisem as pessoas quando vão para o aeroporto de Lisboa, porque de facto está um caos passar.
Só que eu em 20 minutos já estava no meu gate.
Mas não é melhor isso? Não é melhor viver com a calma?
Não às 04h20 da manhã, Guilherme.
Eu vou te dizer uma coisa. Eu acho que às vezes uma pessoa tem que saber passear no aeroporto.
Olha, isso é tudo muito giro. Quando tu chegas ao aeroporto, há horas em que as coisas estão abertas.
Não, eu hoje, por exemplo, vim para aqui para Londres, estava tudo fechado.
Pois.
Eu não consegui comer o meu iogurtinho do Starbucks.
Não dá.
Eu tive que ir à loma comer um croissant.
Pois, vês?
Mas a vida é fácil. E eu acho que as pessoas também têm que saber viajar.
Vocês não têm noção. Nós estamos com o computador em cima da cama e estamos sentados no chão. E eu pus a mão em cima da cama, ao pé do adaptador dos cabos.
Se o som ficar uma merda ou estiver pau-
Não, mas teve muita graça porque tu pegaste no meu dedinho.
Muito devagar, para não ser implicado. Querias o quê? Que eu partisse a tua mão ao errado?
Com dois dedinhos, pegou no meu dedinho e fez assim: "Tira este dedinho daqui".
Bom, por falar em ter cuidadinho, eu gostava de falar contigo sobre a nossa experiência gastronómica desta semana.
Olha.
Queres começar tu, porque fui eu que marquei.
Já nem me lembrava que tinha sido esta semana.
Foi esta semana, esta semana é muito longa. Eu gostava que tu descrevesses o teu ponto de vista, porque fui eu que marquei para ti.
É verdade. Nós fomos a um restaurante chamado Two Monkeys.
Dois Macacos, como se chama.
Dois Macacos, que é um restaurante com estrela Michelin. E eu não sabia que nós íamos, quer dizer, sabia que era um restaurante fancy e tu já tinhas dito que achas até que tinha estrela Michelin, mas eu não sabia o que era, porque é naqueles nossos encontros, naqueles nossos dates de cada mês marca um.
Exatamente.
E olha, gostei muito. Gostei muito da experiência. Há assim um balcão em U.
Sim, é um restaurante que só tem 12 lugares, todos num balcão à volta dos próprios chefs que estão a fazer.
E uma coisa que eu achei muito interessante é os chefs empratarem à tua frente.
Exatamente. Eu queria falar sobre isso.
Foi muito giro, que eles descreviam tudo, do que era, o ingrediente.
Ingrediente, ingrediente e não sei o quê.
Conversavam, foi muito interessante.
Comemos quatro tipos de caviar.
Sim.
Para mim caviar é há caviar e há não comer caviar.
Mas todos muito diferentes.
Todos completamente diferentes, com sabores diferentes. Agora, há aqui uma coisa que nós temos que falar
Já vou ser gozada pelo que eu disse, não é?
Exatamente. Imaginem esta experiência: nós estamos num restaurante com estrela Michelin, com 12 momentos. Não há menu, quando marcaste vais comer.
Sim, o que houver. Podes dizer intolerâncias, coisas que não comes.
Mandam um e-mail antes. A experiência foi absolutamente inacreditável. Depois tens pairing de vinho.
Eu não fiz, porque tinha o meu voo às 07:00 da manhã do dia seguinte e estava com medo de me dar uma grande moquinha e adormecer.
Exatamente. Mas há várias coisas que eu queria falar. A primeira é pairing de águas.
Havia.
Alguém me explica o que é pairing de águas?
Devem ser águas aromatizadas.
Mas trazem uma Frizze de limão?
Sim.
E depois água da torneira.
"Esta é uma água Del Cano".
Faz agora uma muito chique. O que é pairing de águas?
Devem ser infusões e águas com sabores.
Ok, mas para o preço que lá estava, eu vou dizer uma coisa.
Era caríssimo. Fiquei tipo: "Não, para isso bebo Del Cano".
70 € por pessoa para fazer pairing de águas.
Não, era 50.
Não, vinhos era 100, águas era 70, acho eu.
