Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Este podcast tem o apoio CUF. Nos Centros de Saúde CUF, encontra cuidados de proximidade com a qualidade e segurança de sempre, mesmo à sua porta. Quem tem CUF à porta, tem tudo. Centros de Saúde CUF SA. NPC 509925332.

Chega o verão e há um grupo que parece sentir particularmente os efeitos do calor: as grávidas. Pernas mais inchadas, maior sensação de cansaço, dificuldade em dormir e uma tolerância muito menor às temperaturas elevadas. Mas será apenas uma sensação ou a gravidez torna realmente a mulher mais vulnerável ao calor? Doutora Vanessa, bom dia.

Bom dia. Obrigada.

Bem-vinda. Por que as grávidas parecem sofrer mais durante os meses de verão?

Estou aqui dizer que não é apenas uma perceção. Existem, efetivamente, alterações fisiológicas da gravidez que tornam a mulher mais sensível ao calor. Durante a gravidez, podemos dizer que o organismo, de alguma forma, trabalha mais. Isto porque o volume sanguíneo aumenta significativamente, o metabolismo acelera e existe uma maior produção de calor corporal. Além disso, o bebê também começa a produzir calor, o que aumenta a necessidade de dissipação térmica. Na prática, é como se a grávida estivesse constantemente a funcionar num nível metabólico superior.

Doutora, e isso aumenta também o risco das grávidas desidratarem?

Sim. As necessidades hídricas aumentam durante a gravidez e o calor pode potenciar ainda mais as perdas através da transpiração. Por isso, a desidratação pode surgir mais facilmente e não estamos apenas a falar de sede. A desidratação pode provocar tonturas, dor de cabeça, cansaço, sensação de mal-estar e até favorecer contrações uterinas em algumas situações. Daí a importância de uma hidratação regular ao longo do dia.

E depois há uma queixa muito comum, que falei no início, que é o inchaço.

Sim, sem dúvida. Durante a gravidez, existe naturalmente uma maior retenção de líquidos. Ao mesmo tempo, o crescimento do útero aumenta a pressão sobre as veias da pele e dificulta o retorno venoso das pernas. Portanto, quando juntamos a isto as temperaturas elevadas do verão, é natural que o edema dos tornozelos, dos pés, das pernas, se torne mais evidente. Na maioria dos casos, trata-se de uma situação benigna, embora deva ser avaliada se surgir de uma forma súbita ou então muito marcada.

E depois, muitas grávidas referem também mais dificuldade em dormir nesta altura.

Sim, é verdade.

Mas só por causa da barriga.

Não, essa é uma das principais queixas. A gravidez já por ela está associada a alterações do sono. Quando acrescentamos noites quentes, desconforto físico e maior dificuldade em regular a temperatura corporal, então o descanso pode tornar-se ainda mais difícil. Sabemos que a privação do sono contribui para maior cansaço, irritabilidade e, por isso, também menor bem-estar geral.

Então, doutora Vanessa, mesmo a terminar, que cuidados recomenda às grávidas durante os meses mais quentes?

Primeiro é manter uma hidratação adequada, mesmo antes de surgir a sede. Procurar ambientes frescos, evitar a exposição solar prolongada nas horas de maior calor, utilizar roupa leve e confortável, fazer caminhadas ou atividade física também em horários mais frescos e, sempre que possível, elevar as pernas ao final do dia para ajudar o retorno venoso. São medidas simples, mas que podem fazer uma diferença muito significativa no conforto diário e ajudar a atravessar esta boa fase, de forma mais tranquila.

O mais tranquilo possível. Foi mais um Tratado da Saúde com a doutora Vanessa Mendes, que regressa amanhã. Até lá, doutora.

Até amanhã. Obrigada.