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Hoje começamos com a história de um futebolista galês.
Gaulês?
Não, galês.
Mas também é irredutível.
É um bocadinho irredutível.
É "x"?
Não é "x", é "l". Mas conviveu com alguns gauleses. Já passaremos a explicar. Mas este futebolista, ao contrário do que diziam as más-línguas, não passava o tempo a jogar golfe. Diz ele, em sua defesa. Depois vamos a um comentário misógino que saiu caro ao seu autor no Brasil. E vamos também à revolta dos polícias gregos. Estes dois últimos toques são a continuação de histórias de que falámos aqui nesta semana. Vamos começar por uma entrevista de Gareth Bale. Tenho sempre a tendência a chamar-lhe Christian Bale.
O ator.
O ator. Mas não, é Gareth Bale, jogador galês que passou pelo Real Madrid entre 2013 e 2020. Foi uma das contratações galácticas de Florentino Pérez, mas que teve uma carreira de altos e baixos no Real Madrid. Ele agora numa entrevista ao podcast "Stick to Football Magazine", veio falar de forma muito pormenorizada sobre esses tempos no Real Madrid e sobre esse trio que ficou conhecido como BBC, que era Cristiano, Benzema e Bale, ou Benzema, Bale e Cristiano. Não era CBB.
E não tinha tanta graça.
Ou podia ser CBC, mas não, era BBC. E ele disse: "Entendemo-nos muito bem, o Karim era muito tranquilo, estava mais com o Varane e com os franceses", lá está, os irredutíveis gauleses, mas diz que se davam todos muito bem. Que o Cristiano Ronaldo era um jogador com mais estilo no Manchester United, que depois no Real Madrid se transformou mais em goleador. Mais estilo, ou seja, era um jogador que fazia mais fintas, mais dribles.
Estilo a jogar. Uma coisa latina.
Exato. Uma coisa latina.
O Paulo faz o upa-upa. Não é aquela eficácia.
Germânica, exato!
Aquele toque de bola latino.
Um toque de bola.
É completamente diferente do sul-americano. O latino da Europa. Quando vês o toque de bola sul-americano, não tem nada a ver.
Para tudo.
E mesmo entre Argentina e o Brasil há ali umas diferenças.
Há muitas diferenças. Não vamos por aí.
Não vamos, não vamos que o Paulo agora também não pode.
Não pode não, não quer. Ele até podia.
Lá poder, podia.
Sobre liderança, ele também fala. Quem é que era o líder do balneário? Quem era o líder do balneário do Real Madrid? Quem era? Era o Cristiano? Não, não era. Era Sergio Ramos. Ele diz: "O verdadeiro líder é o Sergio Ramos."
O grande.
Não, é espanhol. Ele diz que o Cristiano, claro, era um líder por direito próprio, mas que quem mandava e quem impunha ali respeito e mandava uns berros era o Sergio Ramos. Aliás, basta olhar pro Sergio Ramos e só aquela cara mete medo aos adversários.
O Paulo vai tendo um completo 黑 線 。
Um completamente.
Não, olha-se pra cara dele.
Ó Maria João, também estás a dizer essas coisas como se o Paulo não soubesse nada sobre o Sergio Ramos.
Está a fazer busca no Google, Sergio Ramos.
Agora, quem foi o melhor treinador de Bale no Real Madrid? Foi Carlo Ancelotti ou Zinedine Zidane? O que tu achas, Paulo?
Quem foi o?
Melhor treinador, pra ele.
Eu já passei muitas horas a pensar nisso. E gosto mais da pizza marguerita, se quisesse.
Pronto. Também orienta muito bem e gere muito bem balneários.
E digere.
Gere e digere.
Ancelotti versus-
Versus Zidane. Qual é a tua aposta?
Zidane eu sei quem é. Foi jogador.
Foi jogador e o Ancelotti também, vê lá.
Ah, é sério? Que coincidência!
Eu acho que podíamos fazer um "Três Toques" só assim.