Era 50. Mas de qualquer das formas, não precisa, pode andar ali daquela Del Cano. Eu estou a ver, tem uma torneira ali.
É que a menos que a última, com a sobremesa, fosse um copinho de shot com lágrimas de André Ventura, uma coisa desse gênero, aí o pairing faz sentido.
Faz sentido.
Queria só dizer que não fomos para essa experiência, mas eu fiz o pairing de vinhos. Cada prato é montado à nossa frente, ou seja, à nossa frente vem um dos chefs, pousa dois pratos vazios, traz os ingredientes e monta o prato à nossa frente enquanto conta não só a história daquele prato, de onde é que ele vem, que experiência é, como-
Quem é que ele é, o CV dele.
Exatamente. E vem pôr, agora temos o microgreens. Já não é verdes, agora é sempre microgreens.
Microgreens.
Agora é microgreens.
Não é folhinhas.
Não é folhinhas, é microgreens. E depois põe o caviar e explica o que é o prato, os sabores, etc. Primeira coisa, um dos senhores que estava a montar os pratos tremia imenso.
Foi só a primeira vez.
Certo. Sendo que quando tu estás a pôr coisas microscópicas-
Com uma pinça
...com uma pinça no prato e está uma mão a tremer, eu vou vos dizer uma coisa, eu estava a sofrer pelo senhor.
Eu também.
Eu estava desconfortável.
Ele estava nervoso. Ele depois disse que era novo lá.
Eu percebo que ele esteja nervoso, mas eu fiquei mais nervoso por ele estar nervoso.
Verdade.
É como o stand-up, tu não podes aparentar estar nervoso.
Ou é como o médico.
Exatamente. Olha, é muito mais grave quando é o médico. Tu não podes aparentar estar nervoso. E o senhor estava a abanar imenso a pinça, e depois punha o microgreen, depois caía, ele ia lá buscar outra vez com a pinça e eu dizia: "Meu Deus, isto vai tudo rebentar. Ele está a dar mais num bom".
Ficou imensa pena dele, por acaso.
Não é pena. O prato era excelente e ele é bom no que faz.
Era ótimo, era muito bom.
Tremia muito, vou só dizer assim. Aquele senhor tem que tomar qualquer coisa para os nervos. Mas a certa altura, Rita da Nova, atenção, relembro, estamos num restaurante com estrelas Michelin, estão-nos a montar o prato, chefs com estrelas Michelin estão de pinça a montar o prato e a falar diretamente conosco, enquanto me trazem o espumante certo para aquele prato com o pairing de vinho. E a Rita diz, ao fim de dois pratos, em que nós já comemos caviar e atum, e diz o seguinte: "Então e o meu pão?" Mas o que é isto?
Eu depois até disse: "Quem me tira o meu pão e o meu azeite?"
A Rita, a primeira coisa que diz quando senta no restaurante estrelas Michelin é: "Então e o meu pão? Não há pão? Eu quero o meu pão." E a certa altura, o terceiro momento de 12 é uma coisa com pão, que trazem pão e manteigas especiais.
E azeitinha.
E a Rita relaxa finalmente, mama o seu pãozinho e diz: "Épa, é que a mim quem me tira o pãozinho, tira-me tudo".
O meu pãozinho e o meu azeite. Tira-me tudo.
É que tu podes ir ao restaurante estrela Michelin, pagar centenas de euros por uma experiência gastronómica.
Mas se não há um pãozinho.
Épa, mas tem que haver pão. Não me tirem o pão. O pão é o mais importante.
Não, se não há um pãozinho.
Eu adorei. Sendo que, só para as pessoas terem noção, foi uma experiência gastronómica de uma vida, é uma coisa única. É mesmo uma coisa para vocês irem quando tiverem uma boa novidade da vossa vida, para irem celebrar qualquer coisa específica.
Sendo que nós não tínhamos.
Tínhamos não só a celebrar o nosso amor, que isso é o mais importante, como estávamos a celebrar também-
O fim da tua tour.
O fim da minha tour.
A primeira parte da tua tour. Tivemos muito estresse nos últimos meses.
De te agradecer o teu apoio, de tu estares lá para mim quando eu estou nervoso.
Não tens de agradecer, desde que me dês um pãozinho, já sabes.
