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A Rádio Observador. Começa agora o Jornal das 11, edição da jornalista Laura Figueiredo. E Laura, o secretário-geral do PS pede esclarecimentos rápidos à ministra da Justiça sobre as buscas ao gabinete do diretor da PJ.
A Polícia Judiciária foi hoje alvo de buscas. Procuradores do Ministério Público e inspetores da Autoridade Tributária entraram no edifício da PJ para dar seguimento a um mandado de busca, no âmbito de uma denúncia que visa diretamente o diretor nacional da PJ, Carlos Cabreiro. Esta noite, em entrevista à RTP Notícias, José Luís Carneiro diz que esta iniciativa do Ministério Público é inédita. Por isso mesmo, o líder socialista pede que a investigação seja célere e considera que a ministra Rita Lara Conjudo deve vir a público dar explicações.
Quanto mais célere forem as investigações, quanto mais rapidamente se restabeleça o normal funcionamento da Polícia Judiciária, melhor. E acho que a senhora Ministra da Justiça deve velar por esse objetivo.
Deve fazê-lo amanhã, já?
Bom, deve fazer quando entender. No meu entender, quanto mais rápido o fizer, melhor. Ou seja, é importante que dê uma palavra pública, enquanto responsável política pelo Ministério da Justiça, sobre a importância não apenas do escrutínio sobre a ação dos titulares das mais importantes funções, mas também uma palavra de tranquilidade, porque isto também é demonstração de que, no Estado de Direito, ninguém está acima da lei.
José Luís Carneiro falou ainda sobre a confirmação da Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves. Considera que o Parlamento não se deve substituir aos tribunais no apuramento de eventuais crimes do antigo diretor da PJ.
Esses atos estão a ser objeto precisamente de várias investigações. Uma delas, por aquilo que é público, conduzida pela própria Procuradoria-Geral da República. E, portanto, há que aguardar pelas investigações e pelas conclusões dessas investigações. Confundir o plano parlamentar e político e procurar fazer na Assembleia da República aquilo que compete fazer às instituições que têm por objeto e por responsabilidade averiguarem atos que possam ter constituído ilícito criminal é procurar confundir papéis, no nosso entendimento.
Declarações de José Luís Carneiro esta noite em entrevista à RTP Notícias.
E a comissão de inquérito ao ministro da Administração Interna vai avançar? André Ventura aceitou as condições do presidente da Assembleia da República.
José Pedro Aguiar Branco revelou esta tarde que aceitou o terceiro requerimento do Chega para criar o inquérito parlamentar a Luís Neves, mas impôs condições. Das 11 alíneas que o Chega quer investigar, o presidente do Parlamento recusou duas.
Um tem a ver com alegadas interferências de um filho do Luís Neves com a atividade jornalística, mas não está demonstrada nenhuma ligação eventual entre essa situação e as funções do Luís Neves ou os meios da Polícia Judiciária. Portanto, é uma situação de caráter privado. A segunda tem a ver com a procura de conflitos de interesse relativamente a entidades que também não estão identificadas.
O presidente da Assembleia da República que disse que se o Chega aceitasse a proposta, a comissão de inquérito poderia avançar já. Ora, poucos minutos depois, André Ventura aceitou.
Eu quero transmitir que, em nome do Chega e do grupo parlamentar, o Chega vai aceitar estas duas condições impostas pelo presidente da Assembleia da República e vamos avançar para que rapidamente, nos próximos dias, possamos ter a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito a todo o caso envolvente de Luís Neves. Quero também deixar duas garantias, que acho que são importantes nesta convergência de interesses, que como eu disse desde o início, às vezes em democracia não concordamos com tudo, temos que fazer para que as coisas aconteçam. Foi o que o Chega fez. Queria agradecer ao presidente da Assembleia da República a rapidez também.
André Ventura, que mantém em aberto a possibilidade de integrar esta comissão parlamentar de inquérito.
E na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o primeiro-ministro Luís Montenegro criticou o que considera ser a realidade absurda e insensata do aumento do preço dos combustíveis.
No evento de alto nível promovido pelo secretário-geral das Nações Unidas sobre a ação climática e transição justa, o primeiro-ministro português garantiu que o país está na linha da frente da transição energética e assegura que Portugal vai duplicar a capacidade instalada de produção de energia renovável. Pois Montenegro defende que o investimento nas energias renováveis tem vários objetivos, entre os quais a garantia de maior autonomia estratégica.
Uma altura onde estamos todos a ser afetados por esta realidade absurda e insensata de estarmos todos a pagar os combustíveis provenientes do petróleo mais caros, com inegável prejuízo para as nossas populações e para as nossas economias, a capacidade de sermos mais autônomos, cada um de nós também mais soberano, mais amigo do ambiente e podermos oferecer fontes de energia a um preço mais acessível é um objetivo comum que partilhamos convosco.
O primeiro-ministro Luís Montenegro, em Nova Iorque, defende que Portugal está na linha da frente da transição energética e que deve conseguir antecipar-se em alguns anos o objetivo de alcançar a neutralidade carbônica em 2050.
E Laura, o presidente da República vai ser amanhã recebido pelo Papa no Vaticano.
Em declarações aos jornalistas já em Roma, António José Seguro admitiu hoje estar com enorme expectativa para ouvir Leão XIV sobre os principais problemas do mundo, mas em especial sobre os conflitos.