O Zidane era muito bom.
O Zidane era ótimo. Com batatas.
Era bom. Teve aquele problema da cabeçada.
Da cabeçada, mas isso foi já no final. Perdeu a cabeça. Curiosamente, Carlo Ancelotti e Zinedine Zidane conquistaram a Liga dos Campeões, quer como jogadores, quer como treinadores. Não há muitos assim. Mas pronto, quem era o melhor para-- aí lá estou eu com o Cristiano Bale, com o Gareth Bale. Isto não é o Batman. O melhor, ele diz que o Carlo Ancelotti era melhor a gestão que ele fazia. "Fazia de sentir como o seu melhor amigo", diz Gareth Bale. Já o Zidane era muito respeitado por aquilo que foi como jogador. Não fazia muita tática, fazíamos o mínimo. Ganhava o respeito por quem era. No fundo, o Zidane chegava lá, dava-lhes umas palmadinhas nas costas: "Ó, entrem em campo e façam o melhor que sabem e adeus".
E eles faziam.
Mas pronto, foi aqui um balanço desta passagem pelo Real Madrid, em que teve de falar, claro, da questão do golfe.
O que se passa com o golfe?
O golfe. A imprensa espanhola acusava-o de não se empenhar.
Eu estava a pensar no golfo pérsico.
Não era o golfo, podia ser um Volkswagen.
Eu primeiro também pensei, depois lembrei-me: "Espera, não, isto é sério."
Não, é o golfe. Golfe. Pronto, o golfe é melhor pra não haver equívocos A imprensa espanhola acusava-o de não querer treinar, não se empenhar. E ele foi visto algumas vezes a jogar golfe. Agora veio explicar que era uma vez de três em três semanas que ele ia jogar e que nunca deixou de se empenhar nos treinos por causa disso. Só que a imprensa espanhola fez logo um grande alarido à volta, porque ele muitas vezes ou estava lesionado ou não teve rendimento desportivo em campo. Veio agora esclarecer. Ele gostava muito do relvado, mas era mais do Santiago Bernabéu, não era propriamente dos campos de golfe.
Desde que não confundisse as regras.
Pois, ali não convém meter a bola nas redes.
Claro, obviamente.
É preciso saber as diferenças. Por falar em regras, lembram-se daquele caso que falámos aqui da árbitra brasileira que atribuiu o gol ao jogador errado? Houve aqui uma outra polêmica, porque um dos jogadores que participou nesse jogo foi Gustavo Marques, defesa do Benfica. Não entrou neste jogo.
Viste? Hoje é só gente conhecida que está aqui.
Ele está emprestado ao Red Bull Bragantino, do Brasil. Não foi neste jogo que nós falámos, foi num outro. Depois desse jogo, ele deu a sua opinião, disse que achava que a Federação Paulista tinha de olhar para os jogos desta dimensão e não nomear uma mulher. Foi esta a sua opinião. Esta opinião valeu-lhe 12 jogos de suspensão e uma multa de 30 mil reais, cerca de cinco mil euros.
12 jogos é muita coisa, não é, Ibn Saud?
Não, é muito mais do que uma suspensão normal, por exemplo, por um cartão vermelho. Dois, três jogos, mais ou menos no máximo. É para aprender. Para a próxima não diz essas coisas. Por último, só mesmo para concluir, também falámos esta semana daquela pena suspensa na Grécia, de Harry Maguire, o central do Manchester United. E agora os polícias gregos que estiveram envolvidos naquela altercação e que terão sido vítimas também da atitude agressiva de Harry Maguire, vieram criticar a decisão da Justiça, dizendo que o desporto não deveria dar palco a este tipo de protagonistas, e que os agentes da polícia, que marcaram presença neste julgamento, exigiam, no mínimo, um pedido de desculpas por parte de Harry Maguire, que não houve. Eu acho que o Harry Maguire, agora está a jogar, mas eu acho que ele nos próximos tempos não vai passar férias à Grécia. Vai ter problemas com a polícia.