Exatamente, quem dá um pão, dá de tudo. Mas a sobremesa tinha caviar. Para as pessoas terem noção, a sobremesa tinha um tipo de caviar específico. É daqueles restaurantes em que uma pessoa come e depois aponta com o mindinho para o prato a dizer: "Não, este microgreen que está aqui é excelente". De apontar com o mindinho, é esse tipo de experiência gastronómica. E a minha mulher diz: "Então e o pão? Ninguém me traz um pão? Quero mamar um pão com o meu azeite".
Já tinha visto outras pessoas a comer pão. E eu não ia ter um pão? Tinha de pedir o meu pão? Eles não sabem o que é que eu quero?
É que pode-se levar a Rita para um restaurante Michelin, mas não se tira a tasqueira que existe aqui.
Não, podes tirar a Rita da padaria, mas não tiras a padaria da Rita. Pão e azeite é a melhor coisa da vida.
Ya.
Melhor coisa da vida.
E olha, foi uma experiência gastronómica absolutamente espetacular e acho que foi a refeição mais cara que já fizemos os dois. Acho que nunca tínhamos pago tanto dinheiro por uma refeição os dois.
Nunca tínhamos pagado. Ter pagado.
Ter pagado.
Ser pago.
Ser pago.
Com ter é pagado, com ser é pago.
Exatamente. Depois há teste no fim, não é, senhora professora? Nunca tinha pagado tanto dinheiro por uma refeição para os dois, e eu acho que é daquelas coisas que é especial para uma celebração e vale mesmo o valor.
Eu não vou tocar no cabo, homem.
Estava a fazer conforme tu estavas a encostar aí.
Eu posso estar com a mão na porcaria da cama, que não é porcaria nenhuma. Porcaria é a tua atitude.
Agora está a Lisa a dizer assim: "A tia está a gritar".
"O tio está a lavar o cabelo".
"O tio está a lavar o cabelo à tia, porque a tia está a gritar". E pronto.
Gostei muito, muito obrigada pela experiência gastronómica.
Nós é que pagámos. E muito, para estar ali. Mas de facto foi uma boa experiência gastronómica irmos ao-
Two Monkeys.
Two Monkeys. Depois fui para os Açores, estive a abrir o espetáculo do Ricardo nos Açores e queria agradecer às pessoas todas que foram muito simpáticas. Comi excelentemente lá. Lapa, peixe. Não sei se as pessoas conhecem a Terceira ou se já foram à Terceira, mas também queria aconselhar um restaurante lá. Isto agora parece o podcast do Vítor Sá que vai aconselhando restaurantes. É um restaurante que se chama Beira Mar.
Ok.
Que é na Terceira e onde eu comi provavelmente o melhor peixe da minha vida.
Ok, o que é que comeste?
O senhor disse...
Lídio?
Ele disse os quatro peixes que nós estávamos a comer. Não, cinco peixes, havia cinco tipos de peixes diferentes. Eu não decorei os tipos de peixe que eu comi.
Mas depois o problema é eu querer pão.
Olha, também comi bom pão, porque com as lapas fica aquele molhinho daquela espécie de frigideirazinha de onde vêm as lapas, e depois empapar.
Comeste bolo levedo?
Comi bolo levedo só no aeroporto, no pequeno-almoço em que estive indo embora.
No melhor sítio para se comer bolo levedo.
É o aeroporto da Terceira. Também vou dizer uma coisa, que também fui muito cedo e estive lá uma hora sentado.
E não há nada.
Pensei que era um aeroporto internacional e não, só havia um voo, que era aquele e pronto, está feito. E não é preciso mais nada na Terceira. E eu fui lá comer um bolo levedo.
E tu já tinhas ido à Terceira e não te lembravas que tinhas ido à Terceira.
Eu quero ir cedo para os aeroportos. Eu quero conhecer os aeroportos por dentro.
Está bem.
Os aeroportos merecem o nosso respeito e a nossa amizade. Queria dizer mais uma coisa.
Antes de irmos aos e-mails.
Antes de irmos aos e-mails.
Porque temos dois e-mails que não estão relacionados, mas era muito giro lermos os dois juntos.