A minha responsabilidade é dirigir à sua santidade o convite para fazer uma visita de Estado ao nosso país. Isso vai reforçar estas relações de amizade e vai ser também um momento e um palco Num país aberto ao mundo, para que a palavra do papa também possa ser ouvida por quem deve e para que se calem as armas. Nós precisamos acabar com as guerras. A Europa tem uma guerra, o estreito de Ormuz está a provocar muito sofrimento às pessoas e também em Portugal, e a palavra do papa é uma palavra importante.
Palavras de António José Seguro, que quer também convidar o papa para visitar Portugal.
E na atualidade internacional, Volodymyr Zelensky pede a intervenção da China para ajudar a pôr um fim à guerra na Ucrânia.
O presidente ucraniano discursou hoje na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Zelensky recordou o aproximar do inverno e as dificuldades enfrentadas pelos ucranianos nessa época, devido aos ataques russos ao sistema energético. O presidente ucraniano lamenta não ter tido a oportunidade de falar com o presidente chinês, alguém que considera ter poder para influenciar a Rússia.
Os ucranianos entendem que este inverno pode ser muito perigoso para nós, mas em resposta, não teremos escolha senão fazer com que seja doloroso também para a Rússia. Infelizmente, não tivemos a oportunidade de falar diretamente com o líder da China, que está na América hoje e não aqui. E ele é alguém que pode influenciar a Rússia também, mais do que muitos outros podem.
Declarações do presidente ucraniano na Assembleia Geral das Nações Unidas. Quanto ao presidente chinês, chegou há momentos a Washington, está a ser recebido por Donald Trump. Vai começar uma visita aos Estados Unidos que não inclui nenhuma passagem na sede da ONU, em Nova York. Ainda no mesmo discurso, Zelensky disse que a Rússia está humilhada por ter perdido o controle da indústria petrolífera.
É difícil imaginar uma perda mais humilhante para um país que tem lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU e que tem tanto orgulho nas suas exportações de petróleo. Eu cito: "Um grande número de refinarias de petróleo, diziam russas, foram destruídas e estão pelo menos temporariamente fora de comissão". E isto é verdade. A Rússia enganou-se. E a conclusão desta publicação do Trump também está certa. Esta guerra ridícula com a Ucrânia tem de acabar. E eu não conheço um líder mundial que diga o contrário. Eu não conheço ninguém que esteja abertamente a favor desta guerra.
O presidente ucraniano garantiu ainda que o alvo de Kiev não é a indústria petrolífera russa, mas sim a capacidade de Moscovo de financiar a guerra. Ainda antes do discurso de Volodymyr Zelensky, o chefe da diplomacia russa falou no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Sergey Lavrov rejeitou a possibilidade de parar os ataques à Ucrânia durante possíveis negociações. Diz que isso seria a oportunidade para a Europa encher o regime de Kiev com armas.
E agora são 11h09, vamos às notícias de âmbito local.
63 pessoas continuam desalojadas na região de Leiria devido ao mau tempo que atingiu o país no início do ano. São dados revelados pelo coordenador da estrutura de missão do centro. Paulo Fernandes salienta que essas pessoas estão em condições dignas apenas por ter o contributo dos municípios e da Segurança Social. A comissão política do PSD Barreiro considera inaceitável que permaneçam sem resposta, depois de um mês, as questões colocadas ao executivo socialista pelo vereador José Paulo Rodrigues. Em causa está um despacho que determinou a retenção de todas as despesas da Câmara Municipal do Barreiro, com exceção dos vencimentos do pessoal. Em requerimento, o vereador social-democrata solicitou informação detalhada sobre receitas, tesouraria, PRR e também a utilização de financiamento de curto prazo. A Câmara de Lisboa aprovou hoje o pagamento de € 8 milhões à Web Summit, evento que acontece de 6 a 12 de novembro. O valor vem do Fundo do Desenvolvimento Turístico de Lisboa. A esta proposta acrescem depois os valores a apresentar-se depois do evento. O município de Santarém avisa o governo sobre o processo de classificação do Centro Histórico de Santarém e Ribeira de Santarém. Este processo está em curso há cerca de uma década e meia e é agora da responsabilidade do património cultural. O autarca reuniu com o secretário de Estado da Cultura. Deixou claro que se a classificação não estiver concluída até ao final do ano, o município vai avançar juridicamente com vista à declaração da caducidade. A fatura da recolha e transporte de lixo, limpeza urbana e gestão do Ecocentro vai custar à Câmara de Aveiro, no mínimo, mais de € 17 milhões do que era esperado. Os dados foram revelados hoje na reunião da Assembleia Municipal. Os gastos passam assim de cerca de 19 para cerca de € 36 milhões pelo serviço prestado durante a próxima concessão até 2035. O atual presidente da Associação Comercial do Porto, Nuno Botelho, foi reeleito para o mandato deste ano. Como vice-presidente, mantém-se também o professor universitário Álvaro Costa. De acordo com o comunicado, o atual presidente da associação, responsável pelo estudo de Pedro Passos Coelho, "Bloqueios vs Reformas", foi reeleito em assembleia geral ordinária durante o dia de ontem.
E fica por aqui o Jornal das 11, com edição da jornalista Laura Figueiredo. Laura, até já.
Até já.
E já a seguir temos Do Avesso.