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De Observador. Começa agora o Jornal das 9, edição da jornalista Laura Figueiredo e começamos na atualidade internacional. Volodymyr Zelensky discursou hoje na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Diz que a Rússia está humilhada por ter perdido o controle da indústria petrolífera.

Foi por aqui que começou a intervenção do presidente ucraniano na Assembleia Geral das Nações Unidas. Zelensky lembrou a publicação de Donald Trump sobre a perda de controle russo na indústria petrolífera e fala numa humilhação para Moscovo perante uma guerra que nenhum líder mundial apoia.

É difícil imaginar uma perda mais humilhante para um país que tem lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU e que tem tanto orgulho nas suas exportações de petróleo. Eu cito: "Um grande número de refinarias de petróleo, diziam russas, foram destruídas e estão, pelo menos, temporariamente fora de comissão". E isto é verdade. A Rússia enganou-se. E a conclusão desta publicação do Trump também está certa. Esta guerra ridícula com a Ucrânia tem de acabar. E eu não conheço um líder mundial que diga o contrário. Eu não conheço ninguém que esteja abertamente a favor desta guerra.

O presidente ucraniano garante ainda assim que o alvo de Kiev não é a indústria petrolífera russa, mas sim a capacidade de Moscovo de financiar a guerra. Volodymyr Zelensky pediu ainda a intervenção da China para acabar com a guerra na Ucrânia e diz que Xi Jinping é alguém que pode, de facto, influenciar a Rússia.

Os ucranianos entendem que este inverno pode ser muito perigoso para nós, mas em resposta, não teremos escolha senão fazer com que seja doloroso também para a Rússia. Infelizmente, não tivemos oportunidade de falar diretamente com o líder da China, que está na América hoje e não aqui. E ele é alguém que pode influenciar a Rússia também, mais do que muitos outros podem.

A intervenção do presidente ucraniano na Assembleia Geral das Nações Unidas. Antes deste discurso, o chefe da diplomacia russa falou no Conselho de Segurança da ONU. Sergey Lavrov rejeitou a possibilidade de parar os ataques à Ucrânia durante possíveis negociações com Kiev. Argumenta que isso seria uma oportunidade para a Europa encher o regime de Volodymyr Zelensky com armas.

E em Portugal, a comissão de inquérito ao ministro da Administração Interna vai avançar. André Ventura aceitou as condições do presidente da Assembleia da República.

José Pedro Aguiar Branco revelou esta tarde que aceitou o terceiro requerimento do Chega para criar uma comissão de inquérito parlamentar a Luís Neves, mas impôs condições. Das 11 alíneas que o Chega quer investigar, o presidente do Parlamento recusou duas.

Um tem a ver com alegadas interferências de um filho de Luís Neves com a atividade jornalística, mas não está demonstrada nenhuma ligação eventual entre essa situação e as funções de Luís Neves ou os meios da Polícia Judiciária. Portanto, é uma situação de caráter privado. A segunda tem a ver com a procura de conflitos de interesse relativamente a entidades que também não estão identificadas.

Esclarecimentos do presidente da Assembleia da República, que avançou também que se o Chega aceitasse a proposta, a comissão de inquérito poderia avançar desde já. Ora, poucos minutos depois, André Ventura aceitou.

Eu quero transmitir que, em nome do Chega e do grupo parlamentar, o Chega vai aceitar estas duas condições impostas pelo presidente da Assembleia da República e vamos avançar para que rapidamente, nos próximos dias, possamos ter a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito a todo o caso envolvente de Luís Neves. Quero também deixar duas garantias, que acho que são importantes nesta convergência de interesses, que como eu disse desde o início, às vezes em democracia não concordamos com tudo, temos que fazer para que as coisas aconteçam. Foi o que o Chega fez. Queria agradecer ao presidente da Assembleia da República a rapidez também.

Declarações de André Ventura, que mantém ainda em aberto a possibilidade de integrar esta comissão de inquérito.

E em Roma, o presidente da República tem a expectativa de ouvir o Papa Leão XIV sobre os atuais conflitos mundiais.

António José Seguro vai ser recebido pelo Papa amanhã no Vaticano. Em declarações ao jornalista já em Roma, o presidente da República admitiu hoje estar com uma enorme expectativa em ouvir o Papa sobre os principais problemas no mundo, em especial as guerras.

A minha responsabilidade é dirigir à Sua Santidade o convite para fazer uma visita de Estado ao nosso país. Isso vai reforçar estas relações de amizade e vai ser também um momento e um palco num país aberto ao mundo para que a palavra do Papa também possa ser ouvida por quem deve e para que se calem as armas. Nós precisamos de acabar com as guerras. A Europa tem uma guerra, o Estreito de Hormuz está a provocar muito sofrimento às pessoas e também em Portugal, e a palavra do Papa é uma palavra importante.

Palavras de António José Seguro, que diz também querer convidar o Papa para visitar Portugal. O chefe de Estado quer também ouvir o chefe da Igreja Católica falar sobre inteligência artificial, o tema da primeira encíclica deste papa.

E na próxima semana deve ser assinado um acordo no âmbito da construção de uma nova fábrica de munições.

Uma capacidade que Portugal vai voltar a ter, a garantia é do ministro da Defesa Nacional. A intenção do governo de voltar a ter uma fábrica de munições foi anunciada pela primeira vez há cerca de dois anos. Agora, Nuno Melo garante que dentro de meses a proposta vai entrar no Parlamento.