Sem dúvida, e vamos ler os dois e-mails e eu não quero tirar os e-mails às pessoas, porque as pessoas depois refilam.
É como o pão.
Exatamente. Queria dizer o seguinte: na semana passada, nós lemos um e-mail do "Vate", com aspas, porque não é o Vate verdadeiro, não é o meu agente/produtor, mas é o Vate. Por quê? Porque lemos um e-mail de um rapaz que se tinha apaixonado no meu solo.
Não apaixonou, ficou interessado.
Ficou interessado. Eu queria dizer que anteontem recebi uma mensagem da menina a dizer duas coisas muito interessantes. Primeiro: "Olá, era eu a menina do espetáculo". Percebi pela maneira como ele falou, mas também porque ele mandou-me uma mensagem.
Olha.
Portanto, o Vate do e-mail da semana passada já mandou uma mensagem à rapariga do espetáculo e eu só fiz uma pergunta. Fiquei muito contente e fiz só uma pergunta. A minha pergunta para ela foi: ele foi correto na maneira como te abordou ou foi um grande rabado? E ela disse: "Foi super correto, gostei muito de receber a mensagem. Ele ouviu todos os vossos conselhos no último e-mail".
Olha.
Portanto, o que é que eu vou dizer?
Nós queremos estar a par disto.
Nós já separámos casais, mas eu acho que é possível que o meu solo, o "Amigável", a data em Lisboa no Tivoli e este podcast, por consequência, sejam responsáveis. Não quero pôr aqui pressão.
Não.
Eu nem sei qual é o estado civil da rapariga que recebeu a mensagem do Vate, com aspas, do episódio anterior, mas já pusemos...
A coisa a mexer.
Como a Alice gosta muito de cantar, "the wheels on the bus go round and round", já pusemos esta grande roda a rodar.
E agora ficamos aqui à espera, queremos saber updates e tenho a certeza que as pessoas que nos ouvem também quererão saber alguns updates.
Exatamente. É isso mesmo. E agora tu queres ir aos e-mails.
Eu quero começar com o e-mail do Drama King.
Do Drama King, sim senhora.
Que é drama dos roomies.
Exatamente. Nós temos dois e-mails para ler neste episódio. Um do Drama King e outro da Drama Queen. Tu queres primeiro o Drama King. Muito bem. Então força, podes ler.
O drama dos roomies. Há vários meses desenvolvi uma relação de amizade com uma rapariga que veio morar para um quarto da casa onde estou.
Ok.
Com quem também existiu intimidade física.
Ok, portanto já houve...
Amigos com benefícios.
Já houve...
Amigos coloridos.
Erasmus ali.
Desde o início, ela foi dizendo que não queria uma relação séria e que aquilo que existia entre nós não iria evoluir para algo mais.
Ok. Respect, foi honesta, disse: "Estamos a ter isto, estamos aqui neste enrolance, há aqui panças".
Estamos a dormir no mesmo quarto, mas não...
Ya.
Ao longo do tempo, chegou inclusivamente a dizer mais do que uma vez que fazia sentido parar com a parte física e manter apenas a amizade.
Ok.
No entanto, apesar dessas conversas, acabávamos por voltar a aproximar-nos e a envolver-nos novamente.
Ok.
Isso aconteceu várias vezes, o que contribuiu para alguma confusão da minha parte, porque as palavras dela apontavam numa direção, mas as atitudes e a proximidade que mantínhamos apontavam muitas vezes noutra.
Por isso é que era importante aquilo que ela disse, que é: temos de parar com a parte física, porque as pessoas começam a confundir.
Ela queria parar, mas depois não parava.
É porque ele é excelente na cama, o nosso Drama King.
Com o tempo, comecei a desenvolver sentimentos por ela. No entanto, sempre me senti confuso, porque apesar da proximidade, ela continuava a conhecer, a falar com outros homens e a envolver-se com eles e raramente mostrava vontade de fazer programas comigo fora de casa, o que me levou várias vezes a sentir que havia uma diferença entre aquilo que dizia e aquilo que fazia.
Ok.
Recentemente, decidi dizer-lhe de forma clara que gostava dela. Ela respondeu que gosta de mim e que sou uma pessoa importante na vida dela, mas manteve a posição de que não quer uma relação séria nem comigo nem com ninguém neste momento.
