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Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto.

E aí vamos nós, três temperaturas: quem está quente, quem está morno e quem está frio no mundo das celebridades hoje com Ana Cristina Marques. Olá, Ana, como é que estás?

Olá, boa tarde.

Está de volta.

Cá está ela.

Sempre de volta.

Escolheste muito bem, assim à partida, faz todo sentido ter Rihanna no quente do nosso termómetro. Que novidades há da Rihanna?

Só porque simpatizas com ela.

Simpatizo é uma boa palavra.

Ela hoje está no quente porque a ilha de Barbados, nas Caraíbas, tornou-se oficialmente uma república e deixou de reconhecer a Isabel II como a sua chefe de Estado. E esta cerimónia de transição contou com várias figuras internacionais, incluindo o príncipe Carlos, que discursou perante as suas presenças.

Foi entregar as chaves, provavelmente.

Exatamente, foi entregar as chaves. Apesar de ser o herdeiro ao trono britânico e de ser o convidado de honra destas cerimónias, foi mesmo Rihanna quem roubou todas as atenções e nem sequer foi preciso cantar.

Rihanna, que é seguramente a artista mais famosa desta ilha de Barbados. Nunca sei, Ana, se se diz dos Barbados ou de Barbados.

Não, dos Barbados.

Dito muito depressa parece rebarbados.

Há sempre essa questão.

Mas dos Barbados parece-me bem. Ela de facto é muito conhecida e tanto que foi considerada uma heroína nacional durante estas comemorações. A distinção foi apresentada pela primeira-ministra, Mia Mottley, que até citou, curiosamente, uma das músicas da cantora de 33 anos ao dizer, e passo a citar: "Que continues a brilhar como um diamante e que continues a honrar a nação". Está aqui a citar a música que estamos a ouvir de fundo, "Shine Bright Like a Diamond".

Só não tem a parte da nação, mas isso foi a liberdade poética.

Ela sempre a acrescento. Exato. Pode ser que ela faça uma nova versão da música no futuro. Eu diria que é mesmo caso para dizer que Rihanna ofuscou Carlos.

Não era difícil.

É verdade. Acho que às vezes o Pat Tonilder é capaz de fazer isso.

Sim, aliás, o Malik a bater as orelhas, para mim, é melhor que o príncipe Carlos.

Não tem comparação.

Embora o Carlos a bater as orelhas também não me parece que seja muito engraçado.

É muito interessante.

Já agora, há aquela comparação óbvia, porque já com Diana, Carlos estava muito habituado a ficar em segundo plano.

Eu acho que disseste isso de forma muito simpática. E de facto, consta que Carlos sempre teve ciúmes da fama de Diana. E ela já não está cá há tanto tempo e continua a ser mais falada do que ele. Acho que isso quer dizer alguma coisa.

Sim, senhor. Estava aqui a olhar o morno. Cá está, o morno tem Kanye West hoje. O que se passa com Kanye West?

O que se passa com Kanye West?

Continua na sua contenda para conquistar Kim Kardashian.

Exato, continua um bocadinho.

Mas ainda estamos a chamar Kanye West ao homem?

Pode chamar Ye. Acho que fica bem também. Na verdade, é o nome dele no Instagram e é sobre o Instagram que nós vamos falar, porque neste momento, eu não sei se seguem o Kanye West ou Ye no Instagram, mas mais de nove milhões e meio de seguidores ficaram sem acesso a qualquer publicação dele, porque ele tomou a decisão de apagar todos os conteúdos que estavam disponíveis na conta de Instagram. E quando eu digo todos, é mesmo todos, não há lá nada. Não sei se eram fãs, não, mas não há lá nada.

Agora parece o meu Instagram.

Pronto.

Mas há algum motivo para isso ter acontecido? Algum chamamento divino, como da última vez?

Não é clara a razão pela qual eliminou estes posts. Aliás, não foi a primeira vez que isto aconteceu, é preciso dizer, mas de facto aconteceu poucos dias depois do rapper ter falado publicamente naquele evento a propósito do Dia de Ação de Graças, na última quinta-feira, e nesse mesmo evento, como o Tiago se recorda bem, Kanye discursou sobre a família, sobre os erros que cometeu durante o casamento e sobre como Deus queria que ele se reunisse com Kim Kardashian, com quem tem quatro filhos.