Portugal já teve muita força e capacidade na produção de munições. Desapareceu, perdemo-la. Braço prata, por exemplo, para não só. Nós vamos produzir as munições em Portugal. Posso dizer que, em princípio, para a semana será assinada o executive agreement relativo às munições, mas as munições vão passar a ser produzidas outra vez em Portugal. Diria que nos próximos meses, este ano, será entregue no Parlamento

O Ministro da Defesa, Nuno Melo, à margem da cerimónia do aniversário da Polícia Judiciária Militar em Lisboa. Nuno Melo avança ainda que o Governo pretende ter uma participação entre 35% e 51% nesta fábrica de munições, cujo investimento deve rondar os €45 milhões. Pretende também criar mais de 100 postos de trabalho.

Laura, vamos ainda acompanhar as últimas horas do velório de Jorge Palma.

Que decorre até às 22h, na Voz do Operário, em Lisboa. As portas abriram às 15h e, ao longo do dia, têm passado por lá figuras políticas, músicos, atores e também muitos fãs de Jorge Palma. A acompanhar a cerimónia tem estado a jornalista do Observador, Beatriz Félix. Agora em direto. Beatriz, boa noite. Como é que está a afluência a uma hora do final desta cerimónia?

Boa noite, Laura. Estamos já perto do final, a menos de uma hora de as portas fecharem. A sala continua cheia do último andar deste edifício da Voz do Operário. São muitas as pessoas que ainda por aqui passam. Já houve momentos de homenagens sentidas. Aqui nos pisos intermédios, um grupo de fãs que entoava várias músicas de Jorge Palma, ao qual se juntaram outras tantas pessoas que por aqui passavam. Também na sala principal, onde está o corpo de Jorge Palma, houve uma ovação de pé. Bateu-se palmas durante quase 20 minutos a este cantor, nome tão grande da música portuguesa. Jorge Palma, que faleceu aos 76 anos, na madrugada desta segunda-feira. Falaste de várias figuras, de vários setores. Deixe-me enumerar alguns da parte política. Membros do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, também Fabião Figueiredo. Já do PCP, esteve presente Paulo Raimundo, secretário-geral do partido, também Paulo Santos, Alfredo Maia. Houve ainda outras figuras, como o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, e também o antigo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Outros nomes grandes da música e também amigos de Jorge Palma, como Sérgio Godinho, Vitorino Fernando Tordo e também Rui Veloso. Foram vários os que falaram também depois de prestarem esta última homenagem, mas não esquecer também aqueles que, mesmo não sendo conhecidos, eram fãs deste cantor e quiseram prestar uma última homenagem, dizer um último adeus a Jorge Palma, que está na Voz do Operário a ser velado. O funeral é amanhã.

Jornalista Beatriz Félix, que tem estado a acompanhar o velório de Jorge Palma na Voz do Operário, em Lisboa.

Laura, agora com nove minutos para às 21h, vamos ao noticiário de âmbito local.

Setenta e três pessoas continuam desalojadas na região de Leiria devido ao mau tempo que atingiu o país no início do ano. É o que revela o coordenador da estrutura de missão do centro. Paulo Fernandes salienta que essas pessoas estão em condições dignas, com o contributo dos municípios e também da Segurança Social. A comissão política do PSD Barreiro considera inaceitável que permaneça sem resposta, depois de um mês, as questões colocadas ao Executivo socialista pelo vereador José Paulo Rodrigues. Em causa está um despacho que determinou a retenção de todas as despesas da Autarquia de Barreiro, com exceção dos vencimentos do pessoal. Em requerimento, o vereador social-democrata solicitou informação detalhada sobre receitas, tesouraria, PRR e também a utilização do financiamento de curto prazo. A Câmara de Lisboa aprovou, ao início da tarde, o pagamento de €8 milhões à Web Summit, evento que acontece de 6 a 12 de novembro, valor que provém do Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa. Esta proposta acresce os valores a apresentar depois do evento. O município de Santarém avisou hoje o governo sobre o processo de classificação do Centro Histórico de Santarém e Ribeira de Santarém. Um processo que está em curso há cerca de uma década e meia e é agora da responsabilidade do património cultural. O autarca reuniu com o secretário de Estado da Cultura e deixou claro que se a classificação não estiver concluída até ao final deste ano, o município vai avançar juridicamente com vista à declaração da sua caducidade. A fatura da recolha e transporte de lixo, limpeza urbana e gestão do Ecocentro vai custar à Câmara de Aveiro, no mínimo, mais de €7 milhões do que era esperado. São dados revelados hoje na reunião da Assembleia Municipal. Os gastos passam assim de cerca de 19 para cerca de €36 milhões pelo serviço prestado durante a próxima concessão até 2035. O atual presidente da Associação Comercial do Porto, Nuno Botelho, foi reeleito no cargo para o mandato deste ano e mantém-se também como vice-presidente o professor universitário Álvaro Costa. De acordo com o comunicado enviado à Agência Lusa pela associação, o atual presidente, responsável pelo estudo de Pedro Passos Coelho, "Bloqueios versus Reformas: Uma visão para Portugal", foi reeleito em assembleia geral ordinária durante o dia de ontem.

E assim terminamos o Jornal das Nove, edição de Laura Figueiredo. Está de regresso já a seguir com o Gabinete de Guerra. Laura, até já.

Até já.