Se a resposta é: "Eu também gosto de ti, também és uma pessoa importante na minha vida", isto é um bocadinho ser friendzoned.
Calma. Posso acabar?
Podes.
Tu estás a comentar o e-mail.
Não, mas não posso ir comentando o e-mail.
Explicou que valoriza a liberdade, que gosta de se sentir livre para conhecer outras pessoas e que não quer assumir o compromisso e a responsabilidade que associa a uma relação.
Ok.
Apesar dessa posição, continuaram a existir demonstrações de carinho, intimidade e proximidade entre nós, o que tornou a situação emocionalmente difícil de interpretar.
Percebo perfeitamente.
Neste momento, a principal dificuldade é aceitar que existe uma ligação e um afeto reais entre nós, mas que aquilo que eu gostaria de construir não corresponde àquilo que ela diz querer para a vida dela neste momento.
Ok.
Peço desculpa pelo texto gigante, mas é a parte resumida. Rita, se quiseres contacta para escrevermos um livro sobre este drama. Quem sabe chega à TVI. Para compensar, envio foto das minhas duas meninas, que são gatas. Muito lindas.
Muito bem. E depois que coisas aqui? Drama King.
Drama King.
O que tu achas disto?
Eu acho que normalmente nós conhecemos estas histórias do lado oposto. Conhecemos essas histórias de uma mulher que se envolve com um rapaz, o rapaz diz que não quer compromisso.
No sentido não de as mulheres serem mais emocionais, mas de se apaixonarem e dos homens quererem mais só coisas físicas.
Normalmente, conhecemos mais essas histórias. E, por acaso, para mim está a ser refrescante saber que é uma mulher que diz: "Eu não quero".
Sim, sendo que eu acho que o grande problema aqui é que eles começaram a perceber que havia o perigo de um deles desenvolver sentimentos. Um deles desenvolveu sentimentos.
Eles começaram a perceber que havia o perigo de ele, não era de um deles. Porque ela desde o início que disse: "Eu não quero".
Certo, mas nunca deixou de ir para a cama com ele. E se há esse perigo, eu acho que ela tem que ser forte e pôr também um travão, como disse que ia fazer e não fez.
Exatamente. Até porque ela não se inibe de ir procurar outros homens e ir para a cama com outros homens. Portanto, aquilo que ela procura nele.
O grande problema aqui é o desfasamento entre ele ter dito que tem sentimentos por ela e depois ela continuar a ir para a cama com ele. Ele vai interpretar isso como: se eu já lhe disse que gosto dela e ela vem para a cama comigo a mesma, é que só ela é que está a conseguir desligar a parte emocional da parte física. Ele não está. E, portanto, eu acho que ela tem rapidamente de parar de ir para a cama com ele.
Eu não diria isso.
Porque está a dar-lhe a imagem.
Claro que tem, mas ela não vai parar e por isso tem de ser o drama king a parar.
Como é que se diz que não a sexo?
Ó Guilherme, vai encontrar noutro sítio.
Então é isso, ele tem que arranjar rapidamente outra pessoa para tapar esse buraco.
Ou outra pessoa, ou expulsar de casa.
Não!
Sim. Tu já viste o que é morar com uma pessoa que tem sentimentos.
E que quer ir para a cama contigo.
Deve ser horrível.
Ya. É como estares a tentar fazer dieta e teres sempre um pacote de bolachas no meio da sala.
Em formato gigante. A dizer: "Come-me".
"Come, morre daqui".
"Só uma".
Não pode ser. Ele tem que mudar de casa rapidamente. Mas como está o mercado?
Pois, é que está difícil a situação. Ele tem de arranjar outro quarto. Olha, ordem de importâncias. Arranjar outro quarto. Se não der para arranjar outro quarto, expulsá-la de casa. Se não der para expulsar de casa, trancar a porta do quarto.
Ele precisa de dois sítios novos onde se enfiar. Outro quarto e outra mulher.
Vamos à próxima email. Lês tu?
Leio eu. Com licença. Agora é da drama queen.
Exatamente. Nós escolhemos só dramas.
Este episódio tem muito drama. Acho que vais adorar este e-mail. Não sei se chegaste a ler este e-mail ou não.