Queria, Deus queria muito.

Deus queria muito.

Imenso. Também me recordo de termos falado desse evento e teres dito que Kim Kardashian já tem um novo namorado.

Pois é.

Deus estava distraído.

Exatamente, muito distraído. Apesar destas manifestações públicas de afeto de Kanye West, ou Ye, convém lembrar que Kim pediu o divórcio no início do ano e que realmente tem saído com a estrela do Saturday Night Live, o Pete Davidson, de 28 anos, e parece que esse romance tem mesmo vindo a aquecer e que Davidson tem feito da relação uma prioridade. Isto, pelo menos, de acordo com o que uma fonte anônima contou à People. É ver onde é que vai parar, se Deus concorda, se não concorda, mas a coisa parece estar a ir bem.

E vamos ao frio do nosso termómetro. Regressamos à família real britânica. Há novidades, Ana, desse documentário da BBC, que anda a deixar a família real nervosa.

Exato. Nervosa também é uma forma muito simpática de pôr a coisa. E há novidades, porque ontem à noite foi emitida a segunda parte deste documentário, The Princess and the Press, que explora precisamente a relação entre os príncipes William e Harry e a imprensa. E já era esperado que o documentário fosse acentuar ainda mais o fosso que separa os dois irmãos, mas o programa contou também com a participação da advogada de Meghan Markle, que veio negar todas as acusações de bullying de que a duquesa chegou a ser alvo.

Mas isso foi quando a duquesa vivia no Reino Unido e no palácio, não é? Porque as queixas de bullying foram exatamente por parte do staff do palácio.

Exatamente. Tanto que em novembro de 2018, poucos meses depois do casamento de Meghan e de Harry, três assistentes tinham abandonado a Casa Real. Convém lembrar que essas queixas tiveram palco na imprensa britânica poucos dias antes da entrevista dos Sussex à Oprah ir pro ar. Não foi muito inocente, pelo menos não pareceu.

Ok, mas o que a advogada de Meghan comenta mais sobre este assunto? Como ela defende a Duquesa?

Neste documentário, a Jenny Afia, acho que é assim que se diz o nome dela, falou com o consentimento de Meghan Markle e nega essas acusações de bullying, mas ao mesmo tempo coloca em cima da mesa um argumento que eu achei um pouco bizarro, porque ela diz que a Duquesa recusa todas as alegações de bullying, mas que também não quer negar as experiências pessoais de ninguém.

Exato, as experiências pessoais. Depois não se percebe, mas como assim? Há bullying ou não há bullying? Não se sabe, é tudo relativo.

Não se sabe, exatamente.

É a realidade de cada um. Eu acho que ela quer dizer: "Eu acho que não, mas se tiver acontecido..." As experiências vividas pelos funcionários. Cada um sabe de si. E ninguém sabe nada.

É verdade, ninguém sabe nada, é muito relativo.

É uma delícia esta senhora, é o meu latrocínio.

Exato. A advogada diz que Meghan nega totalmente este tipo de comportamento, mas de facto, quando lhe foi pedido para apresentar provas do que estava a defender, ela diz que é muito difícil de provar que não houve bullying. E ainda no documentário, só pra acrescentar, ela rejeita ainda a ideia de que é difícil de trabalhar com Meghan Markle, será? E diz que os Sussex não pediram privacidade, que essa foi uma narrativa criada pelos mídia.

Então parece tudo ao contrário.

Exato.

Eles foram embora porque queriam privacidade dos mídias, não foi?

Isto pelos vistos não é para entender.

Isto é só mesmo pra isto. É pra discutirmos. Exatamente.

É tudo relativo.

Exato. Eu também gosto dessa coisa, é difícil provar que não houve bullying. Que é do gênero, se calhar até houve, mas depende de quem o recebeu. Depende da resistência da pessoa. Lá está. Isso é muito estranho. Exato. Porque é que é bullying pra uns e pra outros? Ora bem, quero recordar que no quente estava a Rihanna, no nosso termômetro, no humor. Sim, pra acabar num tom um pouco mais positivo.

Pra acabar em bem.

No morno está a Kanye West e a família real britânica fecha o nosso termômetro com a temperatura de frio esta terça-feira, véspera de feriado. Ana Marques, muito obrigado. E bom feriado pra ti.

Bom feriado pra vocês também.

Tchau.

Tchau.