Não.
Não chegaste? Vamos ter a tua reação a frio.
Então posso ir reagindo também como tu?
Estás completamente à vontade.
Ok.
Porque quando é a voz do outro, eu acho que não quebra o raciocínio de quem está a ouvir. Drama em modo casamento.
Ok, vamos.
Eu acho que tu vais concordar bué com ela. Acho que devíamos fazer mais isto, só um ler o e-mail e o outro reagir. "Querida Rita e querido Guilherme, estou a viver uma situação que me está a deixar desconfortável e gostava muito de ouvir a vossa perspetiva. Eu e o meu namorado vamos casar este ano, tal como um casal amigo. Comunicámos a data com bastante antecedência e uns meses depois eles marcaram o casamento deles para uma semana antes do nosso." Já estou a adorar. "Na altura, ainda disseram que iam adiar a lua de mel para conseguirem ir ao nosso casamento. Por isso seguimos em frente e não quisemos pôr lenha na fogueira. No entanto, eu, desde o início, disse que havia a possibilidade de eles não comparecerem e que se isso acontecesse, eu não iria ao casamento deles."
Olha, I love me a petty queen.
Atenção, sou vidente. "Entretanto, através de outras pessoas, tendo em conta que faltavam quatro meses, descobrimos que tinham decidido não ir ao nosso casamento porque não conseguiam encaixar a lua de mel da forma que eles queriam. Falaram conosco depois a expor a situação. Eu decidi não ir por ter a sensação de falta de consideração, transparência e respeito. Do outro lado-"
Falta de não sei o quê, e não tem voz dela e está bem.
E tem voz dela e está bem. "Do outro lado, consideram que a escolha do casal se sobrepõe a tudo, que não faz sentido mudar a vida deles em prol da nossa e que a minha decisão é por retaliação. Não considero que seja, tomei uma decisão consciente, porque eu sei que se fosse ao contrário, eu nunca o faria, especialmente a pessoas próximas. Se quisessem mesmo", e ela pôs em maiúsculas, "casar naquela data, teriam tido uma conversa honesta e frontal no primeiro momento com os meus amigos. Fico apenas um pouco confusa se estou a reagir emocionalmente ou se, na verdade, esta amizade simplesmente deixou de fazer sentido. Tenho dificuldade em relativizar estas coisas. Eu trato as pessoas com respeito e consideração e custa-me quando sinto que isso não é devolvido. Sinto-me magoada, mais do que tudo. Obrigada e fico à espera da vossa resposta. Drama queen." Não sei se está a passar no microfone ou não, mas isto é a Rita a bater palmas a este e-mail.
Percebo perfeitamente. Se há uma coisa que me tira do sério.
A Rita já se irritou.
Eu não faço nada na minha vida aos outros, à espera que me seja devolvido na mesma medida.
Ok, exatamente. Não fazes à espera que te façam.
Eu não faço à espera que me façam exatamente a mesma coisa, mas espero consideração das pessoas de volta.
Sem dúvida nenhuma.
E claramente estes amigos não tiveram consideração. Estes amigos sabiam com muito tempo que eles iam casar naquela data, sabiam com muito tempo que podiam ter organizado a vida deles de maneira a casarem depois ou casarem bastante antes para irem de lua de mel. E se de facto este casal amigo fosse importante para eles, e se manter esta amizade fosse importante para eles, eles tinham considerado isto.
Concordo 100%. Há vários erros que aquele casal amigo tomou. A primeira foi marcar o casamento depois, mas para antes.
Exato.
Logo aí, eu percebo, há aqui problemas com as quintas e é uma chatice marcar.
Agora eu ia dizer uma coisa muito estúpida. Tu disseste: "Há aqui problemas com as quintas", então casa uma sexta. Desculpa
De repente estou aqui com o palmeirim do Joker.
Desculpem.
E pronto, eu percebo isso.
Sim, claro.
Depois dizem: "Mas não se preocupem, nós vamos ao vosso, porque é importante irmos ao vosso".
Não, mas depois dizem-
"Porque vamos mudar a lua de mel, vamos arrastar a lua de mel e vamos ao vosso". E depois, obviamente, como ela percebeu, eles não vão. Portanto, repara nesta sequência: eles primeiro marcam o casamento para antes, depois garantem que vão, mentem, e depois não vão, e agora estão chateados dela dizer que então também não vai ao deles.
E eu percebo que seja entendido como retaliação, mas na verdade não é retaliação no sentido de "fizeste-me mal, eu vou te fazer mal". É: "Não me consideras, então também não te vou considerar".
Exatamente.
Desculpa, não vou gastar a minha energia com uma pessoa, ou com duas pessoas, ou com um casal, que não me considera da mesma forma.
Ya.
Além disso, é caro ir a casamentos. É o vestido, é a roupa, é não sei o quê. O vestido e a roupa é a minha coisa. E de facto, obviamente que quando é por alguém que tu gostas muito, isso nem sequer te passa pela cabeça, mas quando começas a ver estas atitudes, pensas: "Tenho mais onde gastar o meu dinheiro, o meu tempo e a minha energia".
Ya. Os amigos fizeram tudo à medida deles, à maneira deles, no timing deles e não vão ao casamento da Drama Queen. E estão chateados dela ponderar também não ir ao deles.
Pois.
Que grande lata.
Olha, e quero dizer outra coisa sobre este e-mail.
É que isto é preciso mesmo uma grande lata.
É preciso uma grande lata. Quero dizer uma coisa sobre este e-mail. Eu acho que ela está a reagir. Ela diz: "Não sei se estou a reagir de forma emocional". Está, mas isso não é necessariamente mau.
Não, de todo.
Porque eu acho que às vezes nós também precisamos um bocadinho de mostrarmos aos outros que estamos chateados e que eles nos magoaram e que as ações têm consequências.
Exatamente, é mesmo isso. E além do mais, eu não conheço a Drama Queen, este é o nosso primeiro contacto com ela porque ela escreveu um e-mail, mas ela apesar de reagir às coisas emocionalmente, que toda a gente reage, ela é super racional e faz as perguntas de forma racional sobre as suas emoções, que é a melhor maneira de lidar com as coisas. Ela não é explosiva, não é impulsiva, não disse tipo: "Então que se foda o casamento desses gajos, então eu não vou". Não, a Jana pensou: "Isto vai acontecer, eu estou a ouvir isto acontecer. Aconteceu, ok, e eu avisei que isto ia acontecer".
Era esse ponto do já estou a ver daqui, estou daqui e já a ver que vai acontecer, porque isso acontece-me algumas vezes. Por isso é que eu acho que me identifico bastante com o e-mail.
Tu és muito boa a perceber as coisas.
Não é isso. É. Eu já estou a sentir uma vibe e já sei que alguém me vai desiludir.
Ya. Estás a ver a dar ali a volta ao fundo, não é?
Estou. Já estou a ver aí.
Ya. Ela é sem dúvida petty queen. É verdade que é, mas eu acho que ela tem todo o direito de demonstrar: "Aquelas pessoas magoaram-me, eu estou magoada e não quero ir a este casamento, por estar magoada com isto". Eu não sei se o namorado/noivo da Drama Queen não estava na esperança que nós disséssemos aqui em resposta ao e-mail: "Não, estás a pensar mal, vai lá ao casamento deles" e não sei o quê.
Depois dizem que dia é que é e vamos todos para os copos.
No notes.
Exato.
Não tenho notas nenhumas, concordo 100% que ela não vai.
Segunda-feira não vai à escola, terça-feira não vai à escola, quarta-feira não vai à escola, e se todos os pais fizessem como a Drama Queen, estava o assunto resolvido.
Exatamente. terapiadecasalpodcast@gmail.com é onde vocês podem enviar as vossas perguntas, dúvidas, como fez o Drama King e como fez a Drama Queen. Como vocês veem, uma é uma questão sobre roommates que andam na cama uns com os outros e estão a desenvolver sentimentos, o outro é sobre convites de amigos para casamentos. Vocês podem mandar o tipo de mensagem que vocês quiserem.
Mandem tudo.
Mandem tudo. Que nós estamos aqui.
Cá estaremos.
E agora, como diz a Alice, quando acaba qualquer coisa, nós acabamos o nosso episódio e é...
All done.
All done.
Bye bye.